Assisti Amélia (2009) de Mira Nair no Telecine Touch. Sempre quis ver esse filme, nunca dava. A diretora é indiana. Gostei demais. É a história da aviadora Amélia Earhart (1897-1937) baseado no livro de Susan Butler e Mary S. Lovell. Amélia sempre quis pilotar avião, tinha pouco tempo de voo quando é convidada a cruzar o Atlântico. As outras mulheres que tentaram morreram, mas ela iria como passageira, não como piloto. Ela não gosta da ideia, mas aceita. O mundo a parabeniza quando eles conseguem, mas ela acha que é uma fraude porque ela não pilotou.
Ela consegue convencer George Putnam a cruzar o Atlântico sozinha. Fica mais famosa ainda e ele consegue que ela faça muitos comerciais de produtos para viagens, malas, roupas para financiar seus novos projetos. Ela se incomoda, mas aceita. Amélia passa a participar de corridas de aviões com outras mulheres e sua fama vai aumentando. Ela se apaixona por George Putnam que quer casar com ela, mas ela diz que só aceita se ele deixá-la livre. Além dos voos ela dava palestras principalmente para mulheres, para que elas fossem pilotar.
Ela acaba convencendo-o ao seu projeto mais ousado, dar a volta ao mundo tendo ao lado um especialista em voos e mapas. Ela queria fazer um voo que ninguém tinha conseguido, nem um homem e consegue quase realizar a façanha. É uma época que a aviação engatinhava, que tudo era precário, que os aviões tinham muita dificuldade de comunicação, em poucos lugares a comunicação alcançava. A viagem vai muito bem, está quase no final, quando o avião desaparece no Pacífico. Admirável a história dessa aviadora. Amélia é interpretada por Hilary Swank. George por Richard Gere. Outro piloto por Ewan McGregor. O filme é muito bem realizado, a história de Amélia Earhart maravilhosa, pena que triste.
Assisti A Concepção (2015) de José Eduardo Belmonte no Cine Chat Brasil do Canal Brasil. Não participei das conversas sobre o filme na internet. Só vi o filme. O tempo todo me lembrava o incrível Os Idiotas de Lars Von Trier e parece que a referência não foi aleatória. A Concepção é ambientada em Brasília.
Aos poucos vamos tentando entender o que acontece. Um grupo se reúne em um apartamento para viver sem regras e livremente. Até que aparece X, levando drogas, muitas pílulas, fórmulas que cria. Passam a aparecer e viver com eles muitas outras pessoas. Criam então A Concepção, um manifesto. Como em Os Idiotas, muitos ali só querem diversão, viver livre, mas alguns querem fugir de suas vidas opressoras. Eles queimam identidades, o falsificador faz outras, faz cheques, cartões de crédito falsos. Também eles passam a interpretar outras pessoas. Se vestem diferente, colocam terno, entram em reuniões como se participassem, passam a dar palpites. Vivem vários personagens.
É muito parecida a história de uma com outra de Os Idiotas. Ela não suportando a situação do pai desaparece. Depois de problemas sérios com drogas é internada, acham a irmã que vai buscá-la. Parece que a irmã sentiu saudades, mas depois vemos que o que a irmã queria mesmo era a volta da outra, porque é a outra que cuida do pai doente. A irmã não faz nada enquanto a outra que estava desaparecida se desdobra em cuidados.
O elenco é ótimo. Os amigos iniciais são interpretados por Juliano Cazarré, Milhem Cortaz e Rosanne Mulholland. X é interpretado por Matheus Nachtergaele. A amiga que forma o quarteto por Gabrielle Lopez. Outro amigo é interpretado por Murilo Grossi, A Concepção ganhou dois Candangos no Festival de Brasília, de Melhor Trilha Sonora e Edição. Acabei vendo o vídeo do Cine Chat depois.
Assisti ao concerto da série Música de Câmara Brasileira no Theatro São Pedro. Foi a segunda apresentação da série e tocaram os músicos:
Caroline Jadach, mezzo-soprano
Eduardo Fujita, barítono
Ariel Sanches, violino
Fabrício Rodrigues, violoncelo
André Dos Santos, piano
Eu gosto muito dos compositores que estavam no repertório: Ronaldo Miranda, Edino Krieger e Guerra Peixe. Belíssimas e complexas as obras. Ronaldo Miranda estava na plateia.
Essa série é gratuita e acontece na hora do almoço. Irineu Franco Perpétuo é o curador e ele fez um vídeo que coloquei abaixo onde explica melhor sobre o programa.
Programa:
Ronaldo Miranda (1948)
Cal Vima, para mezzo-soprano, violoncelo e piano Texto de Gerardo Milaseca
Edino Krieger (1928)
Balada do Desesperado, para barítono e piano
Sonâncias II, para violino e piano
Sonetos de Drummond, para mezzo-soprano e piano
Os poderes infernais
Carta
III. Legado
Guerra-Peixe (1914-1993)
Sumidouro, para barítono, violino, violoncelo e piano
Noite-dia (“Pituna-ara”)
Itinerante (Nuvem)
III. Interlúdio (Instrumental)
Ciclos
Sumidouro
Os vídeos musicais são com obras do repertório do concerto, mas não são desse concerto.
Assisti Homens são de Marte e é pra lá que eu vou (2014) de Marcus Baldini no Telecine Premium. Eu não tinha muita vontade de ver esse filme, até que alguém comentou comigo que funciona. Realmente é bonitinho, bem editado, com ótimo elenco, com texto um pouco conservador. A protagonista é uma mulher imatura afetivamente, há mulheres imaturas até na terceira idade, mas o fato da protagonista ter 39 anos e ser tão infantil afetivamente, me incomoda. Homens são de Marte e é pra lá que eu vou é fruto de uma peça muito bem sucedida que ficou 9 anos em cartaz com a Mônica Martelli. Talvez na peça a protagonista fosse mais jovem.
A protagonista que faz tudo para ter um relacionamento estável e casar. Ela é uma mulher muito bem sucedida profissionalmente, realiza festas de casamento, mas é desesperada pra casar, carente e infantil. Ela acredita em qualquer mentira que os homens lhe fazem, nem percebe que alguns só querem uma noite. Estranhei ela dormir com os homens que só queriam diversão. Homens que só querem transar tratam logo de ir embora ou despachar a mulher, de forma carinhosa e sedutora, mas eles se livram logo do compromisso de dormir que já pode caracterizar um romance.
O segundo, interpretado por Humberto Martins, eu acho que queria algo mais sério, talvez até tivesse assumido um compromisso, casar ou mesmo morar junto. A questão é que o personagem é um aventureiro, adora ação, não para quieto e muito provavelmente adepto do relacionamento aberto e viver aventuras sexuais em grupo. A mulher pode querer ou não, mas eu acho que ele estava realmente gostando dela.
Adorei que o ator Peter Ketnath de Cinema, Aspirinas e Urubus está no elenco. O terceiro também estava feliz com o "casamento" que eles tinham. Esse personagem é o mais artificial. Em geral um amor e uma cabana, o banheiro é um buraco na terra e não no rio onde eles pescam o peixe. Muito irreal. Eles não lavaram as roupas, tudo era bonitinho e limpinho demais. Meio fake. Como toda mulher imatura, que busca algo irreal, ela faz tudo o que o homem quer. Abandona sua personalidade para agradar e fatalmente não dá certo. Mas não é o fato dela transar na primeira vez que caracteriza não dar certo, muito machista essa concepção. O filme tenta dar outra conotação, mas todo o discurso sempre leva por esse ser o erro. É bem mais complexo. São as ações continuadas dela e a visão romanceada dela, querendo um príncipe e não aceitando o homem como ele é que fazem as relações desandarem, não o fato dela transar na primeira vez.
O elenco é extenso. Os parceiros de trabalho e amizade são interpretados por Paulo Gustavo e Daniele Valente. Muitos grandes atores fazem participações: Eduardo Moscovis, Marcos Palmeira, Irene Ravache, Herson Capri, Milhem Cortaz, Ana Lúcia Torre, Cláudia Missura, Nathalia Rodrigues e Otávio Martins. Alguns outros do elenco são: José Loreto e Alejandro Claveaux.Lulu Santos também aparece como ele mesmo no filme.
Fui ao concerto em comemoração aos 25 anos da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo na Sala São Paulo. Os regentes foram Marcos Sadao Shirakawa e Abel Rocha. Foi um belíssimo concerto gratuito e lotadíssimo! Impressionante a obra de Osvaldo Lacerda, Suíte Guanabara. Apesar do compositor ser paulistano, eu tinha a sensação de estar no Rio de Janeiro e a obra lembrava os bailes que vimos em filmes da década de 50.
O programa todo era muito bonito, com obras de João Guilherme Ripper, Piazzolla, Cyro Pereira, Fernando de Oliveira e Alexandre Travassos. Uma banda sinfônica é formada por uma maioria de instrumentos de sopro. Aos domingos de manhã a Sala São Paulo promove concertos gratuitos. Na segunda feira antes do evento começam a ser distribuídos os ingressos que costumam acabar na sexta-feira. No dia só em filas de espera aguardando desistências.