segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ciclo de Debates: Ausência e Busca da Felicidade

Fui ao Ciclo de Debates: Ausência e Busca da Felicidade da República Ativa de Teatro no Centro Cultural São Paulo. Esse grupo é o que está com a peça Splash ou a História da Gota que quer ser Rio e comentei aqui e promoveram no espaço também esses debates. A psicóloga Mariuza Pregnolato falou sobre o tema intermediada pelo Rodrigo Palmieri. Ela falou da subjetividade que é a felicidade, que o que pode ser felicidade para um, pode não ser para o outro, mas que mesmo para nós é mutável. Aos 18 o que nos fazia feliz pode não fazer feliz depois. Mesmo uma viagem que fazemos que queremos repetir pode não ter a mesma alegria da outra vez porque mudamos.

Como a República Ativa de Teatro tem projetos com crianças, os palestrantes falaram sobre o tema. Mariuza comentou que é mais simples a felicidade das crianças. Se a criança tem o desejo saciado, ela fica feliz. Conforme ficamos adultos, nos tornamos mais elaborados. Mariuza disse o quanto é importante essa curiosidade do ser humano, de sempre querer mais, questionar mais, que isso impulsiona as pessoas para a evolução. Mas Rodrigo lembrou dos riscos do capitalismo em colocar no ter as angústias. Mariuza falou como muitas vezes a falta é importante para percebermos que éramos felizes. Mariuza sugeriu que quando alcançássemos a felicidade de um objetivo, ficássemos um pouco naquele lugar, desfrutássemos essa conquista, antes de seguirmos para novos desafios. O debate foi gratuito. No sábado que vem o grupo debaterão sobre o teatro infantil com outros profissionais da área.
Beijos,
Pedrita

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Ascensor para o Cadafalso

Assisti Ascensor para o Cadafalso (1958) de Louis Malle no Arte 1. Eu coloquei esse filme para gravar, amo esse diretor. Antes de começar um crítico fala um pouco do filme. Que é baseado no livro de um búlgaro, Noël Calef, que agora quero ler. É o primeiro filme dirigido por Louis Malle que tinha somente 25 anos. Como pode já ser tão talentoso? E o elenco? Jeanne Moreau encabeça a trama.

É absolutamente impressionante! Os desdobramentos do filme são incríveis! Começa com os dois amantes falando ao telefone e marcam um encontro. O mais incrível é que é esse casal que de uma certa forma movimenta toda a trama, mas eles nunca se encontram no filme. Ele é interpretado por Maurice Ronet.

Há outro casal que impulsiona um monte de confusão também. É um filme muito angustiante! Esse casal é interpretado por Yori Bertin e Georges Poujouly. São vários atores e tramas: Gérard Darrieu, Lino Ventura, Jacqueline Staup, Jean Wall, Elga Andersen, Sylviane Aiseinsten, Micheline Bona. A trilha sonora é maravilhosa também, é de Miles Davis.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

TAG - Hábitos de Leitura

Minha amiga do Vintage Pri sugeriu essa blogagem sobre livros.

1-    Quando você lê? (Manhã, tarde, noite ou quando tem tempo)
Eu leio mais em transportes públicos e em espera de eventos. Em casa leio um pouco à noite. Mas a maioria é fora de casa mesmo.

2-    Você lê apenas um livro de cada vez?
Sempre um único livro de cada vez.

3-    Qual seu lugar favorito para ler?
Eu gosto muito de ler nos ônibus.

4-    O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?
Depende. Se eu vejo que há um filme, peça de teatro de um livro que eu já li, corro para ver. Como foi com a peça Memórias de Adriano. Cheguei uma vez a viajar para outro estado para ver uma peça de um livro que tinha adorado. Se eu vejo o filme e gosto, e vejo que é baseado em um livro, corro atrás para ler o livro. Tenho uma lista grande de livros que quero ler de ótimos filmes que vi.

5-    Qual formato de livro você prefere? (livro físico, audio-book, e-book)
Eu só leio livros em papel. Gosto de ter os livros. E também fico confortável em ler em qualquer lugar, ônibus, parques. O que não sentiria com objetos eletrônicos que são muito roubados, inclusive em metrôs.

A fotos dos livros foram dos livros que mais gostei que li em 2015.
Se algum amigo que fala de literatura em seu blog quiser participar, vou adorar.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Os Mandarins de Simone de Beauvoir

Terminei de ler Os Mandarins (1954) de Simone de Beauvoir da Editora Nova Fronteira. Comprei esse livro novo em uma banca por R$ 10,00, um achado. Eu só tinha lido dessa escritora A Convidada há muitos anos. Li de uma loja que era uma espécie de clube, você pagava um valor por mês e podia ler quantos livros quisesse. Era um pouco longe e comigo não é muito vantajoso. Sebos me atendem melhor.

Obra Jardim Medieval (1955) de Jean Dubuffet

Os Mandarins fala de um grupo de intelectuais, jornalistas e escritores, após a Segunda Guerra Mundial. Falam que Beauvoir se inspirou em sua vida, Camus e Sartre para criar os personagens. Imagino que os personagens venham realmente do seu universo tal a tranquilidade com que relata os embates políticos da época. Me senti muto confortável na leitura, em um ambiente muito familiar.

Obra O Abacaxi (1948) de Henri Matisse

Apesar do universo ser confortável, os embates são bem angustiantes. A maioria acredita que haverá nova guerra. Incríveis as discussões éticas e morais. Chega a informação dos tenebrosos campos de concentração da URSS. A maioria acha que não pode revelar essa informação porque seria muito prejudicial ao comunismo. Vidas humanas são menos importantes que diretrizes políticas. Há vários embates e questionamentos. Me lembraram muito as discussões atuais sobre esquerda e direita, hoje um tema já envelhecido e distorcido. Amizades terminam, radicalismos. Acusações que a pessoa passou para a direita só porque lutou pelos direitos humanos. E de todos os lados. Um jornal pode perder o apoio porque resolveu denunciar a ditadura em Portugal. O patrocinador ameaça e diz que o artigo feriu os Estados Unidos. Novamente o que vale é a política e não a proteção ao ser humano. A atualidade de Os Mandarins foi surpreendente.

Obra Banho de André Lothe

Após a Segunda Guerra Mundial as relações afetivas começam a tomar novos contornos. A monogamia não é mais vigente. Mas é um período de transformação. A esposa não se incomoda das amantes do marido até ele desejar levar uma delas a uma viagem que negou a esposa. Essa moça é filha de sua melhor amiga. Ela briga, reclama, o marido viaja com a moça. Racionalmente ela resolve aceitar o marido de volta, que estava errada em se incomodar. E sublima o que emocionalmente sente. O livro aborda a dificuldade de lidar com as relações entre razão e emoção, o que nem sempre dá muito certo. Gostei muito da forma madura como as relações são tratadas e do fato dos personagens se exporem muitas vezes com reações imaturas, como são realmente as pessoas. Ou mesmo da dificuldade das pessoas perceberem que o amor já acabou, que o marido só tem tédio e continua na relação porque é confortável manter a casa e os amigos, mas vive distante da esposa que finge não perceber para não perder o amor. A autora também fala de forma crua sobre o envelhecimento. O desconforto em perceber o envelhecimento da amiga e o seu.

Tanto o compositor bem como os pintores são franceses e as obras são de períodos próximos a publicação da obra.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Memórias de Adriano

Assisti a peça Memórias de Adriano no Centro Cultural São Paulo. Queria demais ver essa peça que é baseada no livro de Marguerite Yourcenar, entre meus autores preferidos. Li há anos essa obra, lembrava muito pouco. Logo no início lembrei o quanto o texto dessa autora é maravilhosa, como ela é incrível. E que interpretação de Luciano Chirolli. A direção é de Inez Vianna.

Memórias de Adriano é uma obra ficcional inspirada no Imperador Romano Adriano que resolve escrever uma carta a Marco Aurélio que será seu sucessor. Adriano está nos seus últimos dias. A peça pincelou alguns aspectos já que a obra é muito extensa. Fala do quanto Adriano investiu em conhecimento, fundou bibliotecas. A atualidade do texto é surpreendente. Mais um monólogo. Vários outros devem surgir já que estamos em tempos de crise. Incrível espetáculo que fica em cartaz até 28 de fevereiro. Os ingressos são bem razoáveis, somente R$ 20,00.
Beijos,
Pedrita