terça-feira, 14 de janeiro de 2020

John Wick

Assisti John Wick (2014) de Chad Stahelski na TNT. Eu comentei com o 007 sobre o Hotel Artemis, e ele disse que esse roteiro do hotel para bandidos, usado como hospital, com regras claras como não poder matar no estabelecimento, estava no filme John Wick e insistiu muito que eu visse. Ele adora o Keanu Reeves, eu não sou tã fã desse ator. No Brasil está com o péssimo nome John Wick De Volta ao Jogo, como se fosse uma continuação e não o primeiro. O 007 continua insistindo que eu veja os outros, sim, vou ver se assisto, sem pressa, não é o gênero que mais gosto. O hotel em Hotel Artemis é o protagonista, com a médica. Em John Wick, o hotel é um momento do filme, que é voltado todo para o protagonista. O roteiro é de Derek Kolstad.

John Wick é um bom filme de ação, mas eu não tenho muita paciência com excesso de lutas, corridas de carros, as indústrias de armas e de automóveis devem amar esses filmes. De qualquer forma o eixo central do filme é bom. John Wick acaba de perder a esposa. Ela envia pós morte um cachorrinho pra ele, para consolá-lo no luto.

Ele vai abastecer o carro, um garoto mimado cisma com ele, quer comprar o carro e o cachorro. Pela negativa do John Wick, o jovem prepara um flagrante na casa dele, rouba o carro e mata o cachorro com requintes de crueldade. O ator que faz o mimado é Alfie Allen, que ficou conhecido por Game of Thrones.

John Wick resolve se vingar e descobrimos que ele volta ao mundo do crime. Que era e é um profissional do crime muito respeitado porque tem muitas regras morais, como se isso fosse possível. Daqueles filmes que tentam justificar que dependendo dos crimes, podemos matar, para lavar a honra. São inúmeras cenas de ação, muito bem realizadas, mas exageradamente cansativas. O elenco tem outros nomes importantes Michael Nyqvist, Williem Dafoe, Ian McShane e Dean Winters. E outros nem tanto, mas com bons personagens: Adriane Pallick, Bridge Moynahan, John Leguizamo e Lance Reddick. 



Beijos,
Pedrita

domingo, 12 de janeiro de 2020

Alma Despejada

Assisti a peça Alma Despejada no Teatro Folha. É com a maravilhosa Irene Ravache, com texto incrível da Andréa Bassitt e delicada direção de Elias Andreato. Que peça linda!

Uma mulher, quer dizer, uma alma, vai ser despejada da sua casa. Finalmente a casa que a mulher viveu foi vendida, seus objetos vão embora. E a alma vai se despedir do local. Assim, a personagem lembra de sua vida. Adorei ela falar das palavras, que mudar uma única letra muda todo o sentido. Na narração descobrimos que na infância ela tinha paixão pelas palavras, estimulada pelos seus familiares, algo que acontecia muito e pouco acontece hoje em dia. E esse brincar com as palavras, letras, seguiu na sua vida. Li que Clarice Lispector era muito ligada as palavras, ficava sempre procurando uma palavra que realmente expressasse o significado do que queria dizer. Eu tenho esse fascínio igual por palavras, me encantei na hora pela peça nesse momento. E, ah, os objetos. Sou fascinada pelos objetos. A personagem ouvia que tinha que desapegar, como ouço isso.
Fotos de João Caldas Filho 
A peça é muito feminina e fala muito do universo da mulher. Ela era professora, mas acabou enriquecendo, porque o marido enriqueceu, mas mesmo assim o dinheiro continuava sendo juntado. Ela fez o que muitas mulheres infelizmente ainda são aconselhadas a fazer, a fingir que não veem, fingir que concordam. Como ela mesma diz na peça, ela fingia que não via, dizia que estava tudo tão bem assim. Para não ter conflito, para viver em paz, muitas mulheres são aconselhadas a não contrariar o marido, a fingir que concordam. A personagem pelo jeito preferia não fazer perguntas. É muito raro que alguém mude de classe social. Se o marido ficou rico, sim, pode ser porque teve muita sorte nos negócios, mas na maioria das vezes é porque algo no processo não está certo. Na época do café, os cafeicultores ficaram milionários porque usaram mão-de-obra escrava. Não tinham gastos com funcionários, não gastavam com acomodações e alimentação descente. É muito difícil alguém enriquecer tratando e pagando bem funcionários, não sonegando impostos. E a  personagem conta depois o motivo, o marido se envolveu em corrupção. 
A peça parte do pressuposto que há almas e que elas podem voltar e ver suas vidas depois. Então a personagem fala que há um ajuste de contas logo após a morte e que todos nós erramos e vamos ter que ter contato com os nossos erros. Sim, ninguém é perfeito. No verniz social a gente até tenta. Foi muito legal que na peça eu encontrei a Andreia Inoue do Papeando, blog que gosto tanto. É a primeira peça que vejo em 2020. Alma Despejada fica no Teatro Folha até 28 de março.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Hotel Artemis

Assisti Hotel Artemis (2018) de Drew Pearce na HBO Go. Nunca tinha ouvido falar nesse filme. Antes dele ser apresentado, passaram cenas de um assalto, quase larguei, bem ruim. Vieram letreiros e o filme melhorou profundamente.

Feridos, dois homens (Sterling K. Brown e Bryian Tyree Henry) vão para o Hotel Artemis, chefiado pela médica, interpretada pela maravilhosa Jodie Foster. Ela é o filme e é o que tem de melhor do filme. Jodie Foster está com 57 anos e fez um processo de envelhecimento para o personagem. Ela mancar no filme é porque teve um acidente esquiando. O meio do filme é muito bom. Ela foi contratada pelo chefe do hotel (Jeff Goldblum) que é para criminosos que pagam um plano de saúde e lá ela os trata. 

Estamos no futuro, é Los Angeles, e há lutas do lado de fora por água. Então o hotel torna-se um oásis, mas é muito bem controlado pelos funcionários (Dave Bautista) e pela médica. Passam um pouco da trama dos hóspedes, mas a história mais completa e interessante é da médica. O hotel tem muita infra-estrutura para os doentes, medicamento, alta tecnologia.

Tem um casal eletrizante e belíssimo interpretados por Sofia Boutella e Sterling K. Brown. Mas a trama se desenvolve pouco. O hotel é invadido. Não entendi porque raios o agente de saúde braço direito da médica e a moça ficam no hotel brigando com muita, mas muita gente. Não entendi o sentido daquilo. E pelo jeito não souberam o que fazer e terminaram o filme meio solto. Mas como disse, o meio é bem interessante, até porque sempre é maravilhoso ver Jodie Foster atuando.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Riviera

Assisti a 1ª Temporada da série Riviera (2017) na Fox Premium. Eu fiz umas mudanças de planos da NET, consegui muito desconto e ainda incluíram esse canal e mais outro. Fui em Crimes e Investigação e escolhi essa série pra começar. Gostei demais! O roteiro é de Neil Jordan e John Banville. Amo esse escritor. Li que os dois estavam muito insatisfeitos com os 3 primeiros episódios, que tinha sido desconfigurado o texto, mas não conheço o texto, fiquei curiosa em saber como ficaria. Mas independente disso, a série é ótima!

A série começa com a protagonista dormindo e o marido admirando-a. Aos poucos descobrimos que ele é muito, mas muito rico e ela é a esposa do segundo casamento. Ele a conheceu porque ela é especialista em obras de artes e leilões, sempre comprava obras de artes em leilões para clientes. Julia Stiles está deslumbrante e que figurinos maravilhosos que usa. Um parceiro que tem o mesmo trabalho que ela é interpretado por outro ator deslumbrante, Adrian Lester.
Ela liga do leilão para o marido que queria uma obra. Depois não consegue mais falar com ele. Nós vemos o marido em um barco que explode logo depois. Ela então descobre um mundo pavoroso ligado a muita corrupção. Um dos quadros inclusive que ela comprou é atualmente uma cópia muito bem feita. O filme entra em investigações muito complexas, muita violência. É uma trama muito interessante.

Lena Orlin está no elenco. Ela faz a ex. A família do marido da protagonista é insuportável. A desrespeitam como podem. São dois filhos, Iwan Rheon e Dimitri Leonidas. Iwan é o ator de Game of Thrones que tem um personagem igualmente insuportável. Ele não se cansa de tentar manipular a madrasta e assediá-la pesadamente. Todos tentam prejudicá-la. O outro enteado é viciado em drogas e odeia a madrasta.
A única que gosta da madrasta é a enteada interpretada pela Roxane Duran. As paisagens são deslumbrantes, várias em Mônaco, lindíssimas as duas casas da família. E ainda surgem outros atores que adoro: Vincent Perez e Arm Waked. E ainda muitos outros ótimos: Igal Naor, Phil Davis, Daniil Vorobyov, Chlóe Jouannet e Nora Arnezeder. A música de abertura é muito linda. Vi que há uma continuação que quero ver.
Beijos,
Pedrita

domingo, 5 de janeiro de 2020

Morto Não Fala

Assisti Morto Não Fala (2019) de Dennison Ramalho no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, tentei inclusive ver nos cinemas. É incrível! Em geral eu dou risada com o medo de vocês aos filmes do gênero que comento aqui porque são tão fantasiosos que assustam pouco. Mas se esse tiverem medo, não vejam, é realmente muito assustador. Eu fiquei apavorada.

Daniel de Oliveira trabalha no IML de madrugada. Ele tem o dom de ouvir e falar com os mortos. São muitos, mas muitos baleados. Muito bem feitos os mortos, como falam, muito assustador. O diretor conta em uma entrevista que alguns atores não gostaram da sua versão como morto, acho que eu teria ficado apavorada. O marido está em uma relação conturbada com sua esposa (Fabíula Nascimento). Ela não aguenta o cheiro dele. Ela tem dois filhos com ele. 

Por um morto, ele descobre que a mulher o está traindo. Ele vê um caso policial na TV, ouve um morto, sobe o morro e conta que sabe quem é o homem que matou um bandido daquela facção. Entrega então o amante da mulher (Marco Ricca), só que que era mentira, ele só queria se vingar do amante. A mulher está na hora do "acerto de contas" e morre também.

Ele se abala um pouco, mas não o suficiente. A mulher começa a atormentar a família. As crianças estão ótimas: Cauã Martins e Annalara Prates.

A filha do amante (Bianca Comparato) vai ajudar o pai a cuidar das crianças. O filme é muito aterrorizador.


Beijos,
Pedrita