sábado, 8 de julho de 2023

Antebellum

Assisti Antebellum (2020) de Gerard Bush e Christopher Renz no Telecine Premium. Vi esse filme começando e coloquei pra gravar, não achei no TelecinePlay. Começa com um plano sequência praticamente sem cortes, impressionante, com uma fotografia deslumbrante, mas as cenas são pavorosas. Começa então os nossos sentimentos controversos, aquela beleza estética e os horrores do que estamos vendo. Esse é o tom do filme que é desconcertante, insuportável e fundamental. Que filme surpreendente, cirúrgico e dilacerante.

Começa em uma fazenda de algodão. Homens escravizados sofrendo todo o tipo de violências e abusos. Janelle Monáe é a protagonista.

De repente o filme corta para o futuro. A protagonista é muito bem sucedida, vive em harmonia e amor com a filha (London Boyce) e o marido.

O filme está classificado como terror, não deixa de ser, mas o roteiro é muito, mas muito complexo, que filme profundo. E com uma forte trilha sonora, destaque para a canção final Home Soon de Vagabon.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de julho de 2023

Leila Diniz

Assisti Leila Diniz (1987) de Luiz Carlos Lacerda na Maratona 125 anos do Cinema Brasileiro no Canal Brasil. Eu vi que ia passar esse filme e coloquei pra gravar e por milagre a gravação pode ser vista, raramente funciona esse serviço.

Eu tenho memória afetiva com Leila Diniz. Quando eu era muito pequena achei nos guardados da minha mãe uma capa de revista muito antiga com foto da Leila Diniz e um bebê. E pedi pra minha mãe contar a história dela. O que eu gravei foi que era uma grande atriz, muito alegre, que tinha tido uma filha, mas tinha morrido em um acidente de avião quando ia para o exterior. Não lembro se ela tinha dito algo mais, mas dali em diante passei a ter fascínio por essa atriz. Mas pouco conhecia efetivamente, só mesmo com esse filme consegui saber um pouco mais.

Muito recentemente que vi alguns filmes atuados por ela, como o maravilhoso Todas as Mulheres do Mundo com Paulo José.

Mas o que me impressionou no filme sobre a Leila Diniz é que ela atuou em inúmeros filmes, boa parte os grandes cineastas da época, que ficou muito famosa fazendo novelas e programas de televisão. Não sabia que ela tinha protagonizado a novela O Sheik de Agadir, nem que tinha estado em filmes de Domingos de Oliveira, Nelson Pereira dos Santos, Reginaldo Faria, Luiz Carlos Lacerda e Paulo César Saraceni. Não tinha ideia que apesar de uma vida curta, morreu aos 27 anos, ela atuou em inúmeros filmes, programas de TV, teatro, inclusive teatro de vedetes. Quando morreu, ela viajava pra promover um filme.
Leila Diniz era uma mulher livre, de personalidade forte, com opiniões claras. Ela pregava o amor livre, mas teve relacionamentos duradouros. Foi casada por três anos com Domingos de Oliveira e por 6 anos com Ruy Guerra, que foi interrompido porque ela faleceu. Leila teve romance com o protagonista do Sheik, Henrique Martins e Toquinho. O elenco do filme é inacreditável! Louise Cardoso faz brilhantemente Leila Diniz. Carlos Alberto Riccelli interpreta Domingos de Oliveira, Rômulo Arantes é Toquinho, Antônio Fagundes é Ruy Guerra, Diogo Vilela é Luiz Carlos Lacerda, Paulo César Grande é Jece Valadão. Dennis Carvalho é Flávio Cavalcanti. José Wilker é Henrique Martins. Pedro Bial é um dos jornalistas do Pasquim que fizeram a entrevista icônica com a atriz que falou de amor livre e gerou tanta perseguição política e preconceito.

Os pais de Leila Diniz foram interpretados por Marieta Severo e Tony Ramos. Marieta era a melhor amiga de Leila, tanto que ela e o Chico Buarque que criaram sua filha até os 10 anos. Alguns outros do elenco são Marcos Palmeira, Yara Amaral, Hugo Carvana e Otávio Augusto.


Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de julho de 2023

Concerto da Orquestra Vida em Pauta

Assisti ao Concerto da Orquestra Vida em Pauta no auditório do Instituto da Criança e do Adolescente. Que linda apresentação, com excelentes músicos: violinos Cláudio Micheletti, Gabriel Curalov, Gabriel Mira, Karen Hanai, Márcia Fukuda, Rafael Sanches, Thaís Moraes e Wagner Silva; violas Marcos Fukuda, Anderson Vargas e Denise Fukuda; violoncelos, André Micheletti, Mayumi Micheletti e Ricardo Fukuda e contrabaixo, Gustavo Fontes.

Toninho Carrasqueira foi o solista da obra de Vivaldi, Il Cardellino. Tinham 70 crianças de uma escola pública de ali perto assistindo, bem pequenas. Toninho falou pra elas sobre as flautas, como surgiram, sons. Fiquei encantada como elas ficaram atentas durante uma hora de música de concerto. Muito bonitinho as crianças pedindo pra antecipar o programa e a orquestra interpretar O Carnaval dos Animais de Camille Saint-Saëns. André Micheletti explicou sobre a obra pro público.

Foto de Sylvia Mielnik

Programa completo:

Antonio Vivaldi - Il Cardellino, op. 10, no. 3, RV 428 - Allegro, Cantabile e Allegro
Solista: Toninho Carrasqueira , flauta

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791) – Eine Kleine Nachtmusik -  Serenata in Sol maggiore KV 525 – Allegro, Romance (Andante), Menuetto (Allegretto) e Rondo (Allegro)

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Pedro e o Lobo - Andantino

Camile Sain-Saens (1835-1921) – O Carnaval dos Animais  - Marcha Real dos Leões, O Elefante e Fósseis

Foto de Oscar Nunez Gardiano 

Dia 5 de julho terá outra apresentação da Orquestra Vida em Pauta, agora no saguão do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Todos são gratuitos.

Foto de Oscar Nunez Gardiano

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Aqueles que Desejam a Morte

Assisti Aqueles Que Desejam a Morte (202) de Taylor Sheridan na HBOGo. É o segundo filme ruim que vejo em seguida com críticas elogiosas, fico pensando se receberam algo pra falar bem do filme. É bem sofrível! A começar pelo nome.


 

Desde que a Angelina Jolie se deparou com a precariedade da vida em muitos países, ela começou a selecionar melhor os filmes que atua, então achei que seria bom, mas não é. Imagino que ela tenha gostado da trama dela e do garoto (Finn Little). Ela é bombeira florestal traumatizada por um incêndio onde não conseguiu salvar crianças porque se enganou de onde vinha o vento. E que tenha gostado da trama da relação da protagonista com o garoto que precisa de proteção.

Começa com dois homens (Aidan Gillen e Nicholas Hout) entrando em uma casa falando de vazamento de gás e depois a casa explodindo. O filme é muito confuso. Um pai (Jack Weber) começa a fugir com o filho, com o tempo a gente acha que tem a ver com a casa explodida. O motivo? Vão falar no final? Não.

Ele foge com o filho para uma reserva ambiental onde fez um telefonema, mas os vilões vão de avião, interceptam ele na estrada e matam o pai. O menino consegue fugir com uma carta no bolso e com a missão de entregar a alguém que confiasse. Ele claro entrega pra personagem da Jolie, que lê em silêncio e diz que eles tem q ir rápido pra outro lugar. Os vilões botaram fogo na floresta. Outro filme cheio de incoerências. Bem forçadas as cenas do incêndio. Há várias cenas forçadas. A mulher e o garoto passam a fugir na floresta pra ir até a imprensa, porque é pra imprensa o que o garoto precisa falar, dando entrevista para TV. O que? Nunca vamos ficar sabendo, porque o filme acaba antes da entrevista.
Tem um outro casal (Jon Bernthal e Medina Senghore) que se depara com os vilões e passam um mau bocado com eles. Ele é guarda florestal, ela a gente não faz ideia e vai continuar não fazendo. Ela está em gravidez avançada. Um que colocou comentário na internet explicou bem o filme, tudo é pra justificar uma caçada implacável. Essa é a função do filme porque o segredo do pai e da família morta no início nunca vamos saber.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Vem pro Papai

Eu assisti Vem pro Papai (2019) de Ant Timpson no TelecinePlay. O diretor é da Nova Zelândia. Começa com um rapaz chegando a uma casa isolada em um lugar belíssimo. A casa nem tanto porque está bem detonada. Adoro o ator que faz o filho, Elijah Wood e está ótimo.

Nas conversas vemos que ele foi visitar o pai que não via há muitos anos. O pai é outro ótimo ator Stephen McHattie. As conversas não são muito afetivas, muito pelo contrário. O pai é um debochado grosseiro. Acostumada com filmes de tensão, logo imaginei que o pai tinha mesmo é levado o filho em alguma armadilha. O roteiro tem até alguma originalidade, mas nem tanto. Tem uma crítica que diz que o roteiro é bem ousado, mas não é não. 
Com o desenrolar da trama eu acertei e desconfiei de um fato que se concretiza. O filme passa a ser um bom filme de ação com alguns furos meio bobos. Um personagem pega uma arma de madeira no porta-malas do carro e vai para a casa. O filho se esconde no porta-malas, mas o personagem não volta a guardar a arma no porta-malas que seria bem difícil de ficar em banco ou no chão do carro. E outros pequenos furos. Martin Donavan também está no elenco. 

Beijos,
Pedrita