Assissti Knives Out (2019) de Rian Johnson no TelecinePremium. Não fazia ideia da existência desse filme. Quando vi que era comédia piorou, mas o clima Agatha Christie me atraiu e fui ver. Enquadrar em filme policial teria muito mais a ver. Foi na Super Estreia, claro que ainda não apareceu no Now. Que delícia de filme!
Sim, é o James Bond (Daniel Craig), quer dizer, o detetive hahahaha. Não, não é o James Bond. Foi nesse filme que a atuação da deslumbrante Ana de Armas chamou a atenção, um pouco tardia, dessa ótima atriz, e escolheram ela ser uma das bond girls, pena que se equivocaram na caracterização da bond girl, a protagonista desse filme é muito, mas muito mais criativa.
O elenco é impressionante: Christopher Plummer, Toni Colette, Jamie Lee Curtis, Chris Evans, Michael Shannon, Don Johnson, LaKeith Stanfield, Katherine Langford, Jaeden Martell e K Callan.
Começa com a morte do patriarca. O detetive aparece com mais dois investigadores. Tinha sido aniversário do patriarca, de manhã ele é encontrado morto. Interessante que no meio do filme parece que entendemos tudo e achei que perderia a graça. Nada, é tão genial, mas tão genial. Sim, no começo ficamos absolutamente confusos, demoramos pra encaixar os quebra-cabeças. A casa é um personagem, linda e no clima, imagino que tenham cenários pra fazer a casa parecer mais mirabolante ainda.
Assisti a série The First Lady (2022) de Aaron Cooley no Paramount+. A direção é de Susanne Bier. Eu só via elogios das minhas amigas a série. Corri pra ver e que grata surpresa. Uma das melhores séries que já vi na vida. Tudo brilhante, a começar pela abertura.
The First Lady conta a história de três primeiras damas dos Estados Unidos, Eleannor Roosevelt (1929-1932), Betty Ford (1973-1974) e Michelle Obama (2009-2017). Três primeiras damas revolucionárias e a frente do seu tempo. Todas as três atrizes estão impressionantes: Gillian Anderson, Michelle Pfeiffer e Viola Davis. Só a história da Michelle eu conhecia mais antes e depois de ler o livro dela.
A edição e os fatos escolhidos são impecáveis. As três histórias são contadas ao mesmo tempo, estranhamente tiveram fatos parecidos. No começo mais óbvio, o casamento, ser primeira dama. Mas tem os menos óbvios como os engajamentos, as tragédias. Todas as três igualmente foram desacreditadas em suas funções de primeira dama. Os assessores dos presidentes faziam de tudo para neutralizá-las e deixá-las restrita a ala doméstica da casa branca. Cada uma desacreditada por um preconceito diferente.
Eu não conhecia nada de Eleannor Roosevelt. Ela era muito estudiosa e diferente das jovens da sua idade, não queria casar. Acabou conhecendo Franklin e se tornando grandes parceiros intelectuais de vida. Ela sempre auxiliava ele nos discursos, nos posicionamentos, sempre que algo muito complexo acontecia, ele a procurava. Ela se uniu as sufragistas pelo direito ao voto. Peitou o marido ferrenhamente quando ele impediu que refugiados judeus desembarcassem nos Estados Unidos. Após a morte de Roosevelt, ela elaborou a Declaração Universal de Direitos Humanos e presidiu a ONU de 1946 a 1952.
Quando Eleanor é traída pelo marido, a sogra impede ela do divórcio, mas eles se afastam como marido e mulher. Ela então tem um romance bastante longo com uma jornalista sufragista. Os detetives da casa branca descobrem, avisam o marido que continuava tendo casos, só as mulheres são vigiadas. O marido, altamente compreensível, emprega a jornalista, ela passa a viajar muito, mas ter um quarto ao lado do da Primeira Dama que se acessava por uma porta secreta.
Ford assumiu quando Nixon foi acusado de corrupção. O casamento com Ford foi o segundo de Betty. Ela era divorciada, tanto que ficou afastada dele até assumi-la depois quando concorreu a cargos políticos. Antes de ser primeira dama ela já tinha sido dependente química. Nessa época tinha-se remédio pra tudo, pra ficar desperta, pra dormir, receitava-se sem o menor cuidado, que Betty misturava compulsivamente com bebida. Mas na casa branca, mesmo bebendo bastante, as atividades a mantiveram focada. Ela teve câncer de mama quando era primeira dama e apesar de todas as pressões pra esconder, ela falou abertamente com os americanos, impulsionou inúmeras mamografias. Que mulher forte. Quando Ford perdeu a eleição eles se aposentaram em uma casa no campo, mas Ford a largava o tempo todo em conferências, viagens, ela se afundou novamente nas pílulas e bebida. Orgulhosa, forte e determinada, recusou muito tempo que precisava de ajuda, mas quando aceitou, se tornou uma grande porta voz na causa. Criou e construiu na região onde morava uma clínica para dependentes.
Interessante que na série o pensamento das filhas de Michelle aparecem muito. O quanto a família sempre promovia novos olhares, cobranças e posicionamentos. Michelle corretamente poupou as filhas no livro, mas gostei muito de conhecer o pensamento delas pela série. Fiquei admirada. Sim, filhas de dois grandes estudiosos, advogados e estadistas, não poderiam ser diferente, mas foi lindo de ver.
São dez episódios e os dois últimos muito tristes. Há a Segunda Guerra no primeiro, a dependência química da Betty e a eleição de Trump. Mostraram claramente a luta de Michelle e Obama para que Hillary vencesse, mesmo que eles não gostassem dela, mas o atraso veio mesmo assim.
O elenco enorme e incrível. Franklin (Kiefer Sutherland), Ford (Aaron Eckhart) e Obama (O-T Fagebenle). Alguns outros são: Dakota Fanning, Regina Taylor, Lily Rabe, Clea Duvall, Lexi Underwood, Jayme Lawson, Michael Potts e Ellen Burstyn.
E sim, Betty Ford dançou na mesa oficial da casa branca.
Assisti O Voo das Noivas (2008) de Ben Soombogaart no Film&Arts. O pôster consegue ser mais cafona que o filme. O roteiro é de Marieke Van der Pol.
Eu não sabia que após a guerra noivas tinham viajado para a Nova Zelândia para casar.
No filme, no avião, quatro amigos (Karina Smulder, Anna Drijver, Elise Schaap e Waldemar Torrensta) se conhecem. Um homem e três mulheres. O filme começa com a morte desse homem no futuro em uma pequena participação de Rutger Hauer. Essas amigas seguem para o enterro e o filme passa a contar a história deles.
Não chega a ser um grande filme, mas é um roteiro bonito. Sem grandes surpresas, formato meio clássico, mas é um bom filme.
Assisti The Banishing (2020) de Christopher Smith no TelecinePlay. Pra variar o Brasil delira nos títulos. Esse chama-se O Ritual e não tem nada a ver. Esse filme é da série "porque sábado é dia de fantasminha".
Foi uma grata surpresa. Belíssima direção de arte de Celestria Kimmins e fotografia de Sarah Cunningham. A mansão é belíssima, claro, nas gravações internas, muito pode ser cenário, mas dá pra ver que é a mansão é um deslumbre, os ambientes também. E lindos os figurinos. Há uma cena linda de um tango, outras belíssimas ao ar livre, tudo milimétrico e precioso.
O ótimo roteiro é de David Beton, Ray Bogdanovich e Dean Lines. Muito bem coordenado e tem muitas surpresas. Mesmo eu calejada no gênero fiquei muito surpresa com o roteiro. Mãe e filha chegam na mansão. Ela é casada com um religioso, deve ser protestante porque pode casar. Um homem diz pra ela que a mansão faz todos terem desavenças e é o que vai acontecendo. E eles também passam a ouvir vozes e ter visões. O marido foge a todo custo da consumação do casamento. Ela teve a filha de outro homem antes do casamento. Belíssima e talentosa Jessica Brown Findlay. A atriz que faz a personagem chata da filha é Anya McKenna Bruce. O marido por John Hefernan. Outros do elenco são: John Lynch e Sean Harris.
Assisti Mesteren (2017) de Charlotte Sieling no Film&Arts. Procurei no Now os filmes desse canal. Tem muito pouco, então de vez em quando vou lá ver se entrou algo novo. O nome no Brasil como sempre é péssimo, The Man, isso mesmo, em inglês. É uma coprodução entre Dinamarca, República Tcheca e Noruega.
É a história de um excêntrico, chato, infantil, famoso e rico artista plástico (Soren Malling) e seu filho (Jacob Oftebro) que aparece. O filho faz grafites. O pai passa a disputar em ego com o filho. O final é bem patético. As cenas aparecem no estúdio do pai e sua equipe, além de suas duas mulheres (Ane Dahl Torp e Sus Wilkins).