terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Os Cavaleiros Brancos

Assisti Os Cavaleiros Brancos (2015) de Joachin Lafosse no TelecinePlay. Nunca tinha ouvido falar nesse filme. O nome eu tinha estranhado, achei preconceituoso. Aos poucos o filme vai se revelando e sim, o nome é pejorativo, para criticar aqueles brancos que se achavam verdadeiros cavaleiros em cavalos brancos, salvadores de negros em locais de risco. O filme é baseado no livro de François-Xavier Pinte e Geoffroy d´Ursel.
Além do nome o estranhamento continua. Uma ONG chega em uma região de conflito no continente africano. Diz que vai contratar alguns profissionais porque vão montar naquela região um local onde crianças órfãs até 5 anos vão ficar até os 18 anos, sendo cuidadas, tratadas, vacinadas, alimentadas e vão estudar. Eu pensei que seria até possível, mas achei estranho um local fixo com profissionais de ONG por tantos anos. Mas imaginei que os profissionais da ONG poderiam ficar por períodos, que iriam embora e viriam outros. Que até poderia ser viável.
Aos poucos vamos descobrindo os reais motivos desse grupo. Eles querem levar 300 crianças órfãs para adoção na Europa. Eles pagam aos líderes de tribos, dizem que é uma ajuda a tribo e não pelas crianças, mas o discurso é um e as ações são outras. Para muitos africanos, mentir que a criança é órfã é bom, afinal a ONG diz que vai montar na própria região uma espécie de orfanato, com alimentação, escola e cuidados médicos. Os pais poderão escondidos ver os filhos que vão estar fora da linha de fogo. Então a ONG logo descobre que algumas crianças que foram entregues como órfãs, não são órfãs. Mas eu imagino que muitas mães jamais entregariam seus filhos para sair do país para adoção. Ir para um orfanato perto, onde podem visitar, mesmo que não contando a verdade é bem diferente do que ter os filhos levados embora. O grupo tenta forçar ao líder que prove que as crianças são mesmo órfãs, com fotos. Um absurdo! Querem provas, interferem tanto na vida daqueles povos que já passam tanta violência, guerra, fome. Muita prepotência acharem que as crianças ficarão melhor com famílias estabelecidas na Europa. Certo, é fato que talvez a criança tenha um destino complexo nesse lugarejo se os conflitos continuarem. Podem ser mortas, podem morrer de fome, podem virar soldados e morrer a bala. Mas não é porque o destino dessas crianças possam ser ruins, que cavaleiros brancos podem de modo escuso decidir pelo destino delas, sequestrá-las. O filme é baseado em um fato real, uma falsa ONG foi presa em um aeroporto no continente africano tentando embarcar com 300 crianças. O filme também mostra o absurdo. Como é uma negociação, muito provavelmente os pais europeus pagaram pelas crianças, eles não querem saber de crianças mais velhas, com mais de 5 anos. É um negócio. Monstruoso. Como foi inspirado em fatos reais, eu fico pensando se essas 300 famílias que queriam filhos menores de 5 anos do continente africano, se hoje permitem que os imigrantes que vivem em acampamentos em condições sub humanas possam viver nas cidades.
O filme é muito bem construído. Uma é contratada para filmar tudo, quando ela começa a perceber o que realmente o grupo ia fazer e alguns vão embora, ela diz que não está envolvida, que ela não é parte do grupo, só está fazendo o que foi contratada, como se não fosse cúmplice ou responsável pelos sequestros. O líder do grupo é interpretado por Vincent Lindon. A intérprete por Bintou Rimtobaye. Alguns outros do elenco são: Louise Borgoin, Reda Kateb, Stéphane Bissou e Valérie Donzeli.
Beijos,
Pedrita

domingo, 10 de dezembro de 2017

A Fazenda - Nova Chance

Assisti A Fazenda - Nova Chance na TV Record. Eu quis começar a ver porque estava preocupada que uma das irmãs Araújo do último BBB aceitasse participar. Marcos Harther tinha sido convidado e tinha muito receio que elas viessem a sofrer novamente. Fiquei tranquila que elas tiveram a lucidez de recusar e passaram o programa longe das polêmicas.

Mas aí vi que a Monique Amin estava participando. Tinha sido a minha preferida do BBB que ela participou. Embora achasse que ela não tinha chance de ganhar A Fazenda, já que a Record tem um público mais conservador, passei a torcer por ela. E que roupas lindas que ela levou, macacões, pantalonas, amava essa da foto de rosas. E gostei que a Rita Cadilac estava participando. A Rita eu me decepcionei bem rápido. Vivia mal-humorada, reclamava de tudo, achava que ela sempre que ia ser votada, tinha mania de perseguição, afinal raramente era votada. Reclamou da participação no programa do Gugu, ficou insatisfeita com a transformação. Monique Amin levei mais tempo para desencantar. 

Amin passou a perseguir Flávia Vianna sem motivo, na verdade A Fazenda toda passou a perseguir sistematicamente Flávia Vianna, porque a risada era insuportável, porque dançava escovando os dentes, enfim, a menina não podia ser feliz. Eu já gostava da Flávia Vianna e logo virou minha favorita. Era de cortar o coração a perseguição, mas não foi só isso, ela não atacava ninguém. Não desqualificava ninguém. Uma elegância de comportamento admirável. O tempo todo Flávia dizia que as pessoas precisavam se respeitar mesmo que pensassem diferente. Não precisavam gostar, mas tinham que respeitar. Mereceu muito ganhar! Espero realmente que os boatos que ouvi da TV Record querer ela nas novelas se concretize.

Inicialmente eu impliquei muito com o Roberto Justus. A Fazenda - Nova Chance começou com sérios problemas de áudio, algo muito amador para um programa com tantos recursos financeiros. Mas eu tive que dar o braço a torcer depois porque estava gostando da apresentação dele. Foi respeitoso com todos os participantes. Confesso que nas provas me incomodava ele dar dicas, ajudar com palpites favorecendo um ou outro candidato, mas gostei muito do apresentador e mais ainda seus figurinos de super herói. Adorava suas calças de couro, roupas coladas, parecia que ele ia sair voando e salvar algum peão.

Adorei a participação do Matheus. Não tinha gostado dele no BBB, mas ele surpreendeu na Fazenda. Defendeu todas as mulheres das agressões verbais que sofreram. Compreendeu a fraqueza da Minerato e a orientou, sem condená-la por não resistir ao Marcos. Foi o único que disse a Flávia claramente tudo o que diziam dela pelas costas. Nem o namorado da Flávia a protegeu tanto. Ié Ié inclusive, na tentativa de continuar amiguinho de todo mundo, omitiu da Flávia as barbaridades que falaram dela e de quem tinha falado. Matheus não, e ainda defendia a Flávia quando os outros falavam pelas costas. Admirável o seu comportamento, pena que não ficou em segundo lugar.



Beijos,
Pedrita

sábado, 9 de dezembro de 2017

Vermelho Russo

Assisti Vermelho Russo (2016) de Charly Braun e Martha Nowill no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, adoro as atrizes Martha Nowill e Maria Manoella desde que vi a peça Mulheres que Bebem Vodcka em 2010. Talvez já tivesse visto essas atrizes anteriormente, mas foi depois da peça que passei a acompanhar o trabalho delas. Queria muito ter visto esse filme nos cinemas, mas não consegui. O filme recebeu muitos elogios e prêmios.

Em 2009 Martha Nowill foi estudar teatro em Moscou e escreveu relatos da viagem. Resolveu fazer o filme baseada nessa experiência. Ela e Maria Manoella interpretam os personagens com os mesmos nomes. As duas seguem para Moscou para estudar teatro por mês e nesse período estudam a obra Tio Vânia de Tchekhov.

Mas o filme fala desse período que elas passam em Moscou. Muito interessante como é feito, atraente. Mostram elas no avião. Muito bacana onde elas ficam hospedadas. É em um alojamento onde vivem atores idosos, a própria Martha no filme comenta como o nosso Retiro dos Artistas. São umas preciosidades elas no alojamento, a convivência com todos de lá.
As personagens acabam tendo um desentendimento após um rapaz que estava saindo com Martha beija Manoella. Aí o filme se mistura com o teatro em uma metalinguagem, já que na peça que elas estudam as personagens também se desentendem. É muito interessante também a tênue linha que separada a realidade da ficção, sobre o que no filme foi inspirado realmente na vida das duas atrizes. Fazem participações no filme Fernando Alves Pinto, Michel Melamed e Soraia Chaves. Gostei muito de Vermelho Russo que ganhou prêmio de Melhor Roteiro no Festival do Rio.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Villa-Lobos Piano Trios 1 e 2

Ouvi o CD Villa-Lobos Piano Trios 1 e 2 (2009) do Aulustrio da Clássicos. Que belo CD. Adoro esse trio, gosto demais de Villa-Lobos e grupos de câmara. O Aulustrio é formado pelos irmãos Brucoli, Fábio (violino), Mauro (violoncelo) e Paulo (piano). Eles gravaram os Trios números 1 e 2 de Villa-Lobos, ambos com 4 movimentos, que preciosidade.
Beijos,
Pedrita

domingo, 3 de dezembro de 2017

Quando o Dia Chegar

Assisti Quando o Dia Chegar (2016) de Jesper W. Nielsen no TelecinePlay. Que filme difícil! Que filme triste! O filme é inspirado em vários orfanatos da década de 60 da Dinamarca, mas poderia ser em qualquer país. No final relatam que muitos jovens que passaram por essa instituições no futuro, viraram usuários de drogas e álcool, tiveram depressão e ansiedade.

O filme gira na história de dois irmãos. A mãe está com câncer, o tio não tem trabalho fixo, então eles são enviados temporariamente a um orfanato e passam a sofrer uma infinidade de abusos e violência. Os meninos estão impressionantes, que cenas difíceis: Albert Rudbeck Lindhardt e Harald Kaiser Hermann.

O diretor no final usa uma frase clássica de quem pratica a violência: "tudo o que fiz foi para o seu bem e quando você crescer vai entender". essa frase se une a outra igualmente perversa, essa que não está no filme, mas é clássica também: "quando vocês tiverem os filhos de vocês vão entender". Não!!! Nunca vamos entender violência, abusos, omissões e silêncios. São frases mentirosas de pessoas que acham que o fazem é o certo e que não aceitam ser questionadas. Pessoas que mantém outras submissas pela violência, pelo medo como se fosse disciplina. Não!!! Não é! O diretor é interpretado pelo Lars Mikkelsen, irmão do Mads Mikkelsen. A professora por Sofie Grabol. Inclusive essa professora não concorda, mas diz ao diretor que não vai questionar os métodos da escola. Ela demora tempo demais para tomar uma atitude, e mais tempo ainda para fazer o que é certo que é denunciar os abusos.
Não há perdão para violência, mas menos ainda para omissão. Quando o garoto vai denunciar, falam que sem provas não podem fazer nada. Incrível como não validam a palavra de uma criança. Incrível como não percebem que o silêncio existe pelo medo. O inspetor é interpretado por David Dencik. Alguns outros do elenco são: Laurids Skovgaard Andersen, Soren Saetter-Lassen, Lars Tanthe e Sonja Richter. O diretor ganhou vários prêmios nos festivais de Hamburgo, Robert e Noruega.

Beijos,
Pedrita