domingo, 20 de março de 2011

Tubarão

Assisti Tubarão (1975) de Steven Spielberg no Telecine Cult. Esse não chega a ser o filme da série "Todo mundo viu menos você" porque alguns amigos não gostam do gênero, principalmente alguns blogueiros amigos. No início o Marcelo Janot falou sobre o filme. Eu sempre quis ver. É realmente muito bem realizado e são muito bem feitas as cenas de ação. Estranhei o formato, hoje os filmes do gênero são bem mais intensos. Esse na verdade só tem ataque mesmo em umas 4 pessoas no filme todo. Até mesmo as cenas de caça em alto-mar lembraram mais viagens de pescadores, mais conversas e espera, que ação.

Me surpreendi com o realismo das cenas políticas. O delegado assim que sabe da primeira pessoa morta prepara placas para interditar as praias. O prefeito e algumas personalidades da cidade de veraneio impedem o delegado de alarmar as pessoas e interferir no faturamento da temporada e principalmente a do dia 4 de julho. No final o mar parece fora de perigo, mesmo em alto-mar parece que nada mais vai atacá-los. Os três principais são:  Roy Scheider, Richard Dreyfuss e  Robert Shaw. Alguns outros são: Lorraine Gary,  Murray  Hamilton e  Chris Rebello.

Eu participei do blog O Que Elas Estão Lendo? no tema Um Livro Que Poderia Virar Filme. É uma nova coluna do site e me convidaram pra inaugurar. Qualquer um pode participar, é só seguir as instruções  de lá.



Beijos,
Pedrita

domingo, 13 de março de 2011

O Discurso do Rei

Assisti no cinema O Discurso do Rei (2010) de Tom Hopper. Eu queria muito ver esse filme e minha mãe também passou a querer depois que o filme ganhou o Oscar. A Elvira do Pensieri disse que eu ia gostar e que tinha se emocionado. Ela acertou em cheio, eu e minha mãe amamos esse filme e nos emocionamos. Foi muito mais que eu esperava. É sobre um duque, filho do Rei da Inglaterra, George V que é gago, já está desiludido com os tratamentos, até que a mulher descobre um professor que vive em um bairro simples e que começa a ajudá-lo. É uma história de superação, história real de superação. Não de cura, mas de forjar a realidade ou a dificuldade pra vencê-la. Não desaparecer, mas conviver com ela e saber superar nos momentos necessários.

Finalmente o Colin Firth teve um papel a sua altura, agora imagino que vão aproveitá-lo melhor em outros filmes e merecidíssimo o Oscar de Melhor Ator, é enervante a dificuldade de fala do personagem, ele está incrível. Adoro os dois que dão toda a estrutura para a grandiosidade desse filme, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter e lindo o personagem da mulher do protagonista. Ela é doce, compreensiva, nunca desiste em ajudá-lo, uma verdadeira companheira.  Belíssimo filme!

Beijos,


Pedrita

sábado, 12 de março de 2011

Nara

Assisti Nara de Fernanda Couto e Márcio Araújo no Teatro Jaraguá. Eu tinha receio de ver esse musical porque sou muito fã da Nara Leão, então sempre é difícil ver representações na arte de alguém que gostamos muito. Nara ganhou vários prêmios no ano passado e resolvi tirar a minha resistência e ir ver. Nara é um lindo musical, muito delicada a forma como contam a história dela. Quem interpreta a Nara é a Fernanda Couto. A direção musical é de Pedro Paulo Bogossian, a cenografia é de Valdy Lopes, a iluminiação é de André Boll e os figurinos de Cássio Brasil. Nara Leão nasceu em 1942. Era em sua casa que muitos dos músicos da bossa nova se reuniam. Aos 11 anos teve o seu primeiro namorico com Roberto Menescal. Na adolescência começou a estudar violão e a música foi sua profissão.

Os musicais estão em alta, há muito interesse pelo gênero e público. Gostei de ver um musical com uma história nossa, de um personagem nosso. Durante o musical cantaram várias músicas que foram importantes na trajetória de Nara Leão como a que amo na voz dela, As Curvas na Estrada de Santos. Essa música na voz da Nara Leão tem uma grande importância na minha vida e marcou um período de muita transformação. Os outros três atores do elenco, Guilherme Terra, Rodrigo Sanches e William Guedes, interpretam várias pessoas que passaram pela história da Nara. Gostei da solução de escrever no fundo o nome de cada pessoa que o ator interpretava naquele momento. Nara ganhou Prêmio Contigo de Melhor Musical Nacional e obteve quatro outras indicações: Prêmio Shell (Melhor Música), Prêmio APCA (Melhor Atriz e Direção Musical) e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (Projeto Sonoro). Nara fica no Teatro Jaraguá até o dia 29 de junho.

As fotos são de Lenise Pinheiro. 
  






Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

Assisti O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2009) de Terry Gilliam na HBO. Eu adoro esse diretor, adoro filmes fantásticos, não queria perder. É bom, mas não embarquei demais na fantasia, não sei se a telona ajuda mais, ou talvez o lado sombrio demasiado desse filme não permita o embarque. É o último filme do Heath Ledger, ele morreu durante as filmagens. Ele faria um homem que vive em três fantasias, então três atores o substituíram nessas cenas: Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law. Coube bem o artifício, como no mundo da fantasia cada um via o que sonhava, mulheres mais velhas ficavam lindas e jovens, o personagem podia mudar sua aparência.

Linda a moça que faz a filha do Doutor Parnassus, Lily Cole. O Doutor Parnassus é interpretado pelo ótimo Christopher Plummer. Outro da trupe é interpretado por Verne Troyer.  O diabo é interpretado por Tom Waits


Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cisne Negro

Assisti no cinema Cisne Negro (2010) de Darren Aronofsky. Eu não tinha muita vontade de ver esse filme, mas minha mãe queria muito. Foi uma decepção, nós detestamos. É muito irreal, muito impossível e o roteiro é muito superficial. A roupagem é que engana. Há muitos erros profissionais, dificilmente uma pessoa tão perturbada emocionalmente ficaria em uma companhia, que dirá em papéis de destaque, no máximo em um grupo. Companhias são órgãos sérios, no mínimo um psicólogo seria chamado ou o profissional encaminhado pra um. Mas o mais normal é trocar de profissional já que interessados em ingressar em grandes companhias é o que não faltam. As equipes nos teatros são enormes. Uma solista tem ao menos uma pessoa pra a ajudar se vestir, um maquiador e um cabeleireiro. Eles vão se revezando, mas dificilmente um solista fica só no camarim, ao menos que peça por um pouco do tempo para concentrar, mesmo assim alguém espera na porta. Fora as orientações finais. No caso de um espelho ser violentamente quebrado em um camarim, apareceriam seguranças, faxineiros e bombeiros, já que a segurança de um teatro é bem reforçada. Nunca um último ensaio é um dia antes da grande apresentação. É normalmente dois dias antes. E o último ensaio é geral, com roupa e tudo. Muitas vezes há mais de um ensaio com roupa. Também sempre há ao menos um substituto para os protagonistas e isso é definido em geral assim que o protagonista é definido porque o nome vai no programa, não tinha como nossa protagonista se indignar tanto e não saber quem seria.

É muito pobre o argumento que para encarnar bem um Cisne Negro é preciso ser sexualmente intenso. Detesto essas alusões sexuais na arte. A arte independente do sexo. Um profissional pode ser maravilhoso porque é sexualmente promíscuo. Mas um profissional pode ser assexuado, não gostar de sexo, e ser incrívelmente sedutor no palco. E detesto essa relação simplista e vulgar da arte. Há sim profissionais que decidem suas questões na horizontal, mas são alguns, não são todos, e qualquer profissional tem superiores, patrocinadores, e ele não pode escolher somente pela horizontal. Há muitas outras questões equivocadas. Esqueceram que dançar é uma profissão séria, que não fica em uma companhia quem se atrasa . Minha mãe em determinado momento perguntou se o filme era de terror e disse que o filme denegriu a profissão, concordo com ela.

Disseram que é o papel da vida da Natalie Portman, não concordo, só se for porque ganhou o Oscar e outros prêmios, porque eu já vi interpretações dessa grande atriz bem mais significativas. Os efeitos enganam muito. No início o coreógrafo diz que ela não está adequada para o Cisne Negro, mas nada muda até o final, são os efeitos que dão mais o impacto negro, porque a atuação está similar. Natalie Portman faz só os movimentos do braço porque não é bailarina, o restante são montagens com uma dançarina profissional. E um profissional não precisa sentir violentamente na vida o que terá no palco, isso é uma visão simplista da arte.Alguns outros do elenco são: Vincent Kassel, Mila Kunis e Winona Rider. 


Beijos,
Pedrita