quarta-feira, 24 de junho de 2015

Nine


Assisti ao musical Nine - Um Musical Felliniano no Teatro Porto Seguro. A direção artística é do Charles Möeller e Claudio Botelho. O texto é baseado no filme de Federico Fellini que larguei porque não gostei. Continuo não gostando do texto que acho narcisista, machista e sexista.
Foto de Leo Aversa
Só fui porque o 007 estava louco pra ir. Ele ama musicais e ama a Malu Rodrigues. E como eu tenho Porto Seguro, pago meia entrada para dois. Então fiz essa gentileza pra ele já que os ingressos para musicais são exorbitantes, tanto que meia entrada continua caro. Ele adora essa atriz desde Despertar da Primavera. Vou colocar os links se quiserem ver os posts que tem alguns do 007 inclusive. Ela realmente está sensacional como atriz e cantora e que papel difícil. Adorei também o ator que faz o Guido, Nicola Lama, outro que está muito bem cenicamente e vocalmente.
Foto de Gabriel Quintão

Gostei muito das que fazem o coro: 
  • Lais Lenci, Lola Fanucchi, Camila Marotti, Isabella Moreira e Priscila Esteves. E muito também da que faz a Sarraghina, Myra Ruiz. Beatriz Segall faz uma participação afetiva. Muito fofo o menino que faz o Guido criança. São duas crianças, no dia que fui interpretou o cineasta o Gabriel Ferrarini. Gosto muito da Karen Junqueira. Estão no elenco: Totia Meirelles, Carol Castro e Letícia Birkheuer. Nine fica em cartaz até 9 de agosto. 
Foto de Marcos Mesquita 

Eu e o 007 gostamos muito do Teatro Porto Seguro. Não é exageradamente grande, 504 lugares, o que comporta bem peças de teatro. Pra mim é muito longe. O mapa de localização está errado, eu e o 007 fomos pelo mapa e tivemos que rodar muito pra achar a entrada porque é em outro lugar e não há sinalização. Também não há sinalização nas ruas e não há orientações e placas dentro do Porto Seguro para você achar o teatro depois que para no estacionamento. Mas todos são muito prestativos, o lugar é lindo. Inclusive no site falam de van da Estação da Luz, eu fui de carro, mas no dia que fui a van saía do Metrô Santa Cecília porque ia ter a Virada Cultural e iam interditar várias ruas. Eu ia quebrar a cara se fosse de metrô. É melhor ligar antes de sair.
O vídeo não está com o menino que vi e sim com o outro ator, o Nicolas Cruz.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 23 de junho de 2015

Nando Araújo e Convidados

Fui ao show de Nando Araújo e Convidados no RioHarpFestival no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Nando toca uma harpa céltica. Linda a harpa. E belo repertório.
Os convidados foram:
Willian Storti: (Acordeom)
Deva Mille: (Percussão) 
Alvaro Petersen (violão e viola)
Pedro Sossego (Contrabaixo)

Gostei muito também da variedade dos instrumentos de percussão. Ótimos músicos, belo repertório. Foram músicas dos Beatles, músicas tradicionais irlandesas. Gostei muito. E de graça!.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Amantes Passageiros

Assisti Amantes Passageiros (2013) de Pedro Almodóvar no Max. Olhava pelo controle remoto e esse filme estava prestes a começar. Adoro esse diretor e quis ver, é bem engraçado. Apesar de um filme recente, volta ao estilo inicial do diretor. As piadas não são muito originais, o roteiro é muito simples, não é o melhor dele, mas uma comédia sem pudores com um olhar de um grande diretor é sempre mais divertido que qualquer outro besteirol.

O roteiro é simples, passa todo em um voo. Todos os atores amigos do diretor estão ali. Parece mesmo uma brincadeira. O avião está com problema, dando voltas e tentando pousar, mas pode rachar no meio. Com a possibilidade iminente da morte, os passageiros falam com familiares fora, se expõe. E fica a pergunta de como vão lidar com as revelações depois já que o avião pousa e nada acontece. Mas o filme termina no pouso.

Os comissários são interpretados por Javier Camara, Carlos Aceres e Raul Arévalo. Os passageiros por Lola Dueñas, Cecilia Roth, José Maria Yazpik, Miguel Angel Silvestre, Laía Marti, Guillermo Toledo e José Luis Torrijo. Os pilotos por Antonio de la Torre e Hugo Silva. Antonio Banderas e Penélope Cruz fazem participações afetivas rápidas no aeroporto bem no início.



Beijos,
Pedrita

domingo, 21 de junho de 2015

O Orfanato

Terminei de ler O Orfanato (1965) de Hubert Fichte da Editora Guanabara. Eu peguei emprestado da minha vizinha, a capa é igual a essa imagem. Cometi o erro que raramente faço antes de ler, li a orelha e na orelha contam o fim do livro. O livro é todo montado no mistério. Pelo olhar de um garoto acompanhamos as dúvidas dele porque ele não pode ficar com a mãe. Na época do livro uma criança podia ser colocada no orfanato se tivesse somente um pai ou uma mãe.

Obra Duas Crianças Ameaçadas por um Rouxinol de Max Ernst

Logo ficamos sabendo que a mãe não podia comprovar a existência do pai, então não conseguia alugar um quarto com uma criança. Era proibido alugar quartos para mães solteiras ou sem comprovação. E a mãe acha que será bom o filho aprender o que é ser católico, costumes católicos. Descobrimos que é a Segunda Guerra Mundial e há bombardeios em outras cidades.

Obra Paisagem Apocalíptica (1912) de Ludwig Meidner

Para as crianças do orfanato, ser católico era não ter pensamentos ruins. Eles o tempo todo ficando policiando os pensamentos dos outros e os deles. Em nenhum momento aprendem com as freiras a caridade, a fazer o bem ao próximo. Só os pensamentos é que parecem ser importantes.

Tanto o compositor como os pintores são alemães como o escritor.



Beijos,
Pedrita

sábado, 20 de junho de 2015

Visitando Sr. Green

Assisti a peça Visitando Sr. Green no Teatro Jaraguá. Eu perdi esse espetáculo quando protagonizavam Cássio Scapin e Paulo Autran. Nunca me conformei. Cássio Scapin que dirige esse baseado no livro de Jeff Baron. Dessa vez é com o maravilhoso Sergio Mamberti e fiquei encantada com a atuação de Ricardo Gelli.

Começa com Sergio Mamberti em um apartamento cheio de tralhas. Ele recebe a visita de um rapaz que disse que foi ele que quase o atropelou e que foi exigido pelo juiz que ele precisa ir lá uma vez por semana ver se o senhor precisa de alguma coisa. São hilários esses momentos. Tudo o que um senhor quer é sossego e o que menos quer é a interferência e visita de um estranho. A identificação nesses momentos é total.

Visitando Sr. Green é um texto sobre tolerância, preconceito. Gostei muito do texto que não faz o senhor mudar completamente os seus pensamentos, ele só passa a aceitar o diferente, mas não que ele concorde. Texto incrivelmente atual, infelizmente. A peça emociona muito. Adorei o cenário de Chris e Nilton Aizner. A iluminação é de Wagner Freire. Visitando Sr. Green fica em cartaz até 19 de junho.

As fotos são de Ale Catan

Beijos,
Pedrita