segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Síria em Fuga

Assisti ao documentário Síria em Fuga de Gabriel Chaim na GloboNews. O jornalista viaja a Síria para mostrar a devastação da guerra. Começa com a história do menino que aparece morto na praia e o pai pedindo perdão a família. O pai diz que todos os dias pede perdão. A mulher e seus dois filhos morreram no mar.

Depois vem o jornalista e um câmera nas cidades devastadas pela guerra, as poucas crianças que ainda moram lá, o médico que já morreu socorrendo feridos de combates. Sempre me surpreendo com esses heróis que vão a zonas de guerra fazer matérias. Ele consegue ir disfarçado para regiões perigosas, entrevistar pessoas que ainda resistem em ficar lá.

Mostra as precárias condições dos campos de refugiados com muito frio, lama e fome. Síria em Fuga concorre ao Emmy Internacional. Dá pra assistir no Now, GloboNews, Documentário.
Beijos,
Pedrita

domingo, 14 de agosto de 2016

Hotel Transilvânia 2

Assisti Hotel Transilvânia 2 (2015) de Genndy Tartakovsky no HBO On Demand. O diretor é russo. Não sei porque levei tanto tempo para ver esse, eu tinha adorado o primeiro que comentei aqui e esse é igualmente lindo e engraçado. Eu tinha adorado que essa animação fala sobre o que é diferente, o que é normal. O engraçado é que o diferente é o normal. Como em A Família Adams, família de vampiros é que são normais.

Começa com o casamento da vampirinha. Que festa linda! A família, parentes e amigos do noivo também vão ao Hotel Transilvânia. Linda e divertida a festa. Adoro todos os personagens que povoam o hotel e os "normais" eram muito engraçados também.

Um ano depois nossa protagonista tem um filho aparentemente normal. O avô explica que a criança mostra até os 5 anos se será vampirinha ou não. Ele aguarda ansiosamente. Adorei fazerem a mãe uma super protetora até chata. Ela é muito, mas muito neurótica e tem certeza que o filho é "normal".

 A melhor amiguinha é uma lobinha. A mãe está muito preocupada com o futuro, já que tem medo que o filho seja realmente "normal" e não saiba se defender. Ela resolve então levar o filho para morar com a família do marido. O avô surta, o pai também não quer ir, então os dois se unem para tirar o neto da bolha em que vive para ver se as presas de vampirinhos aparecem. A mãe viaja com o pai para a casa dos sogros. O avô leva o neto nos lugares onde passou a infância. São outros momentos divertidos. Nada é como era antes. Tudo está politicamente correto. O acampamento que colocava o avô na infância em risco para as presas surgirem é agora fofo, todo cheio de precauções, super protetor como a mãe. São muitos momentos fofos e engraçados. Amei!

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Dois Amigos

Assisti Dois Amigos (2015) de Louis Garrel no TelecinePlay. Eu vi várias entrevistas com o Louis Garrel sobre esse filme, ele é lindo e talentoso e era o seu primeiro longa como diretor. É um lindo roteiro sobre dois amigos, na verdade sobre três pessoas, uma mulher e dois homens. Nós sabemos que ela é presidiária. Ela anda muito de transporte público até chegar para o trabalho no bar e um desses dois amigos se apaixona por ela.

Os três são solitários, carentes e cheios de conflitos internos. O que se apaixona pela moça não entende porque ela tem que ir embora no horário certo, faz juras, sofre profundamente. Mas ela também sofre. O amigo vai ajudar e o triângulo. Ela é a lindíssima iraniana Golshifteh Farahani. Os amigos são Vincent Macaigne e Louis Garrel. Lindo filme! Adorei a trilha sonora também. É um grande drama, mas está classificado no Now como comédia.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O País do Cinema

Assisti episódios do programa O País do Cinema de Vicente Amorim no Canal Brasil. Eu demorei muito para descobrir esse programa. Acho que até vi uma ou outra chamada, mas não prestei muito a atenção. Quando vi uma dupla de entrevistados de um filme que me interessava que passei a prestar atenção. Mas resolvi procurar no Now e lá estavam os episódios. Vi vários. Fabíula Nascimento é a apresentadora. Na chamada ela diz que o Brasil é também O País do Cinema.

O primeiro programa e o primeiro que vi é sobre o filme Dois Filhos de Francisco, record de público e elogiado pela crítica. Filme que amei! Eu gosto demais do Breno Silveira e se seus filmes. Participou também a roteirista do filme, Patrícia Andrade. Eu assisti e li muitas matérias sobre esse filme, então conhecia muitas histórias, mas foi muito bom ouvir novamente e conhecer algumas outras. Breno Silveira contou que ninguém queria fazer o filme. Os dois sertanejos que procuravam produtoras e cineastas para fazer o filme e vários recusaram. Patrícia Andrade que foi em uma entrevista, ouviu a história e procurou Breno Silveira. Contou a ele o que ouviu e ele finalmente se interessou. Ele não quis conversar com a dupla, pegou o avião, foi para Goiânia encontrar-se com o pai da dupla e lá se empolgou mais ainda. A história decisiva para o diretor aceitar é a das fichas, que eu não lembrava. O pai comprou inúmeras fichas telefônicas, levava colegas operários a um orelhão, para ligar para a rádio pedindo a música gravada pelos filhos. Breno Silveira contou que não achavam um ator para fazer o Francisco. Já estavam desanimados com tantos textos quando no Vale a Pena Ver de Novo apareceu o Angelo Antonio. Breno falou, é ele, e na hora a produtora olhou e concordou. Em uma parte do programa a Fabiúla Nascimento lê trechos de críticas negativas para os entrevistados comentarem. Breno Silveira comentou que só lembra de uma que disse que o filme não duraria uma semana. Ele conta que foi um fracasso na primeira semana. Ele e o Angelo Antonio foram em um cinema do Leblon e tinham umas 20 pessoas. Que na outra semana dobrou, e na terceira o dobro do dobro e virou esse sucesso.

Outro episódio que vi foi do filme que amo O Outro Lado da Rua. Participou o diretor Marcos Berstein e a Fernanda Montenegro. A atriz comentou que ficou muito interessada por ler o roteiro porque falava da classe média urbana.
Depois vi o episódio do filme Bróder, que gosto demais do Jeferson De e de seus trabalhos e ele participou com o Caio Blat que está incrível no filme realizado no Capão Redondo em São Paulo. No momento de ler as críticas, Jeferson De disse que concorda com alguns trechos. Que como era o primeiro filme, ele queria mostrar serviço. E que talvez pudesse ter feito diferente alguns momentos.

O outro episódio que vi é do filme Saneamento Básico. Adoro esse filme, é divertido demais. Participaram Fernanda Torres e Jorge Furtado. O diretor comentou que há pouca comédia com crítica social no Brasil. Nas críticas falaram do nome, ele disse que isso surgiu logo que o filme estreou. Que talvez se ele tivesse colocado O Monstro do Fosso tivesse dado mais ibope, talvez. Já vi qual será o dessa semana e vou assistir. Serão entrevistas sobre 26 filmes. Amei o programa! Eu vi no Now. O País do Cinema é inédito às quintas, às 21h30 e reprisa sexta, às 13h e domingo às 17h.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Rapsódia em Agosto

Assisti Rapsódia em Agosto (1991) de Akira Kurosawa no Telecine Cult. Na época que esse filme estreou nos cinemas eu queria muito ver, depois passou. Coloquei pra gravar porque gosto do diretor, mas o filme ficou lá por um bom tempo. É incrível! Impressionante roteiro de Kiyoko Murata. Por uma coincidência fala também da bomba atômica como o filme que vi recentemente, Hiroshima Mon Amour que comentei aqui.

Quatro adolescentes estão passando o verão com a avó. Seus pais viajaram e eles ficaram incumbidos de ajudá-la. Os japoneses tem muito respeito pelos mais velhos, mas como o filme é realista, os adolescentes se incomodam com algumas questões. Tratam bem a avó, mas acham algumas situações engraçadas. Essa sutileza em abordar o tema da bomba atômica, humanizando, é a grande beleza do filme. Os adolescentes conheciam o tema, vivem em Nagasaki, mas tudo de forma teórica. Só com a avó é que descobrem que o avô morreu naquele dia da bomba, dos efeitos e é aí que eles resolvem tentar entender melhor como tudo aconteceu. Nós acompanhamos então a visita desses adolescentes nos locais onde as pessoas morreram, as explicações e textos de como foi, e a complementação da avó. Muito triste! 

Países enviaram esculturas após a tragédia e mostraram a do Brasil. Os adolescentes falam sempre que com o tempo todos esquecem. Não achei o nome de quem fez a escultura do Brasil, foi doada pela cidade de Santos. O texto é “Uma expressão da aspiração para a paz mundial perpétua é abraçado pelo povo do Brasil”.

Foto de Dulce Moraes

Os pais viajaram aos Estados Unidos. Um japonês idoso diz que é irmão da avó dos meninos, ela não lembra. Ele está morrendo, mas a avó não lembra e não quer ir. Os adolescentes estão doidos para convencê-la já que recebem fotos e descobrem que esse parente é muito rico. Muito inteligente esse roteiro da ganância pela riqueza alheia e do interesse súbito a esse parentesco só porque ele tem dinheiro. A avó tinha muitos irmãos, consegue só lembrar de 11 e esse não está entre os 11. Ficamos sabendo que esse irmão vou lutar na guerra nos anos 20 estava no Havaí e por lá ficou.  São anos sem contato. Richard Gere faz o filho desse homem. Outros no elenco são: Sachiko Murase, Hisashi Igawa, Narumi Kayashima, Tomoko Otakâra, Mitsunori Isaki e Hidetaka Yoshioka. Rapsódia em Agosto ganhou vários prêmios da Academia Japonesa, como Melhor Filme, entre outros. 
Beijos,
Pedrita