domingo, 1 de dezembro de 2019

O Jantar

Assisti O Jantar (2017) de Oren Moverman no TelecinePlay. O roteiro é do holandês Herman Cock. Eu fiquei muito incomodada com a semelhança ao texto Deus da Carnificina de Yasmina Reza, fui até checar se era baseado no texto dela e depois as datas. O da Yasmina é de 2006, o do holandês é de 2009. É praticamente igual. Dois casais encontram-se para falar de um problema que tiveram com os filhos.

Há algumas diferenças, mas no fundo o texto é o mesmo. Até agora não achei um único texto comentando esse fato. Em O Jantar, dois são irmãos e eles se encontram em um restaurante, não na casa de um casal. O Jantar é bem entrecortado então vamos entendendo aos poucos o que aconteceu com os filhos e o que fizeram de abominável. O restaurante é caríssimo, um irmão  é professor e não tem uma boa situação financeira. O outro é deputado e é tratado muito, mas muito bem no restaurante. Chega a incomodar o quanto a equipe do restaurante ignora os desejos do irmão pobre.
Não sei se é para fazer ironia, ou realmente o roteiro baseia-se na tese que essa família, a dos dois irmãos, tem problemas mentais, e que as barbaridades que um irmão e o filho provocam é porque eles tem problemas mentais. Um irmão então vive se recusando a tomar remédios. Eu particularmente achei que no fundo todos, sem exceção, se acham acima das pessoas e acham que podem fazer o que quiser com os outros, até mesmo matar, e que não foi por mal e que portanto precisam ser protegidos, não denunciados. Uma das frases que mais me incomodou é de uma mãe indignada porque aquela mulher estava ali, tantos lugares pra ela estar, tantos lugares específicos para ela estar. Os irmãos são interpretados por Richard Gere e Steve Coogan. As esposas atuais por Laura Linney e Rebecca Hall

Os jovens por Charlie Plummer, Seamus Davey-Fitzpatrick e Miles J. Harvey. Alguns outros do elenco são: Taylor Ray Almonte, Adepero Oduye, Chloe Sevigny, Michael Chernus e Laura Hajek.

Beijos,
Pedrita

10 comentários:

  1. Bom, se há psicopatas que justificam os próprios crimes sob a alegação de que sofrem de psicopatia (ou algo assim) então isso faz com que esta obra seja diferente de o Deus da Carnificina. Tenho que conferir, rsrs.

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  2. A premissa é bastante interessante, mas achei o filme apenas razoável.

    A atuação de Steve Coogan é muito boa, ele cria uma personagem insuportável.

    Bjs

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    1. hugo, exatamente, além de ser uma cópia de deus da carnificina, é só razoável. vale mesmo pela interpretação do coogan.

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  3. Apesar de bons atores, esse filme não me atrai muito.
    big beijos

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  4. Olá, querida Pedrita!
    O elenco é top, gostei das imagens e resenha.

    Feliz dezembro!
    Beijinhos ♥

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  5. Ótimo elenco e bom argumento desperdiçados.
    Dá uma raiva danada dos personagens desse jantar indigesto.
    No final das contas tudo é uma grande "corporação familiar" uns protegendo aos outros.
    Bjs Luli
    https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

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    1. luli, a "semelhança" com deus da carnificina q tem texto anterior a esse me incomoda muito. mas é fato, essas pessoas protegendo crimes é insuportável.

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