segunda-feira, 13 de setembro de 2021

M-8 Quando a Morte Socorre a Vida

Assisti M-8 Quando a Morte Socorre a Vida (2018) de Jeferson De na Netflix. Queria muito ver esse filme! Que filme lindo! Que filme triste!

Um jovem acaba de entrar na faculdade de Medicina. Ele se incomoda na aula de anatomia, onde é o único negro da turma, mas todos os corpos para estudos são negros. Gosto demais do Juan Paiva e da Mariana Nunes. A cena da mãe falando pro filho não desistir, que texto, que interpretação!
Ele acaba tendo contato com esses grupos de mulheres que procuram seus filhos desaparecidos. Esse núcleo é encabeçado pela Tati Tibúrcio. De cortar o coração ele querendo ver as fotos para ver se alguém é o M-8. M-8 era a identificação do corpo que estava na aula de anatomia interpretado por Raphael Logan.

O elenco é inacreditável, eu ficava sem fôlego a cada aparição. Trabalham na faculdade os personagens de Zezé Motta, Aílton Graça, Alan Rocha, Pietro Mário e Henri Pagnoncelli. Fazem participações Léa Garcia, Dhu Moraes, Malu Valle, Rocco Pitanga, João Acaiabe, Lázaro Ramos e Aramis Trindade. Alguns outros do elenco são Giulia Gayoso, Bruno Peixoto e Fábio Beltrão.
Beijos,
Pedrita

domingo, 12 de setembro de 2021

A Invocação do Mal 3

Assisti A Invocação do Mal 3 (2021) de Michael Chaves na HBO. Fiquei eufórica quando vi que esse era o filme de estreia. E aí fiz algo que é passado na minha rotina de filmes, ver na íntegra exatamente na hora que estreou. Amei! Adoro essa série. Só acho hilário que sempre falam que é baseado em uma história real, em um casal de exorcistas. Faz-me rir! O casal real deve ser muito picareta sensacionalista. Mas gosto que apesar de ser inspirado em uma história real a série não economiza em fatos sobrenaturais, principalmente os impossíveis, então fica uma delícia!
Que cartaz pavoroso!

O possuído da vez é um menininho pra lá de fofo (Julian Hilliard). Essa cena da cama d´água vê-se claramente o dublê, na foto não, mas quando a mão sai e puxa o menino, é claramente um dublê adulto e alterna criança e adulto. Sim, mal feito a gente perceber, mas me deu um alívio saber que não é o menininho que passa por aquilo. No trailer dá claramente pra ver o dublê.  Em uma sessão de exorcismo que é um fracasso, o irmão desse menino fofo (Ruari O´Connor) implora ao demônio que deixe o irmão e venha pra ele, o que "acontece". Possuído então esse rapaz mata com requintes de crueldade um homem e é condenado à morte. Eu acho abominável pena de morte, então qualquer desculpa pra tirar o rapaz da execução é válida. 

Eu gosto muito dos atores que interpretam o casal de picaretas, Vera Farmiga e Patrick Wilson. Os atores devem estar muito felizes com a série, porque devem ganhar muito bem pelos filmes. No filme eles são sérios, reais exterminadores de demônios e feitiços. A esposa vê o que não se vê. Adoro esses momentos.

O roteiro é muito bom. Como sempre nesses filmes, fala de famílias perversas. O padre (John Noble) conta que teve uma filha (Eugenie Bondurant). Para esconder da comunidade, porque na religião católica ter filho é crime, quando filho deveria ser uma benção. Ele esconde a criança no porão, onde tem muitos objetos malignos e a criança passa a se interessar por eles. Bom, trancada em um porão não precisava de nada pra ter tanto ódio. Como essa série tenta dizer que a fé e religião que salva, o roteiro poupa os padres do horror que fizeram com a criança. Óbvio que os padres sabiam e óbvio que concordavam com a violência que era praticada com ela para mentir pra sociedade, fingindo que eram cristãos.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

The Handmaid´s Tale - 4ª Temporada

Assisti a 4ª Temporada de Handmaid´s Tale (2021) de Margaret Atwood na Paramount Channel. É a última temporada. Como sempre é muito difícil de assistir, mas acho fundamental pra compreender fanatismos e perseguições aos seres humanos.
As outras postagens estão aqui.

June (Elisabeth Moss) continua querendo resgatar a sua filha que foi sequestrada ainda criança e dada como filha a outra família. 
Os líderes de Gilead (Yvonne Strahoviski e Joseph Fiennes) e  que decidiram a estrutura daquela sociedade. Quem seriam as famílias com todos os direitos, quais seriam as mulheres estupradas pra conceber filhos pra eles, as que seriam serviçais, praticamente escravas, as que trabalhariam nos campos. E toda desobediência é coibida com violência e torturas. Eles estão presos no Canadá. Inteligente a série colocar que os fanáticos, mesmo no Canadá, queriam a liberdade deles, que o viam como ídolos. Que com todos os relatos ainda os achavam dignos de liberdade e privilégios. Tempos obscuros! Pessoas cegas com os fascistas!
June finalmente chega no Canadá, mas não queria, porque não conseguiu libertar sua filha. Muito bem feito o ódio que ela tem. Como fica violenta depois de tantos anos de silêncios, medos e obediência forçada. A série mostra que ambientes hostis transformam as pessoas, mesmo as boas, acabam ficando com marcas e comportamentos inadequados, ódio, gera ódio. Eu gostei demais do final catártico. E também de ficar claro que Gilead ainda existe, que líderes de outros países ainda querem negociar com fanáticos. Imagino que June nunca vai desistir de trazer sua filha de volta. Que aquelas mulheres nunca vão desistir de lutar pelas que ficaram pra trás. E as que ficaram nunca vão desistir de libertar outros e fugir. Já que a luta contra fanáticos nunca termina e nem sempre é justa. Grande série!
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Noite Fantástica de Stefan Zweig

Terminei de ler Noite Fantástica (1922) de Stefan Zweig da Livraria Civilização. Eu queria muito ler as ficções desse autor. Um amigo estava em Portugal e trouxe esse de um sebo pra mim. É a segunda edição e tem um nome assinando, um Carlos, em 1940. E que livro genial!

O marcador de livros é da Estação Liberdade.

Obra A Árvore da Vida (1909) de Gustav Klint

Esse autor é sempre surpreendente, nada é óbvio. Os fatos que desencadeiam a Noite Fantástica do protagonista são muito surreais. Ele conta que vivia anestesiado, nada o empolgava. Tudo o que ele gostava no passado não mais o interessava. O que faz ele ter adrenalina e empolgação não é nada louvável. Que autor genial!

Obra Elfe am Bach (1898-1899) de Josef Maria Auchentaller

Os desdobramentos dos fatos da euforia vão ficando cada vez mais impressionantes e estranhos. Realmente fantástico!

Obra Lakeside Road (1907) de Richard Gerstl

O livro tem mais dois contos: Episódio do Lago de Genebra que é muito triste. Sobre um homem que é salvo no mar na época da guerra, estava perdido, que quer a todo custo voltou pra casa e pra sua família. E a Primeira Aventura.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 7 de setembro de 2021

The Silver Skates

Assisti The Silver Skates (2020) de Michael Lockshin na Netflix. Pra variar no Brasil quiseram criar no nome com o péssimo Cidade de Gelo. Que direção de arte impressionante! Quanta locação, figuração, que grata surpresa! Também é um filme lindo!

O casal protagonista tem as suas histórias contadas separadamente. Eles tem raros encontros, então é quase como se fossem dois filmes com histórias muito diferentes. A jovem aristocrata (Sonya Priss) tem um pai (Aleksey Kuskov) muito rigoroso, que proíbe a filha de estudar. Ela tem uma preceptora que a ensina como receber, como se comportar, mas ela ama química, ciências e estuda escondido. A madrasta é bem das de contos de fadas, muito perversa.
O rapaz (Fedor Fedotov) tem uma vida miserável. Ele é o melhor e mais rápido entregador de uma loja de comidas, mas é injustamente demitido, enxotado mesmo. Ele acaba se juntando a um grupo que assalta, onde o líder fala muito ao jovem sobre a luta de classes, que os ricos roubam de outra forma, mas roubam. Esse líder dá inclusive o livro O Capital pra a jovem aristocrata. O pai do jovem acende lampiões, o filho tem o maior orgulho do pai que está muito doente, com tuberculose, sem direito a tratamento.
Eu achei que o desfecho seria dentro da estrutura romântica, onde após o casal muito sofrer, alguma tragédia os separa. Mas foi bem surpreendente! Gostei muito!

Beijos,
Pedrita