quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Camerata Cantareira

Fui ao concerto da Camerata Cantareira no evento do Centro de Música Brasileira na Cultura Inglesa da Vila Mariana. Gostei muito! A regência foi do maestro Andi Pereira que ressaltou antes do programa começar a importância desse concerto dedicado só a compositores brasileiros. Dois estavam na seleta e ilustre plateia, Edmundo Villani-Côrtes e Mario Ficarelli. Foi um belo concerto.


Programa:

Edino Krieger  - Concerto para Viola e Orquestra de Cordas

Edmundo Villani-Côrtes - A Catedral da Sé

Matheus Bitondi  - A História Social das Drosófilas

Mario Ficarelli - Concerto para Violino e Orquestra de Cordas  

Alberto Nepomuceno - Serenata para Orquestra de Cordas

Osvaldo Lacerda - Ponteio nº 2

Osvaldo Lacerda - Serenata para Cordas

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cheias de Charme

Assisti Cheias de Charme (2012) de Filipe Miguez e Izabel Oliveira na TV Globo. No começo seguia, depois me afastei, mas essa novela tinha um magnetismo incrível. Volte e meia via uma personagem que gostava, parava pra ver e quando percebia, tinha visto o capítulo inteiro. Ágil, alegre, bem editada e com roteiro consistente, Cheias de Charme inovou realmente no gênero. Foi também uma das primeiras vezes que realmente a internet esteve ligada com a trama. Não de forma falsa e sim de forma real. Achei bacana que elas aproveitam a ausência da patroa artista para usar o que ela tinha em casa e fazer o vídeo, além de coerente, é brincadeira comum de que as patroas saem e as empregadas se divertem. A abertura também era linda!

Quando as empreguetes disseram que o vídeo delas estava no ar, lá estava ele, foi trending topic, liderou visitações, e também é uma graça. Achei bem interessante que no final a personagem da Cida escreveu um livro e que a TV Globo lançou o livro realmente. O elenco era ótimo. As empreguetes interpretadas brilhantemente pelas Leandra Leal, Isabelle Drummond e Taís Araújo. Chaynne foi interpretada pela Cláudia Abreu que também brilhou muito. Outro que estava ótimo foi  Ricardo Tozzi, ele parecia canastrão como Fabian. Engraçado que quando o Inácio ficou no lugar do Fabian ele não era tão canastrão. O ator estava incrível. E eu adoro a Leandra Leal, desde o filme A Ostra e o Vento 

Gostei demais também do tema social da personagem da Cida. A mãe era empregada da casa e faleceu, a família alardeava sempre que não deixou a menina ir para um abrigo, que deram casa, comida e estudos, mas faziam desde pequena ela trabalhar sem remuneração. Inclusive no último capítulo explicaram bem o trabalho infantil e escravo tão comum no Brasil. Sempre ouvi sobre famílias que "adotavam" crianças, mas as tratavam como empregadas, exigindo quase um pagamento pela benevolência de dar casa e comida. A personagem da Alexandra Richter falava sempre que deu casa, comida, tratamentos médicos e estudos, como se fosse muito generosa.

Queria muito que a Penha ficasse com o Otto, personagem do Leopoldo Pacheco. Não gostei nada do personagem do Marcos Pasquim que caiu de paraquedas na trama, na verdade de prancha de surf, e muito menos que a Penha ter ficado com o ex-marido interpretado pelo Marcos Palmeira. Embora tenha achado o roteiro bem realista no romance com o surfista. Depois de viverem intensamente a paixão, a vida dos dois geraram intrigas, mas ficou esquisito depois o surfista mudar tão rapidamente para o Rio de Janeiro e pelo namoro ser tão categórico que não podia largar a escola de surf no Nordeste. Também achei meio forçado o personagem do Otto redescobrir a beata, interpretada pela Kika Kalache, e ela virar uma perua.

O elenco todo era ótimo. No núcleo cômico estavam ótimos Bruno Mazzeo, Titina Medeiros, Fábio Lago e Luiz Henrique Nogueira. Adoro os atores que integraram o elenco: Daniel Dantas, Tato Gabus Mendes, Dhu Moraes, Aracy Balabanian, Edney Giovenazzi, Malu Galli, Humberto Carrão, Jonatas Faro, Simone Gutierrez, Rodrigo Pandolfo, Sérgio Malheiros e Tainá Muller. O vídeo das empreguetes pode ser visto aqui.


Beijos,
Pedrita


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

São Paulo SA

Assisti São Paulo SA (1965) de Luiz Sergio Person no Canal Brasil. Sempre quis ver esse filme, emblemático, belíssima fotografia, fala de um homem atormentado. Ele é levado pela sociedade e passa a se incomodar com o que o rodeia. Ele é interpretado brilhantemente por Walmor Chagas. Três mulheres passam em sua vida interpretadas por Eva Wilma, Darlene Glória e Ana Esmeralda. Etty Fraser faz uma pequena participação.

O protagonista veio para São Paulo a procura de trabalho na indústria automobilística em franca expansão e implantação. Ele vai para a Volkswagen. São Paulo SA fala de relacionamentos, machismo e trabalho, das relações trabalhistas que exploram, que enricam poucos. São Paulo SA ganhou vários prêmios: Prêmio de Público na 1a. Mostra Internacional do Novo Cinema de Pesaro (ITA), Prêmio Cabeza de Palenque no VIII Festival Internacional do Filme de Acapulco/México, Prêmio Governador do Estado, da Comissão Estadual de Cinema de São Paulo; Prêmios Saci do Jornal O Estado de S.Paulo para melhor Direção, montagem e filme.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Meu País

Assisti Meu País (2011) de André Ristum o Telecine Premium. Queria muito ver esse filme, fiquei chateada de não ter conseguido ver nos cinemas. Minha mãe também viu na tv a cabo e igualmente gostou muito. Como viram pelo pôster o elenco é incrível e faz uma participação especial o Paulo José. Começa com o personagem do Paulo José, ele passa mal dormindo e morre. Rodrigo Santoro interpreta um executivo muito bem sucedido e casado que vive na Itália, o irmão, interpretado pelo Cauã Reymond é um playboy que vive com o pai.

Os dois se reencontram no enterro e precisam lidar com as questões do falecimento do pai, firma quase falida e ainda uma irmã da amante do pai que tem problemas mentais. Essa irmã, interpretada pela Débora Falabella, vive em um sanatório que exige que ela seja integrada a família para melhorar. Os três estão incríveis. A esposa  é interpretada pela atriz italiana Anita Caprioli. O médico é interpretado pelo Eduardo Semerjian. Fazem ainda outras participações:  Niocola Siri, Luciano Chirolli e Norman Mozzato.  Meu País ganhou Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular  no Festival de Brasília e ainda Melhor Direção, Melhor Ator para Rodrigo Santoro. Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora.

Beijos,
Pedrita

domingo, 23 de setembro de 2012

O Caso Farewell

Assisti O Caso Farewell (2009) de Christian Carion no Max. Vi esse filme por um acaso, lendo a sinopse não me interessei, mas acabei assistindo. É um bom filme baseado no livro de Serguei Kostine. Em 1980, um funcionário da KGB está desiludido com o sistema, ele então começa a passar documentos para um espião francês, praticamente amador e os documentos começam a chegar aos Estados Unidos. A relação desses dois homens foi o que mais me atraiu, os dois atores estão muito bem, Guillaume Canet e Emir Kusturica.

As locações são belíssimas. Williem Dafoe faz uma participação. Ronald Regan é interpretado por Fred Ward, François Mitterrand por Philippe Magnan.  As mulheres são interpretadas por Alexandra Maria Lara,  Ingeborga Dapkunaite e Dina Korzun.

Beijos,
Pedrita