quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Paralelos

Terminei de ler Paralelos (2013) de Leonardo Alkmim da Geração. Eu gosto muito do gênero de ficção científica, mas vejo mais filmes do que leio livros. Leonardo Alkmim baseou a parte científica de seu livro nas teorias da Física Quântica, das ideias de Carl Sagan, Stephen Hawking, Albert Eisntein e Immanuel Kant. Eu tinha tido contato com o texto do Leonardo Alkmim pela peça Quarto 77 e  tinha ficado encantada com a arte desse autor em fazer suspense e nos surpreender.

Obra Corrupios Viventes (1984) de Eli Heil

Paralelos entra em uma esfera muito intrigante. Dois irmãos gêmeos adolescentes viajam pela escola para um acampamento. No retorno o ônibus cai em um rio e só um deles sobrevive. A questão é que os desígnios determinavam que seria o outro irmão que deveria morrer. Começa então o sistema a ser abalado por essa troca e passamos por uma infinidade de surpresas. Gostei muito.

Paralelos - Leonardo Alkmim e outros vídeos - TV UOL
Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Django Livre

Assisti Django Livre (2013) de Quentin Tarantino na HBO. Sempre quis ver esse filme desde que estreou nos cinemas, o 007 ressaltou que ia estrear na HBO, mas não conseguia ver, finalmente consegui. É absolutamente genial! Eu sou fã do Tarantino, seu filmes são violentos, mas os roteiros são incríveis. Django Livre fala demais de escravidão, liberdade, não só no papel do negro, mas o texto refere o tempo todo ao aprisionamento, a questões morais, ética. O texto é maravilhoso!

Jamie Foxx arrasa como Django, o personagem tem vários momentos, interpreta vários outros personagens, é um personagem tão rico e o ator está simplesmente incrível. Leonardo Di Caprio também está excelente, mas ele aparece mais para o final, bem como Samuel L. Jackson que igualmente arrasa. Christoph Waltz faz o caçador de recompensas. Belíssima a atriz que faz a esposa do Django, Kerry Washington. 

O bom de Django Livre é ir descobrindo o filme, desvendando as reviravoltas mirabolantes. Christoph Waltz ganhou Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. O preconceituoso Oscar não premiou o Jamie Foxx por sua atuação, o Globo de Ouro também não. Ganhou Oscar de Roteiro Original para Quentin Tarantino e Oscar de Melhor Fotografia. Jamie Foxx só ganhou prêmio de Melhor Ator no BET Award, MTV Movie Award. Parece que não aprenderam nada com o filme.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Caso dos Irmãos Naves

Assisti O Caso dos Irmãos Naves (1967) de Luiz Sérgio Person no Arte 1. Faz tempo que esse filme está nesse canal e que quero ver. É dificílimo de assistir, dá vergonha de ser brasileiro e pior, eu só me lembrava do Amarildo. Ver um filme inspirado no que foi chamado o maior erro da justiça e lembrar que o Amarildo sofreu do mesmo mal tão recentemente. A violência é cultural. Injustiça, falta de justiça, abuso de poder, faz uma população violenta. Triste!

O Caso dos Irmãos Naves aconteceu na cidade de Araguari, em Minas Gerais, em 1937. Um homem desaparece com 90 mil cruzeiros. Dois irmãos avisam a polícia. A cidade e a polícia começam a desconfiar dos dois irmãos e inicia o martírio deles. Seria horrível o que eles passam se fossem culpados, inocentes fica mais insuportável ainda. As cenas de violência são muito bem realizadas e tornam o filme dificílimo de assistir. Deve ter sido muito difícil atuar nesse filme. 
Todos no elenco estão impressionantes. Os irmãos Naves são interpretados por Raul Cortez e Juca de Oliveira. O policial pelo Anselmo Duarte. O advogado de defesa por John Herbert. Alguns outros são Lélia Abramo, Sérgio Hingst e Cacilda Lanuza. Há cenas nos tribunais, nas ruas, vários moradores de Araguari participaram do filme. 

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Pedra Encantada

Terminei de ler A Pedra Encantada (2011) de Gil Veloso da Editora Dedo de Prosa. Quando entrei em contato com as obras desse autor, soube que ele escreveu um que a protagonista era a Pedrita. Vocês imaginam a minha emoção, um livro sobre mim. Ok, essa viagem é minha, afinal eu mesma escolhi esse nickname com base em uma história em quadrinhos e até me arrependi depois, mas porque não imaginar que foi pensando em mim? Bom, nem tanto, em vários aspectos a Pedrita do A Pedra Encantada lembrava essa Pedrita aqui, mas em alguns aspectos não. As ilustrações de Nara Amelia são lindas também e eu achei linda essa capa. 

Obra O Caminho Para o Meu Coração de Nara Amelia (Essa ilustração é outra obra dessa artista plástica, não desse livro)

Essa menina ganhou esse apelido porque gostava de colecionar pedrinhas, essa característica eu nunca tive. Mas só eu que limpava o meu quarto como ela. Há outras características, mas a mágica é ler esse livro encantado. Eu demorei bastante pra ler, ficava economizando, queria muito ficar mais com essa Pedrita, acompanhar a sua história. Adorei!



Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Quando Eu Era Vivo

Assisti no cinema Quando Eu Era Vivo (2014) de Marco Dutra. A adaptação é do livro de Lourenço Mutarelli, A Arte de Produzir Efeito Sem Causa. Desde que soube que esse filme é de terror e baseado no livro do Lourenço Mutarelli eu quis ver. Achei fascinante O Cheiro do Ralo baseado no livro dele, imaginei que seria igualmente intrigante. O que mais gosto nos seus textos é o surreal e a imprevisibilidade. Nada é o que parece ser e assim será sempre. Não há respostas, há loucuras ou falta de sanidade.

Marat Descartes simplesmente arrasa. Ele volta para a casa do pai, ele não está bem. O pai alugou o quarto. O pai é interpretado brilhantemente pelo Antônio Fagundes, Sandy faz a inquilina. Esse rapaz não está bem e começa a procurar na casa objetos que foram de sua mãe e de sua história com o seu irmão. O pai está começando um namoro, só depois de muito tempo é que vemos a namorada interpretada igualmente brilhantemente pela Tuna Dwek. Hilária a personagem Miranda interpretada pela Gilda Nomacce. O irmão é interpretado pelo Kiko Bertholini. A enfermeira por Lilian Blanc. O Lourenço Mutarelli faz uma participação.

O bom de Quando Eu Era Vivo é ir descobrindo, se é que descobrimos algo. Essa dúvida é o que mais me fascina no Lourenço Mutarelli, as incertezas, os mistérios. Eu adoro o gênero de terror e gosto desse perfil de drama psicológico. Acho que já passou da hora de eu ler um livro do Lourenço Mutarelli.

Beijos,
Pedrita