sábado, 23 de abril de 2022

Lou

Assisti Lou (2016) de Cordula Kablitz-Post no TelecinePlay. É sobre a história de Lou Andreas-Salomé, outra grande mulher praticamente apagada da história. Como comentou Arpose, A Minha Vida foi publicada no Brasil. Na Estante Virtual há edições de Portugal pra adquirir e a biblioteca da Unicamp tem um exemplar da autora, outras bibliotecas universitárias também podem ter.

Filósofa, romancista e psicanalista russa, Lou (Katharina Lorenz) era de uma família aristocrata. Lou queria mesmo era estudar, ser livre e independente, o que não era visto com bons olhos para as mulheres. Vivia em bibliotecas, estudando os filósofos. Lou vai estudar em Zurique, fica doente e depois a mãe a leva pra Roma, mas é na Alemanha que vive a maior parte do tempo.

Lou Andreas-Salomé, Paul Ree e Nietzsche.

Pelas mudanças e estudos, encontrou inúmeros intelectuais. Lou foi responsável pelo estudo do narcisismo positivo, que tenho ressalvas, mas sim, ela era brilhante, genial e sim, estimulava a capacidade intelectual de todos que se aproximava. O narcisismo no aspecto afetivo que era devastador. Aparentemente fria, ela não queria relacionamentos, acreditava na amizade sem envolvimento, mas com isso maltratava profundamente afetivamente as pessoas do seu convívio. Era um espírito livre e completamente consciente do que o matrimônio significaria em sua vida na sua época. O maior estrago afetivo foi em Rainer Maria Rilke (Julius Feldmeier). O poeta era instável afetivamente e ela o desestruturou profundamente. Após a separação Rilke produziu magistralmente e Lou percebeu que ela foi importante para ele. Sim, ela foi importante para instigar, aprofundar, mas afetivamente desestruturou-o bastante. Lou conheceu Freud (Harald Schrott), quando a psicanálise entrou na sua vida, participando do Círculo Psicanalítico de Viena.

O filme é contato por Lou (Nicole Heester) a Ernst Pfeiffer (Matthias Lier) que escreveu com ela sua autobiografia. Ela conta sua história e vamos acompanhando as idas e vindas no tempo. Lou vivia na Alemanha e a Gestapo confiscou seus trabalhos. Pfeiffer conseguiu resgatar depois e cuidar do seu legado até sua morte. Gostei demais de conhecer essa grande estudiosa.
Beijos,
Pedrita

10 comentários:

  1. passando para desejar um lindo e feliz fim de semana cheio de saude bjs

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  2. Quero ver este filme. E é claro que já li inúmeras menções a Lou Salomé e já vi vários filmes que também fazem referências a ela.
    Um dos homens que ela rejeitou foi Friedrich Nietzsche.

    Beijo

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  3. Em tempo:
    Colecção Dois Mundos (nº 198), edição «Livros do Brasil»: "A Minha Vida", de Lou Andreas-Salomé, em tradução de Maria Cremilde Amaral.

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    1. aps, obrigada, já incluí na postagem mencionando vc.

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  4. Só conheço de nome.
    Acho que tem ligação com Anaís e Picasso. Será?
    Bj,

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    1. liliane, em algumas informações sobre ela mencionaram anaís, mas não vi picasso.

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  5. Mais um que não conhecia e já quero conferir!
    Deve ser muito interessante acompanhar a trajetória pessoal e profissional de Lou
    Imagino que a liberdade com a qual vivia deve mesmo ter desestruturado afetiva e emocionalmente homens com os quais se relacionou na época

    Bjs Luli

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    1. luli, tb não fazia ideia. sim, pessoas que sentem diferente das outras.

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Bons comentários!