Assisti ao espetáculo
Cândida de
Bernard Shaw no
Teatro Augusta. Desde o ano passado que eu queria ver essa peça. A
direção, cenários e figurinos são de
Zé Henrique de Paula e a realização é do
Núcleo Experimental. Um reverendo, mestre da oratória é casado com uma linda mulher. Eles têm uma vida pacata até que se aproxima da família um jovem poeta de 18 anos. O texto é todo ambíguo, forte e contundente.Gostei da escolha da direção que fez os atores apresentarem os personagens no meio da peça com o texto rico e inteligente do
Bernard Shaw. Normalmente nós assistimos a um espetáculo com a visão do diretor sob os personagens, dessa vez, nosso olhar se organiza conforme o olhar do autor. Eu não li esse texto, mas se tivesse lido, eu veria a escolha do diretor, mas já saberia a do autor, claro, se lembrasse, gostei da ideia do diretor nos lembrar do olhar do autor. Inclusive o texto é tão magnífico que quero ler agora. Outra questão é que raramente falam de amor, o realismo de
Bernard Shaw incomoda, os sentimentos são bem mais reais e bem mais difíceis de aceitá-los.
Cândida é a bela e talentosa Bia Seidl, o reverendo é o ótimo Sergio Mastropasqua. Os outros do elenco são: Thiago Carreira, João Bourbonnais, Fernanda Maia e Thiago Ledier. Cândida fica em cartaz só mais esse mês. Fui em um sábado de carnaval e o teatro estava muito cheio. Meu pai tinha perguntado de manhã se ainda havia público para teatro já que hoje tem a televisão, e eu disse que sim. Ele vai ficar surpreso que mesmo em um sábado de carnaval o teatro estava quase lotado.
Beijos,
Pedrita