segunda-feira, 6 de abril de 2026

A Casa da Alegria de Edith Wharton

Terminei de ler A Casa da Alegria (1905) de Edith Wharton da José Olympio. Eu tinha visto o filme e adorado, então fui atrás do livro. Tinha tempo que estava aqui a ler. O filme não está mais disponível na Claro TV, vou ver se acho em algum lugar para rever. Edith Wharton foi a primeira mulher a ganhar o Pulitzer.

O marcador de livro é um pedaço da obra  A Mulher Segurando Leque de Gustav Klint.

Obra Tulipa Rosa (1926) de Georgia O´Keeffe

Só ao final eu lembrei um pouco da trama, vi o filme em 2017 e é uma história muito triste e ousada. Uma jovem da elite fica órfã e sem dinheiro. Ela vai viver de favor na casa de uma tia que faz questão de deixar claro que vive lá de graça. A jovem resolve seguir o conselho da mãe. Belíssima, ela precisa logo casar para garantir o seu futuro. Ela faz então isso racionalmente, começa a escolher quem pode tirá-la daquela situação. Mas como é racional, ela acaba se desinteressando no meio do caminho e vai perdendo os partidos. Deve ser horrível ter que casar com alguém só pra garantir uma segurança. Se ela ainda se interessasse pelos pretendentes, mas não é o que acontece. Então ela se distrai no caminho.
Obra Uma Mulher Elegante com um Guarda-Sol de Mary Curtis Richardson

Para piorar, ela tem uma ótima ideia e confia o seu dinheiro para investidores na bolsa de valores, que não só não aplicam, como vão fingindo que ela recebe os lucros, mas na verdade estão emprestando dinheiro a ela e depois começam a cobrar favores que ela não aceita. Ela resolve conseguir o valor que a emprestaram para saldar sua dívida. Enfim, é um livro angustiante, que mostra muito da situação precária feminina não só naquela época. 

Beijos,
Pedrita

12 comentários:

  1. De Edith Warthon eu só li o 'A idade da inocência'. Nele, a autora já mostra muitos pontos da vida repressiva (especialmente das mulheres) e da hipocrisia da época. Esse livro do post deve ser ainda mais interessante. Quanto mais eu vivo, mais tenho visto as calhordices de muitos homens, que não têm pudores de tirar proveito das mulheres.

    Beijo

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    1. marly, o texto da autora impressiona. sim, hipócritas. se ela se casasse com o adorado da elite iam adorá-la tb, mas enquanto não a ignoravam. sim, não mudou muito. mesmo as mulheres trabalhando, ganham 30% menos q os homens. aí fica difícil bancar a família e ter um pouco de conforto.

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  2. Ótima indicação! Boa noite, Ótima semana!

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  3. Fez-me lembrar em grande parte a personagem racional do romance Sensibilidade de Bom Senso de Jane Austen. No que se refere à série, pelo que li cobre apenas o primeiro volume da trilogia, o mais técnico e menos filosófico que termina nos tempos atuais

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    1. carlos, um pouco, mas essa autora é mais ácida. obrigada pelas informações da série.

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  4. Boa tarde minha querida amiga Pedrita. Obrigado pela visita e dica literária. Grande abraço do seu amigo carioca.

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  5. Pedrita uma ótima indicação de livro, desejo uma feliz quinta-feira bjs.

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  6. Deve ser muito interessante.
    Fiquei bastante curiosa para conhecer e acompanhar o desenvolvimento da narrativa.

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