Assisti
Bruna Surfistinha (2011) de
Marcus Baldini no
Telecine Premium. Eu tinha muita expectativa em ver esse filme, tanto que queria ter visto nos cinemas. Eu gostei, é muito bem realizado,
Deborah Secco está incrível, mas eu não embarquei no roteiro, achei muito orquestrado. Mas eu já tinha essa sensação antes de que tudo foi muito planejado, que a história criada para a
Bruna Surfistinha parecia muito fantasiada. Não deve ser fácil fazer um filme com todos vivos. Deve ser o motivo que colocam pouco os pais da
Raquel Pacheco, que criou a personagem
Bruna Surfistinha e os seus conflitos na escola.

Pelo perfil da Raquel Pacheco de querer agradar todos na escola, depois como Bruna Surfistinha de querer ser popular, ser a mais desejava, de pouco trabalhar em time, parece que ela não tinha auto-estima a ponto de agradar, seduzir, para ser amada por não acreditar que sendo ela mesma, sem agradar, poderia ser amada. Inclusive a glamorização feita no filme parece mais um artifício, talvez dela mesma, para acontecer. Ela tinha um perfil de pouca proteção. A sensação que dá é que a sua infância parece ter tido pouco acolhimento, muita desqualificação. Mostra um pouco, mas claro, devem ter preferido suprimir um pouco. Nós só vemos o irmão na mesa, na frente dos pais da Raquel, desqualificando-a e e os pais não discordando dessa atitude agressiva. A Raquel Pacheco parece o tempo todo ter muita dificuldade de lidar com as emoções, com os conflitos. Quando recebe carinho e propostas para ser amada rejeita como acontece mesmo com pessoas que não receberam acolhimento. Não porque os pais estivessem errados, mas porque era assim que eles achavam que era criar um filho, reprovando mais do que acolhendo.

O elenco é todo muito bom: Fabíula Nascimento, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, Clarisse Abujamra, Simone Illescu, Cristina Lago, Erika Puga, Brenda Ligia e Ismael Cunha.
Beijos,
Pedrita