domingo, 15 de maio de 2011

Désirée

Assisti Désirée (1954) de Henry Koster no Telecine Cult. Eu tinha adorado o livro da Annemarie Selinko que inspirou esse filme que passei a querer ver depois que o li. Gostei! Se o livro já era romanceado, essa característica foi acentuada no filme, mas independente disso é um bom filme e mostra um pouco da história. Com ângulos estranhos, olhares românticos, mas a essência está ali. Marlon Brando é Napoleão e ele realmente é um impressionante ator. Ele muda claramente no amadurecimento do personagem. Diferente da atriz que faz a Desirée, a Jean Simmons.

Desirée conheceu Napoleão jovem. O irmão dele casa com a sua irmã. Ela depois casa com um General de Napoleão que passa no futuro a ser o rei da Suécia e ela a rainha. O que me agradou no livro e um pouco no filme é que é a história sob a ótica das mulheres. Mesmo que romanceando um pouco Napoleão, ele usou quem pode para alcançar os seus objetivos. Depois de usar sua mulher para subir rapidamente ao poder, ele se divorcia de forma humilhante dela para se casar com uma que lhe tivesse filhos. Mesmo que seja romanceado o olhar de Désirée, ela larga o marido na Suécia para viver na França por um longo período. No elenco ainda estão: Merle Oberon,  Michael Reinne e Elizabeth Sellars.  O filme teria muitas externas, até são bem feitas para a época, mas mesmo assim não é um grande filme.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quanto Mais Músculo Melhor

Assisti Quanto Mais Músculo Melhor (1964) de William Asher no Telecine Cult. Vi na casa da minha irmã e nos divertimos. Nós adorávamos esses filmes que víamos na Sessão da Tarde e foi engraçado ver de outra ótica. Esse particularmente quase não tem externa, me pareceu um filme de baixo orçamento com cenários pobres e ruinzinhos. As cenas de surf são editadas. Nós adorávamos a dupla do Frankie Avalon e Annette Funicello. Ela seria hoje uma modelo GG, por sorte na época era uma bela gatinha. A tradução no Brasil é infame, o nome original tem mais lógica, Muscle Beach Party.

Nós rimos muito com a falta de roteiro. Uns homens musculosos são apresentados na praia, narcisicos e robotizados, eles só falam do próprio corpo com shortinhos muito justos cor-de-rosa. Uma mulher, interpretada pela Luciana Paluzzi, se encanta com um e depois como o personagem do Frankie Avalon que gera muito ciúme em sua parceira. No restante há alguma música e nos surpreendemos com a apresentação do jovem Stevie Wonder em sua primeira aparição no cinema. Eu continuo adorando a personagem que dança como uma maluca, aumentam na roupa para aumentar o efeito da agilidade e ainda agilizam as tomadas interpretadas pela Candy Johnson. É ainda a época que a indústria do tabaco patrocina o cinema e exige que os heróis fumem durante o filme. Peter Lorre também faz uma aparição.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Direito de Amar

Assisti Direito de Amar (2009) de Tom Ford no Max. Desde que vi esse filme na programação da HBO queria ver. Adoro Colin Firth e a Julianne Moore. É um triste e delicado filme. Aos poucos vamos sabendo o que aconteceu com esse homem solitário. A tristeza dele dói na alma. Ele perdeu o seu amor em um acidente de carro. É tão doloroso! A família do rapaz não queria avisá-lo. Alguém escondido liga um dia depois para avisá-lo. Ele quer comprar passagem para ir ao enterro, mas a pessoa que liga diz que é só para a família. Depois ficamos sabendo que esse casal viveu junto 16 anos, mas ele não é considerado da família. O título original em inglês é muito melhor, A Single Man.

O filme é muito bem editado. As cores dos filmes também são um espetáculo. A cada emoção há uma luz, uma cor ou falta dela. A fotografia é majestosa. Os dois belos rapazes que aparecem no filme são interpretados por Nicholas Hoult e Matthew Goode. A trilha sonora também é belíssima! Colin Firth ganhou Prêmio de Melhor Ator no Bafta e Festival de Veneza. Tom Ford ganhou prêmio de Melhor Diretor no Festival de Veneza.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ribeirão do Tempo

Assisti Ribeirão do Tempo (2010) de Marcílio Moraes na TV Record. Em geral eu gosto de ver um ou outro dos capítulos iniciais das novelas, gosto de ler as matérias, ver quem são os artistas do elenco. Ribeirão do Tempo não me agradou no início, achei as cenas forçadas e sem graça. Mas como tinha gostado de uma ou outra história, principalmente da menina que se vestia de menino e eu queria saber qual o segredo que ela guardava, vi mais algumas vezes. A menina que se vestia de menino foi interpretada brilhantemente pela Letícia Medina. Uns quinze dias depois Ribeirão do Tempo se transformou na minha novela. Fazia muito tempo que eu não me identificava tanto com uma novela e gostava tanto.

Eu amei a complexidade dos perfis dos personagens e suas transformações. Inicialmente o personagem Nicolau não me agradou, era um playboy mimado com brincadeiras sem graça com o rapaz do cartório até que ele começa a ser sabatinado pelo mais ilustre professor da cidade, o Dr. Flores, interpretado pelo Antonio Grassi. O Nicolau começa a ficar fascinante. Ele consegue do pai, um Senador o cargo de suplente e é orquestrado pelo professor a assassinar o próprio pai para se tornar Senador. Depois é sabatinado para começar a se erguer politicamente e chegar a Presidência, para isso o professor arquiteta um plano que é conseguido de matar o Presidente na visita que ele faz a Ribeirão do Tempo. Nicolau que já tinha mostras de psicopatia vai enlouquecendo. O desfecho de seu personagem é surpreendente e impactante. O Nicolau foi interpretado magistralmente por Heitor Martinez. Outro personagem que mudou completamente na novela foi a mimada Karina. Ela namorava o dono da pousada radical, interpretado pelo Ângelo Paes Leme, um rapaz mais tranquilo, enquanto ela tinha mais ambições. Ela se apaixona pelo Nicolau e igualmente começa a ser sabatinada pelo professor e pelo amado e é ela que coloca o veneno na cachaça do presidente e depois mata o rapaz do cartório a queima roupa, interpretado por Thelmo Fernandes. .

Eu adorava alguns casais. Adorava a história da Filomena que foi interpretada por uma atriz que adoro, a Liliana Castro. O autor havia dito que suas novelas tem poucos casamentos e gostei que os dois que tiveram um foi combinado, esquisitamente combinado, afinal Filomena tinha ilusões que conquistaria o amado então fez um acordo comercial de emprestar dinheiro se ele casasse com ela. E o casal do incrível Ari Jumento com a personagem da Patrycia Travassos. O Jumento era um personagem delicioso, prefeito da cidade, ele falava tantas sandices que eram hilárias. O ator é o ótimo André Di Biasi. Eu adorava ainda o casal da Sancha, interpretada  brilhantemente pela Solange Couto e pelo personagem do incrível José Dumont. Eles arrasaram. Ela era uma enfermeira aposentada e ele jardineiro. Gostei muito do casal do Taumaturgo Ferreira com um personagem ímpar com uma atriz que não conhecia e passei a adorar, ela é linda inclusive, Daniela Galli. E claro que adorei o casal protagonista, gostava da complexidade da personagem da Bianca Rinaldi, uma mulher de negócios, bem sucedida, que se apaixona por um detetive paspalho interpretado pelo Caio Junqueira.  

No início eu tinha me afeiçoada ao personagem da incrível Jacqueline Laurence, ela é uma dos personagens assassinados na novela, que não são poucos. Quando ela morreu achei que Ribeirão do Tempo poderia perder o ritimo, mas o autor conduziu muito bem as outras tramas, o crescimento do personagem do Nicolou, que ficou eletrizante. Apesar da produção da novela acreditar que quem gostava iria ficar feliz com o espichamento da novela, não foi o que aconteceu comigo. Foi uma época que vi menos. A novela já vinha se encaminhando para o final. As tramas impactantes já vinham se organizando para o desfecho, espichar naquele momento deixou tudo um pouco confuso e eu achei um pouco cansativo. Mas foi por pouco tempo, já que eram muitas tramas para o professor ser desmascarado. A novela ficou quase um ano em cartaz e teve 250 capítulos.

Cássio Scapin arrasou no personagem problemático. Ele é sordidamente manipulado pelo Dr. Flores. Adorei o casal que ele formou com a Dra. Marta, Flávia Monteiro interpretou uma delegada que gostei muito.  Adorava a personagem da Alinne Borges que trabalhava no Instituto do Meio Ambiente. Ela era casada com o personagem do  Rodrigo Phavanello, outro que é assassinado durante a trama. mas se apaixona pelo personagem do Rafael Calomeni. Divertidos os personagens de Carol Bezzera e  Henrique Ramiro. Esses dois mais o personagem do detetive usaram muitos disfarces hilários. Arrasaram na trama com personagens complexos as belas Ana Paula Tabalipa e Bruna Di Tullio. As empregadas foram um capítulo à parte, hilária a Jaqueline Macoeh e a Josanna Vaz. O bom elenco continua: Tião D´Ávilla, Umberto Magnani, Angela Muniz, Eduardo Lago, Raymundo de Souza, Rejane Goulart, Henrique Martins, , Sílvia Salgado, Mariana Hein, Ari Guimas, Íris Bruzzi, Victor Fasano, Mônica Torres, Giuseppe Oristanio, Caio Vydal, Kaleo Maciel, Caco Baresi, Gilson Moura, Nicolas Bauer, Isabella Dionísio, Sheila Mello e Perfeito Fortuna. Foi uma novela com estreladas participações especiais: Françoise de Fourton, Cristina Pereira, Gracindo Júnior e Paulo Gorgulho.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 3 de maio de 2011

Chéri

Assisti Chéri (2009) de Stephen Frears na HBO. Uma co-produção entre Inglaterra, França e Alemanha. Faz tempo que tinha visto na programação desse canal e tinha curiosidade de ver. Não chega a ser um grande filme, mas é bom. É baseado no livro da cortesã Gabrielle Colette. O livro tem um olhar bem romântico, ama-se uma vez só, não se esquece jamais um grande amor. A belíssima Michelle Pfeiffer interpreta uma cortesã. No início, a narração fala que as cortesãs eram muito ricas nesse período e não é diferente com nossa protagonista. Apesar das cortesãs serem ricas e poderosas, elas só podiam ter amizades no mesmo circuito.

Essa cortesã recebe um pedido de uma outra amiga cortesã, que seduza o seu filho de 19 anos e o afaste do caminho que ele escolheu, boêmio, com drogas e bebidas. Ela é bem mais velha que ele e consegue o feito, mas eles acabam vivendo juntos mais do que o ideal, 6 anos. Esse rapaz melhora os seus hábitos, mas continua mimado. Acaba no futuro aceitando uma combinação de casamento com sua mãe e covardemente nem conta a sua amante. Um casamento por interesse, para juntar fortunas.  Esse rapaz é interpretado pelo belo Rupert Friend. Sua mãe pela Kathy Bates. Sua esposa por Felicity Jones.


Beijos,
Pedrita