terça-feira, 27 de abril de 2021

Pacarrete

Assisti Pacarrete (2019) de Allan Deberton no Canal Brasil. Finalmente consegui ver esse filme. Marcélia Cartaxo arrasa. O filme é ela.

Cartaxo interpreta Pacarrete que vive na cidade de Russas no Ceará. A cidade vai fazer anos e Pacarrete quer fazer um balé para comemorar a data. Ela procura a Secretaria de Cultura para estar no evento de comemoração, mas acham que os moradores da cidade vão preferir uma festa, com forró. 
Estreando na pandemia, Pacarrete acaba representando a cultura que tenta na aridez mostrar que a cultura é importante. Pacarrete existiu realmente, foi bailarina, desenhava, tocava piano, respirava cultura. João Miguel interpreta o dono de uma loja, a irmã de Pacarrete é interpretada por Zezita de Matos, a empregada delas por Soia Lira.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Relatos do Mundo

Assisti Relatos do Mundo (2020) de Paul Greengrass na Netflix. Continuo vendo os filmes que concorreram ao Oscar. Esse começa demais e termina lindamente, mas o meio é bem forçado e arrastado. É baseado no livro de Paulette Jiles.

O personagem do Tom Hanks é um homem que viaja de cidade em cidade para ler notícias de jornais. Em uma dessas viagens se depara com um acidente e lá está uma jovem que só fala um idioma indígena. Ele a leva a uma cidade pra que encaminhem a família dela, mas o mesmo que acontece no filme À Beira do Caminho acontece aqui, ninguém quer saber de fato. Ele resolve então levar a menina. Como é filme de faroeste, falam que a trajetória é perigosa.
Aí começam uma sucessão de missões impossíveis. Ele tem uma arma só e poucas balas e uma criança. Interminável a luta com três homens muito armados e experientes. E claro, os dois ganham, como assim? E tudo acontece. Os índios famélicos doarem um cavalo é muito surreal. Helena Zengel simplesmente arrasa! O filme é ela! Que interpretações! Ela é uma atriz alemã.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Show Somos Um

Assisti ao Show Somos Um de Maria Rita Stumpf no youtube do Teatro Alfa. Eu vi pela televisão. O repertório belíssimo era do álbum Inkiri Om. Eu tinha conhecido as músicas em um show na Casa de Francisca.

Esse foi gravado no Estúdio dos Lagos em Itapecerica da Serra com recursos da Lei Aldir Blanc e dirigida por Dennis Phillips. Linda a caracterização do estúdio, ótimos músicos Paulo Santos (Uaktí) e Michelle Abu na percussão, Matheus Câmara – conhecido por seu projeto eletrônico como Entropia Entalpia –na guitarra, baixo e programações, Mayra Viner no violoncelo e Felipe Faraco nos teclados e baixo. Gostei demais! Ainda terão duas apresentações hoje e amanhã.
Seguem as músicas:

Canção das Horas –  Maria Rita Stumpf

Somos Todos Índios –  Vinícius Cantuária e Evandro Mesquita

Sete Cenas de Imyra – Taiguara

Hai Kai das Borboletas –  Maria Rita Stumpf e Zé Caradipia

Participação Especial de Músicos Convidados

Água Benta –  Nando D´Ávila

Aavoth – Maria Rita Stumpf sobre tema tradicional

RunRun se fué pal Norte –  Violeta Parra

Dona Bahia – Maria Rita Stumpf (poema de Gregório de Matos)

Canoa Canoa – Nelson Ângelo e Fernando Brant

Cântico Brasileiro No 7 (Inkiri Om) –  Maria Rita Stumpf

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 22 de abril de 2021

As Feras

Assisti As Feras (2001) de Walter Hugo Khouri no Canal Brasil. Mais um filme do diretor que gravei na semana que passaram vários filmes dele. Está entre meus diretores preferidos. O roteiro é de Lauro César Muniz. O filme ficou pronto em 1995, mas só foi lançado bem depois. Fazer filmes no Brasil é para heróis. Nuno Leal Maia interpreta Paulo, casado com a deslumbrante personagem da Claudia Liz, mais nova que ele. Ela é atriz e resolve trabalhar em uma peça. Quando ele descobre, não gosta da ideia, e começa a ir atrás ver os ensaios.

O filme se divide então nas lembranças de Paulo adolescente (Paulo Cézar de Martino) e nos ensaios. Sempre com atrizes deslumbrantes. Na adolescência, Lucia Veríssimo faz a prima e sua namorada, Monique Lafont.
O filme fala muito de machismo. Luiz Maçãs faz um ator que vai ser o Jack O Estripador na peça, mas só aparece no final. Então ele tem bastante tempo para infernizar Paulo com suas ideias machistas principalmente sobre relacionamentos entre mulheres. Os dois tiveram problemas com mulheres que amaram mulheres. As mulheres do teatro são interpretadas por Branca Camargo, Áurea Campos, Batty Prado e Vanessa Sprindler. Gostei muito, mas não é o meu preferido. O texto é incrível. Eu me incomodei com a locação no teatro. 

 
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 20 de abril de 2021

A Quiet Passion

Assisti A Quiet Passion (2016) de Terence Davies no Arte 1. Eu vi que era um filme de época e coloquei pra gravar. É uma coprodução entre Inglaterra, Bélgica, Estados Unidos e Canadá. Só depois que descobri que é a história da grande poeta Emily Dickinson. Que vida rica, repleta, em um microcosmo. 

O filme começa com ela estudando em um colégio de freiras e se recusando a declarar a sua fé. Os pais e irmãos vão buscá-la. Sua família era muito religiosa, unida e acolhedora. Ela viveu praticamente na casa. Apesar de sua família ser tradicional e religiosa, eles tinham senso crítico. Ela e sua irmã tinham visões bastante avançadas para a época.
Em vida Emily Dickison só publicou 11 poemas, alguns anonimamente, como era costume na época. Mulheres nem sempre apareciam e eram duramente criticadas, principalmente suas obras. Não acho que tenha mudado muito.

O filme é de uma beleza estética avassaladora. Consegue passar a vida calma, mas rica, da poeta. Apesar dela viver em família e com pouco contato externo, conseguiu ter a profundidade para transformar em versos os dilemas do existir. A frente do seu tempo, olhava as relações de modo particular. Belíssimo filme! Lindíssima fotografia! Cynthia Nixon está incrível como a Dickinson. Na primeira fase a interpretação é de Emma Bell. Alguns outros do elenco são Keith Carradine, Duncan Duff, Joanna Bacon, Jennifer Ehle, Miles Richardson
 e Jodhi May. 
Beijos, 
Pedrita