quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Sono Mortal

Assisti Sono Mortal (2016) de Philip Guzman no TelecinePlay. Eu amo esse gênero, esse não chega a ser um grande filme do estilo, mas merece atenção. São muito bem realizadas as cenas tensas, mesmo nós já sabendo o que vai acontecer ficamos tensos, o roteiro de Jeffrey Reddick é interessante.

O maior pecado desse filme é já sabermos no começo o mistério. Muitas pessoas acordam durante o sono sem poder se mexer e aí morrem. Descobrimos então que algo as ataca e as estrangula. Uma irmã gêmea morre, a outra sente culpa e resolve investigar, mas o fenômeno começa a acontecer com ela também. Jocelin Donahue interpreta as gêmeas.

Como são distúrbios do sono, médicos tratam dos pacientes. Uma médica trata como problemas de sono simplesmente. O laudo da irmã diz que morreu de asma, sendo que a moça não tinha asma. Outro é condenado por essa médica porque ele estuda o mistério até com pinturas da antiguidade. As soluções para resolver o problema são interessantes. Os recursos são simples mas funcionam. Há recursos pra saber se estão dormindo ou acordadas e truques para ficarmos em dúvida. E inteligente o finalzinho. Os médicos são interpretados por Lori Petty e Billy Blair. O namorado da irmã por Jesse Bradford. A monstrinha por Natalie Jones. Vi agora que o roteirista faz uma participação, curiosa pra saber agora quando ele aparece.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 18 de setembro de 2018

A Repartição do Tempo

Assisti A Repartição do Tempo (2018) de Santiago Dellape no Canal Brasil. Eu vi uma chamada para esse filme que nunca tinha ouvido falar, fiquei curiosa e coloquei pra gravar. Adoro filmes surreais e gostei bastante desse. É sobre uma repartição pública em Brasília que cuida de patentes em invenções.

O personagem do Tonico Pereira é um inventor que traz uma máquina  pra patentear que faz duplicatas de pessoas . O ator aparece no começo e no final do filme. O chefe da repartição adora a ideia e começa a confusão. O chefe é interpretado por Eucir de Souza.

Eu fiquei bem curiosa como a trama iria se desenvolver. Achei muito inteligente a solução para o final do filme, bem surpreendente, afinal haviam dois de cada um da equipe. Todo o elenco é ótimo: Edu Moraes, Bianca Müller, Rosanna Viegas, André Decca e Bidô Galvão.

O filme tem várias participações. Dedé Santana como policial, Sérgio Hondjakoff como um inventor, Selma Egrei como a mãe do chefe da repartição.



Beijos,
Pedrita

domingo, 16 de setembro de 2018

Labirinto de Mentiras

Assisti Labirinto de Mentiras (2014) de Giulio Ricciarelli no Looke. O Now resolveu colocar uns filmes para os clientes. Esse canal é pago adicionalmente, já pago tanto na Net, não entendo onde acham que eu iria pagar mais alguma coisa. Entendo que a Net não possa cobrar próximo ao valor da Netflix porque o conteúdo é muito maior, tem canais de jornalismo, desenhos, mas já passou da hora da Net reduzir seus preços exorbitantes.

Esse filme é estranho, trata de um assunto fundamental, o julgamento de nazistas 20 anos depois, o Brasil ainda não julgou os ditadores, muitos anos a mais. Mas Labirinto de Mentiras não é um bom filme. O diretor é italiano, o filme é alemão. 

O filme é inspirado em Fritz Bauer (Gert Voss), que foi  incansável e levou os nazistas ao tribunal. Em vez de focarem nesse advogado, utilizaram todos recursos alienantes de filmes comerciais que estragaram o filme e o importante conteúdo. Criaram um jovem advogado bonitinho, para que pudesse ter uma namorada bonitinha e frequentar festinhas, enquanto Fritz Bauer ficou de orientador do rapaz, de pano de fundo mesmo. Li uma matéria que há outros filmes sobre Fritz Bauer, mas que nenhum realmente conta a história desse homem. O rapaz que faz o herói, Alexander Fehling, tem uma interpretação sofrível, mas todos tem, parece mesmo um problema crônico do filme. É artificial, arrastado, mal dirigido e  mal editado. Um dos principais investigados foi o médico Mengele que se refugiou inicialmente na Argentina e depois no Brasil, que devolveu judeus a Europa sem nem ao menos descer do navio, mas que acolheu nazistas e fingiu que não sabia que eles se esconderam aqui.
O filme tem vários cacoetes comerciais. Até eu percebi que o pai do rapaz também tinha sido nazista. Depois fizeram aquela pausa dramática no final para parecer que tudo vai dar errado. Em estado de choque pela revelação do pai ele larga tudo, aceita ser contratado por um nazista. Só claro, pra arrastar mais ainda o longo filme pra depois ele voltar atrás. No elenco ainda estão: André Szymanski, Friederick Becht e Johannes Krisch. 

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O Alienista

Assisti a série O Alienista (2018) na Netflix. Eu tinha ouvido muitos elogios dessa série, adoro o elenco, fiquei muito feliz de ter a oportunidade de ver mesmo não tendo Netflix. Gostei, é muito bem realizada, o roteiro baseado no livro de Caleb Carr é muito bom, mas não é um tema original.

O Alienista fala de um serial killer que mata meninos que se vestem de meninas. Alienista era o nome que davam as pessoas que estudavam quem era diferente na sociedade, em geral catalogados de loucos. Daniel Brühl interpreta brilhantemente esse médico, gosto muito desse ator. Fazem grupo com ele a linda e talentosa Dakota Fanning interpretando a primeira mulher a trabalhar em delegacias e Luke Evans. Os três começam a investigar esses crimes.

Dois rapazes se unem ao trio para estudar as provas, os especialistas em detalhes interpretados por Douglas Smith e Matthew Shear.

A parte psicológica é muito bem realizada. A época era perversa, pagavam sem piedades meninos vestidas de meninas, mas pouco se importavam com a vida miserável que levavam, mesmo ainda sendo crianças. O Alienista também fala muito das relações familiares principalmente as disfuncionais. O texto é muito bom, fiquei querendo ler o livro.

Triste demais a história da Mary, interpretada brilhantemente pela bela Q´orianka Kilcher. O alienista acaba empregando vários de seus pacientes que tinham histórias difíceis. Adorei também o personagem de Robert Wisdom. O policial que é constantemente desrespeitado na corporação é interpretado por Brian Geraghty. Os policiais retrógrados por Ted Levini e Michael Ironside. São muitos meninos: Jackson Gann, Matt Lintz, Art Burnett e Harvey Weedon. Belíssima direção de arte, reconstituição de época, fotografia. Bela série.



Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de setembro de 2018

A Garota do Armário

Assisti A Garota do Armário (2016) de Marc Fitoussi no Telecine Play. O nome original é Maman a Tort. Os dois títulos são perfeitos e que filme incrível. Nunca tinha ouvido falar. Uma garota que está na escola precisa fazer um estágio de uma semana em uma empresa. Ela tinha conseguido em uma TV, mas o programa perde o patrocínio e ela não terá o estágio. Pela urgência do tempo, a contragosto, ela aceita trabalhar na empresa que a mãe trabalha, uma grande empresa de seguros. Achei muito interessante essa determinação de estágio pela escola, e parece algo comum, que várias escolas solicitam já que há outros adolescentes fazendo esse estágio na empresa na época escolar.

 Os funcionários da empresa não tem muito interesse em auxilar a garota. Inicialmente ela fica em um departamento, insiste para a mãe ser mudada e vai para o armário de um departamento. Os funcionários colocam a menina para organizar um armário e a largam lá. Ela não se interessa em nada por seguros até ver uma família desesperada por não conseguir o seguro após o marido morrer. A mãe tem duas crianças pequenas. Ela resolve ajudar e começa a investigar na empresa, sua mãe diz que vai ajudar e não o faz.
Ela começa a descobrir um esquema sórdido para não dar muitas indenizações aos segurados. Cansei de ver pessoas sofrendo para receber um seguro porque há sempre as entrelinhas. Nesse caso a seguradora vai mais longe. É um filme profundo e gostei do desfecho. Se fosse como muito filme tradicional americano a menina denunciaria e salvaria todos aqueles segurados, mas em um dia eu já teria esquecido o filme. Como tudo fica por isso mesmo eu fiquei com a sensação que eu tinha que fazer algo. E fiquei pensando o quanto é na maioria das vezes assim, tudo fica por isso mesmo quando se trata de empresas financeiras poderosas. O filme acaba sendo profundamente reflexivo. 
A menina Jeanne Jestin está excelente. Gosto muito da atriz que faz a mãe da menina, Émilie Dequenne. Alguns outros do elenco são: Annie Gregório, Sabrina Ouazani, Jean-François Cayrey e Nelly Antignac

Beijos,
Pedrita