quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Concerto da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal

Fui ao concerto da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal no Theatro Municipal de São Paulo. Esses músicos são da Escola Municipal de Música de São Paulo, uma das mais importantes do país que formam crianças e jovens desde os 3 anos de idade. A orquestra foi fundada em 2008. A regência é do Ricardo Bologna. No início eles tocaram a abertura da ópera Idomeneo de Mozart.

Depois tocaram a Sinfonia Concertante para Violino e Viola em Mi Bemol Maior k 364 de Mozart com os incríveis solistas Luiz Fílip e Thaís Coelho. Esses dois brasileiros talentosíssimos moram na Alemanha. Ele toca na Filarmônica de Berlim e ela na Orquestra Filarmônica de Munique. Eles vivem na Alemanha há mais de 10 anos. Como tocam. Foi um dos raros momentos que pudemos ver esses músicos porque eles não veem com frequência ao Brasil nem tocam tanto assim por aqui.  Eu já tinha ouvido o Luiz Fílip tocar no DVD do Carmargo Guarnieri que comentei aqui.

A Thaís Coelho foi a primeira vez que ouvi tocar. Os dois são lindos, jovens e talentosíssimos. Foram tantos aplausos a esses jovens músicos que os dois voltaram e tocaram um bis. A Orquestra Sinfônica Jovem Municipal finalizou o concerto com a Abertura Trágica de Brahms.

Beijos,
Pedrita


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Bruna Surfistinha

Assisti Bruna Surfistinha (2011) de Marcus Baldini no Telecine Premium. Eu tinha muita expectativa em ver esse filme, tanto que queria ter visto nos cinemas. Eu gostei, é muito bem realizado, Deborah Secco está incrível, mas eu não embarquei no roteiro, achei muito orquestrado. Mas eu já tinha essa sensação antes de que tudo foi muito planejado, que a história criada para a Bruna Surfistinha parecia muito fantasiada. Não deve ser fácil fazer um filme com todos vivos. Deve ser o motivo que colocam pouco os pais da Raquel Pacheco, que criou a personagem Bruna Surfistinha e os seus conflitos na escola.


Pelo perfil da Raquel Pacheco de querer agradar todos na escola, depois como Bruna Surfistinha de querer ser popular, ser a mais desejava,  de pouco trabalhar em time, parece que ela não tinha auto-estima a ponto de agradar, seduzir, para ser amada por não acreditar que sendo ela mesma, sem agradar, poderia ser amada. Inclusive a glamorização feita no filme parece mais um artifício, talvez dela mesma, para acontecer. Ela tinha um perfil de pouca proteção. A sensação que dá é que a sua infância parece ter tido pouco acolhimento, muita desqualificação. Mostra um pouco, mas claro, devem ter preferido suprimir um pouco. Nós só vemos o irmão na mesa, na frente dos pais da Raquel, desqualificando-a e e os pais não discordando dessa atitude agressiva. A Raquel Pacheco parece o tempo todo ter muita dificuldade de lidar com as emoções, com os conflitos. Quando recebe carinho e propostas para ser amada rejeita como acontece mesmo com pessoas que não receberam  acolhimento. Não porque os pais estivessem errados, mas porque era assim que eles achavam que era criar um filho, reprovando mais do que acolhendo. 

O elenco é todo muito bom: Fabíula Nascimento, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, Clarisse Abujamra, Simone Illescu, Cristina Lago, Erika Puga, Brenda Ligia e Ismael Cunha.








Beijos,
Pedrita



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Saci

Assisti no cinema ao filme O Saci (1951) de Rodolfo Nanni na Cinemateca Brasileira. Esse filme participou das comemorações dos 60 anos de existência. Foi uma exibição especial onde estava o diretor e os atores que fizeram o Pedrinho e a Narizinho, Lívio Nanni e Olga Maria Amâncio. Lívio é hoje médico e Olga é nutricionista, que tinha na época só 5 anos. Tinham algumas poucas crianças na exibição. Contaram que nos outros dias crianças e pessoas da terceira idade assistiram ao filme e que eles se surpreenderam com a alegria e manifestação das crianças. Na sessão que eu fui as crianças também se manifestaram. Interessante que um filme realizado há 60 anos, sem os efeitos especiais de hoje, em preto e branco, ainda cativa e empolga o público.

Eu adorei O Saci, acho que me empolguei tanto quanto as crianças. O filme foi realizado na cidade de Ribeirão Bonito. Depois da exibição, Rodolfo Nanni contou um pouco sobre as dificuldades de realização do filme. Rodolfo Nanni tinha acabado de chegar de Paris onde estudou cinema. Como não tinham os recursos de hoje eles improvisavam as fantasias. O assistente de direção foi Nelson Pereira dos Santos. A trilha sonora é de Claudio Santoro. A Tia Anastácia foi intepretada pela cozinheira de Monteiro Lobato.  Eu amei a Sacizada só com crianças de Ribeirão Bonito, hilário o Saciólogo, lindo o menino. Outros do elenco são: Paulo Matozinho, Lívio Nanni, Otávio Araújo, Olga Maria, Maria Rosa Ribeiro e Aristéia Paula de Souza. E adorei conhecer essa versão do Sítio do Picapau Amarelo. O evento foi gratuito e ainda presentearam quem assistia com o DVD.

Beijos,
Pedrita


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Corações Sujos

Terminei de ler Corações Sujos (2000) de Fernando Morais. Minha irmã que me emprestou esse livro que queria tanto ler. Fiquei felicíssima de saber que ela tinha essa obra. É uma bela edição da Companhia das Letras.O livro parece bastante extenso, mas há várias fotos, letras grandes, páginas sem nada que a leitura vai rápido. É linda a edição, mas eu particularmente prefiro melhor aproveitamento de papel e também imagino que se o livro for menor, melhorá o custo e aumentará o número de pessoas que possam adquiri-lo. Já existe uma edição econômica. Esse livro ganhou Prêmio Jabuti de Melhor Reportagem em 2001. Há um filme que já circula e faz sucesso pelos festivais, não vejo a hora de estrear nos cinemas. Já há o site do filme e novidades no facebook.

Eu não costumo ler nada antes de ler, imaginava que Corações Sujos falasse dos imigrantes japoneses, mas não tinha ideia que no Brasil tinha tido o Shindo Rimei, um grupo que matava japoneses traidores, e para serem considerados traidores bastava eles discordarem que o Japão tinha saído vencedor na Segunda Guerra Mundial. Esses traidores eram os Corações Sujos. Claro, haviam outras questões que os faziam traidores, que realmente eram atitudes traidoras quando eles ajudavam a polícia traduzindo os depoimentos. O Brasil não ajudou nem um pouco nesse processo. Getúlio Vargas proibiu escolas japonesas, que viessem jornais do Japão, que ouvissem rádios do Japão, que eles cultivassem sua cultura. E esses fatores ajudaram e muito na crença de que era mentira que o Japão perdeu a guerra. A forma para prendê-los era tão insana como as dos adeptos do Shindo Rimei, bastava um japonês não acreditar que o Japão perdeu a guerra e era preso. Chegou uma hora que as prisões estavam lotadas de japoneses e os crimes dos adeptos do Shindo Rimei continuava.



Sempre me surpreendo o quanto estudamos pouco sobre a história desse país, o quanto conhecemos pouco de nossa história. Fico feliz que surjam livros que tentem diminuir um pouco essa nossa alienação histórica. Corações Sujos relata o número aproximado de japoneses que vieram ao Brasil em várias levas.

Trechos de Corações Sujos de Fernando Morais

“A voz rouca e arrastada parecia vir de outro mundo.”

“Nos primeiros sete anos de duração do acordo entre os dois países, o Japão despachou para o Brasil mais 3434 famílias – ou 14 983 pessoas. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, o fluxo migratório adquire um ritmo vertiginoso: entre 1917 e 1940 mais 164 mil japoneses se mudam para o Brasil, sendo que apenas 25 por cento deles tomam o destino do Paraná, de Mato Grosso e de outros estados. A maioria decide radicar-se em São Paulo.”


Hoje é um dia  muito especial para o Mata Hari e 007, esse blog comemora 10 anos de existência. Dez anos que eu aproximadamente posto a cada dois dias sobre a minha vida cultural. O 007, meu amigo, apareceu muito esporadicamente nesses dez anos. Gostei de comemorar com um post de um livro tão importante, e que resgata um pouco da história desse país e que seja um post sobre algo do Brasil e brasileiro. Tenho orgulho de ser brasileira mesmo com todas as dificuldades de viver nesse país tão corrupto. 

Beijos,
Pedrita


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

60 Anos de Novelas

Assisti o especial 60 Anos de Novelas no Globo Repórter da TV Globo. Glória Maria e Sérgio Chapelin apresentaram o programa que pincelava um pouco do que foram esses 60 anos de novelas. Foi curto, deixou vontade de mais, mas adorei. Falaram das primeiras novelas ao vivo, entrevistaram alguns atores: Tony Ramos, Glória Pires, Francisco Cuoco, Lima Duarte, Regina Duarte, Marília Pêra, Camila Pitanga e Mariana Ximenez. Falaram do primeiro beijo técnico com a atriz que o protagonizou. Regina Duarte lembrou cenas que marcaram como a da troca dos bebês. Mostraram as duas versões de O Astro. Falaram de quando as novelas começaram a colocar temas sociais em suas tramas. Da época que uma novela dava 100% de audiência, qunado haviam poucos canais de televisão e poucos programas.

Mostraram cenas de novelas que marcaram história como Pecado Capital, A Moreninha, Escrava Isaura, Dancing´ Days, Roque Santeiro que atualmente reprisa no Canal Viva, Irmãos Coragem. Mostraram o Projac, falaram com as costureiras, figurinistas. Falaram de como os efeitos especiais ajudam hoje na magia. As tramas com gêmeos. E claro, mostraram trechos da belíssima Cordel Encantado. Foi um programa curto e ainda não consegui ver se o Vídeo Show passou mais sobre o programa, já que imagino que eles devam ter entrevistado muita gente, mas precisaram editar pra caber no horário. O Globo Repórter costuma reprisar na GloboNews. Enfim, foi um programa que já começou com saudades. Há várias matérias sobre o programa no site da TV Globo, com trechos em vídeos. José Armando Vannucci também fez um programa em vídeo para a internet sobre os 60 Anos de Novelas, com entrevistas de arquivo da Jovem Pan.

Beijos,
Pedrita