domingo, 16 de março de 2025

Nightbitch

Assisti Nightbitch (2024) de Marielle Heller na Disney. Esse filme nem entrou nos cinemas no Brasil, foi direto para o streaming. É um filme inacreditável sobre maternidade. Tenho gostado muito da forma realista como os filmes atuais falam mais abertamente sobre a maternidade. O filme é inspirado no livro de Rachel Yoder que quero ler, mas não tem ainda no Brasil.

A protagonista ama profundamente o seu filho. Vive para o serviços domésticos e para a maternidade. Mas está claramente exausta, solitária e sobrecarregada. Um dos mais impressionantes papéis da incrível Amy Adams. Ela concorreu a Melhor Atriz no Globo de Ouro com Fernanda Torres que ganhou por Ainda Estou Aqui.
O marido, Scoot McNairy, aparece de vez em quando, fica um ou dois dias. Ele vai levar o filho para o banho e faz o que muitos maridos fazem, fica pedindo coisas que poderia pegar a cada minuto. Fica claro essa demanda porque ela cuida sozinha e ela que tem que fazer tudo, não dá pra chamar ninguém. Demandar o que o outro tem que fazer também é exaustivo. De manhã ela está lavando uma pilha de louças e ele pergunta se ela fez o café, depois quanto pó de café coloca. Era só olhar para a mesa e ver que não estava posta com o café. Os dois decidiram antes do parto que ela ia viver a maternidade na sua totalidade, sem ajuda, que ia parar de trabalhar, ela é uma renomada artista plástica e que o filho só iria para algum lugar quando chegar a hora da escola. Os dois não redefinem essa loucura com o passar do tempo. E vão se sentindo obrigados a continuar os seus papéis. Só depois que descobri que o filho dela é interpretado por gêmeos, Arleigh e Emmett Snowden. A sincronia com a atriz é tanta que cheguei a pensar se não era filho dela, mas não são.
O filme tem uma forma peculiar de contar essa história. Cada vez mais isolada. ela começa a se transformar em um cachorro. Por esse argumento foi colocado como terror, mas não é, continua um filme sobre família, patriarcado e principalmente sobre maternidade. São apenas umas licenças poéticas muito, mas muito fortes para mostrar o sufocamento dessa mulher que perdeu totalmente a sua liberdade e ninguém vem resgatá-la, só os cachorros.
Ela acaba procurando programações pra mães e odeia um grupo de leituras. Ao final todas as mães representam os seus papéis de amorosas, tolerantes, que nunca pensaram outra coisa a não se mãe. Quando ela começa a dizer os sentimentos escuros que tem, ela descobre que não está sozinha, todas elas tem igualmente pensamentos ruins, momentos difíceis e passam a ficar amigas, é muito emocionante. É só quando elas falam do que é ruim, é que começam a deixar de ser personagens delas mesmas.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 13 de março de 2025

O Clube das Mulheres de Negócios

Assisti O Clube das Mulheres de Negócios (2024) de Anna Muylaert no TelecinePlay. Eu ouvi vagamente sobre esse filme, como fujo de spoilers só me atentei que era o novo filme dessa diretora que gosto tanto.

E o elenco é inacreditável! Cristina Pereira é a dona do clube. O filme todo tenta mostrar como são esses lugares restritos a homens, só que agora só com mulheres, há uma inversão de papéis. Toda vez que eu pensava que era exagerado, eu invertia e imaginava sendo homens na cena, e pasmem, eu não achava tão estranho. Sim, continuava achando horrível, mas não era algo que eu achasse impossível. Eu tenho pavor desses grupos restritos a homens, até mesmo religiões. Acho que quando muitos homens se unem é um mal sinal e nada de bom vai sair de lá. E é essa máxima do filme. A dona do clube chama suas sócias para uma reunião. Louise Cardoso trabalha no clube, é a governanta. Tem outros convidados, enfim, que elenco: Irene Ravache, Ítala Nandi, Shirley Cruz, Grace Gianoukas, Verônica Debom, Katiusca Canoro, Priscilla Marinho, Maria Bopp e Helena Albergaria.
Como tudo é invertido, os homens são os sensíveis da relação. Rafael Vitti e Luis Miranda são os jornalistas que vão fazer uma matéria. André Abujamra é o marido que descobre a traição da esposa, mas ela diz que ele tem que se conformar. Ele entra em depressão. André Abujamra também assina a trilha sonora.

O clube tem muita arma, muita idolatria às armas. É desconfortável. Como todo homem tóxico, as mulheres criam animais selvagens, quando umas onças fogem do espaço reservado, podem imaginar o caos. 


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 11 de março de 2025

Nostalgia de Mircea Cărtărescu

Terminei de ler Nostalgia (1993) de Mircea Cãrtãrescu da Mundaréu. Esse escritor romeno vem sendo muito elogiado então em uma feira do livro comprei esse exemplar. Em um evento eu mostrei a uma amiga e o livro acabou ficando com ela que o leu e comentou que não era o tipo de livro que ela gosta. Eu também não vinha gostando da leitura, tanto que depois que ela me devolveu esqueci o livro pela casa. Achei recentemente e resolvi concluir a leitura. Continuo não me identificando com a obra. Belíssima capa!

O marcador de livros foi presente de uma amiga, é um pedaço da obra de Monet, Água Lilás.
Obra Flor (2024) de Pier Bertig

O texto é incrível, com um vocabulário fabuloso, deve ser maravilhoso ler no idioma original. São parágrafos enormes, repletos de descrições, detalhes. São várias histórias de crianças e adolescentes, com suas maldades. É muita perversão. Só são adultos os personagens no epílogo que é bem surreal.

 
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 10 de março de 2025

Venom

Assisti Venon (2018) de Ruben Fleischer na ClaroTV e na Universal. Estavam elogiando muito o último, resolvi ver o primeiro. Comecei pela ClaroTV, mas a qualidade de imagem estava muito ruim. Aí achei na Universal. Não veio valor, a Universal tem alguns filmes gratuitos, espero que esse seja assim. Eu quis ver principalmente porque gosto muito do Tom Hardy. O personagem vem dos HQs.
 

Um cientista, Riz Ahmed, tem alienígenas em seu laboratório. Tom Hardy é jornalista e vai entrevistá-lo. O cientista descobre que o alienígena precisa de hospedeiro pra sobreviver na Terra. Ele começa a testar escondido em humanos, a maioria morre. Ele faz o que muitos pensam sobre pessoas descartáveis, pegam indigentes sem comunicar as pessoas, eles simplesmente desaparecem. 

Dá pra imaginar que em algum momento o alienígena faz o jornalista de hospedeiro. E fica com ele já que há vários filmes na sequência. Eu gosto muito de filmes que falam de ciência. A ganância do empresário, realizar experimentos secretos, matar pessoas, indigentes, enfim, aborda uns temas urgentes.

Alguns outros do elenco são Michelle Williams, Melora Walters, Reid Scott e Jenny Slate.

Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de março de 2025

Globo Repórter - Personalidades - Fernanda Torres

Assisti o Globo Repórter - Personalidades com Fernanda Torres na GloboPlay. Eu sou meio desligada com esse programa, não vejo mais comerciais, sempre zapeio, então só soube que era com a Fernanda Torres pelo blog De Olho nos Detalhes, só aí que fui procurar na GloboPlay. Nem sabia que existia esse quadro. O foco seria pra falar do maravilhoso filme Ainda Estou Aqui de Walter Salles e seus prêmios. Eu gosto demais da Sandra Annenberg, que talento!

O programa falou da carreira dessa atriz. Aos 12 ela já queria ser atriz e foi estudar no Tablado, uma das mais importantes escolas de teatro do país. Ela não gostou do curso para crianças e foi estudar na turma de adultos. Fernanda mostrou a Palma de Ouro que ganhou pelo maravilhoso Eu Sei Que Vou Te Amar, eu amo esse filme. Fernando comentou que esse nem é o seu preferido. Ela destacou vários que adora como o lindo e tão atual Terra Estrangeira, Saneamento Básico que também amo e não canso de rever trechos, o lindo Casa de Areia e o divertido Marvada Carne. Falou dos filmes, TV e peças. 

Pena que não falou de Orlando da Bia Lessa que amo tanto. Na foto ela contracenando com Júlia Lemmertz. Das peças que Fernanda destacou estava a icônica com sua mãe dirigida por Gerald Thomas que não vi. Mostraram vídeos inclusive.

Gostei que colocaram trechos da entrevista da Fernanda Montenegro que tinha feito ao vivo para a GloboNews quando Fernanda Torres ganhou Globo de Ouro por Melhor Atriz. Essa entrevista foi histórica e eu vi ao vivo. Deixaram a Fernanda Montenegro falar o tempo todo, muito tempo, sem interrupção, é poesia pura. Inclusive ela achou que era gravada e disse que eles podiam cortar o que quisessem. O bom da tv a cabo é que os programas são mais livres, então deixaram ela falar o tempo que quisesse. Algo tão raro em TV. No Globo Repórter escolheram alguns trechos e ainda terminaram lendo uma carta de Fernanda Montenegro sobre a filha e o prêmio, foi lindo.
Claro que o Globo Repórter falou do lado cômico da atriz. Luiz Fernando Guimarães também foi entrevistado e mostrou fotos da viagem dos dois. Ele contou que Fernanda Torres estava muito triste com uma separação, então ele a convidou para viajar. E foi lá que pensou nos dois atuando juntos e surgiu Os Normais. 

Andrea Beltrão falou de Tapas e Beijos. E Deborah Bloch da amizade desde o colégio. Claro, falaram ainda seu marido Andrucha Waddington, seu irmão Claudio Torres, Tony Ramos.
Reservaram um tempo para os memes. Já tinham mostrado o Carnaval de Fernanda Torres, as inúmeras fantasias, os drones montando o rosto dela. Ela amou e eu também os bonecos gigantes de Olinda. Foi um programa muito especial. 


 




Beijos,
Pedrita