Começa então o julgamento desse homem. A cidade, inclusive as crianças, acham que Valerie teve o que mereceu, uma mulher perdida. Primeiro o Reverendo conta o pouco que presenciou já que chegou a pouco na cidade. Ficamos sabendo então que a mulher não foi morta. Depois o marido conta a sua versão machista, é nojento a forma como ele coloca na mulher toda a culpa dos assassinatos. Relata uma mulher adúltera, insinua que o casamento não foi consumado. Tudo muito assustador. A história dele é incorporada pela cidade ávida por tramas tórridas. Ela, uma mulher deslumbrante, imigrante, só podia ser uma devassa. Ele um homem rico, de família respeitável. O marido é interpretado por Sterling Hayden. O reverendo por Anthony Steel. O irmão do marido por Peter Walker.
Finalmente ela pode falar, mesmo acamada, e a trama medonha se descortina. Valerie acaba sendo profundamente atual. Um marido que manipula uma cidade inteira para atender aos seus caprichos. Uma cidade que condena uma mulher bonita e absorve qualquer história já que mulher é assim mesmo. E mesmo que ele dissesse a verdade, monstruoso uma cidade achar que ele pode entrar na casa da família da mulher e matar todo mundo.
Beijos,
Pedrita























