A criatividade de Lewis Carroll é incrível. Quando ela cai no buraco é tão devagar que ela consegue pegar os objetos das prateleiras, olhar tudo em detalhe. No final há uma biografia do autor e fiquei encantada. Lewis Carroll gostava de contar histórias para a família. Então resolveu com um amigo fazer o primeiro livro a mão, a obra foi disputada entre a família que curiosa queria ler também. Aí ele fez uma primeira edição. Com o tempo não gostou dessa edição e só depois é que publicou uma que realmente gostou. Foram muitas edições. O mais incrível é que ele foi matemático, essa era a profissão dele, escreveu livros de matemática. Escrever livros infantis se tornou um hobby.
Eu adoro a brincadeira de crescer e encolher da Alice, achei bem mais acentuada que nos filmes que vi. O primeiro que vi foi da Disney. Amei um preto e branco, o mais fiel ao livro e o que gostei mais. Não me identifiquei com o do Tim Burton. No do Tim Burton a Alice não é uma criança, é uma adolescente, nada a ver aquela festa inicial com namorado, família. E aquele final pesado com dragão. Não tem absolutamente nada disso no livro e essa licença poética não deixou a história mais interessante. Essa edição da Cosac Naify é um primor, vale a pena ter na prateleira, além do livro ser uma obra de arte, a beleza da edição é extasiante. Para ter na pilha de livros de artes que ficam na sala.
Beijos,
Pedrita



















