Nossa protagonista está cega, ela teve uma doença e foi ficando sem visão. Ela é a narradora da trama e fala de quatro pessoas. Ela, o marido, um homem e uma mulher solitários.
Logo no início já causa estranhamento. Essa mulher narra uma outra que tem um filho. O filho quer ficar com o pai no fim de semana para sair com uma amiga. Ela aceita mas fica triste porque sua solidão é profunda. Solidão é o tema central de Blind, todos os personagens são muito solitários. Logo depois essa mulher tem uma filha, não era um filho. Ela existiria mesmo? O outro homem narrado pela protagonista é um solitário, sem trabalho, que grava e desgrava filmes pornôs, a maioria bizarros. E passa a observar a mãe pela janela do seu apartamento.
A narradora tem dificuldade de reagir. Ela passa os dias em casa. O marido tenta ver se ela sai, vai a eventos, mas ela é irredutível. Ele é prestativo, mas como se fosse movido a pena. O casal já perdeu a igualdade da relação. Como se ele só estivesse ali pelo problema da esposa e não porque deseje continuar com ela. Para fugir do convívio com ela inventa desculpas para estar ausente. Ela está incrível e como é linda, interpretada por Ellen Dorrit Petersen. O marido por Henrik Rafaelsen. A mãe por Vera Vitali e o outro rapaz por Marius Kolbenstvedt. Blind ganhou muitos prêmios. O diretor Eskil Vogt ganhou prêmio no Festival de Berlim. Melhor Filme Dramático no Sundance Festival.
Beijos,
Pedrita

























