quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Ubu Rei

Assisti a peça Ubu Rei de Armando Liguori Júnior no projeto Escola em Cena no Teatro Commune. Eu queria ver esse espetáculo desde que vi que em cartaz no Teatro Paulo Eiró. É livremente baseado na obra do francês Alfredo Jarry (1873-1907), ambientada  na Polônia.

É uma divertida comédia bastante rocambolesca. Um casal quer o trono, eles são os ótimos Esther Góes e Augusto Marin. Eles fazem verdadeiras loucuras para colocar em prática o plano.

Fotos de Luiz Áureo
Armando Liguori, Fabricio Garelli, Ricardo Sequeira, Natalia Albuk e Paulo Dantas interpretam vários personagens, é muito engraçado.

Natália interpreta um russo, que parece que está mesmo agonizando, tem uma dificuldade absurda de se movimentar, é angustiante.

Foto de Alexia Marília


O projeto Escola em Cena tem o objetivo de formação de plateia. Na Ubu Rei vieram adolescentes de Diadema. Vários nunca tinham ido ao teatro. São 9 peças, todas gratuitas, tem ainda algumas pra acontecer no Teatro Commune e na Cidade Ademar. 


 


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 7 de novembro de 2023

A Freira 2

Assisti A Freira 2 (2023) de Michael Chaves na HBO Go. Porque sábado é dia de fantasminhas. Ansiava por ver esse filme, mas demorou demais pra entrar no Now. Eu tentei gravar quando passou na HBO, mas por algum motivo os canais HBO não permitem gravar, ok, mas pelo menos deviam ser mais ágeis pra disponibilizar no Now. 

Eu adoro essa série, comentei o primeiro aqui. Eu sempre acho que esses filmes são pra fortalecer a igreja católica. Sempre tem uma descrente nos ritos, mas em algum momento ela vai ter que ter fé pra salvar alguém. São várias histórias que vão se encontrar. Taissa Farmiga vem do primeiro filme. Ela que junto com um padre conseguiu livrar as pessoas da freira no primeiro. Agora, ela começa a investigar com uma ajudante, Storm Reid. A ajudante é a descrente pra em algum momento ela provar que a fé católica é necessária.
Em paralelo mãe e filha vivem em um internato. A mãe (Anna Popplewell) é professora, a filha (Katelyn Rose Downey), a aluna. A menina é sensível como a freira, sente coisas. Trabalha no internato o personagem do Jonas Bloquet. Os três são muito carismáticos, as duas freiras também. Essa trama sensível faz nós torcermos pelos personagens.

Beijos,
Pedrita

sábado, 4 de novembro de 2023

Voleuses

Assisti Voleuses (2023) de Mélanie Laurent na Netflix. Eu adoro a Adéli Exarchopoulos, mas o resto do elenco também é excelente Mélanie Laurent, Manon Bresch e Isabelle Adjani.

É um filme sobre três mulheres ladras, lindas e talentosas. A amizade delas é contagiante.
Como todo filme de ação, lindíssimas locações.

E uma inusitada e linda cena de dança.
Me emocionei demais com a amizade delas!

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Helen

Assisti Helen (2020) de André Meirelles Collazo no Canal Brasil. O canal fez uma Mostra 60 anos de Marcélia Cartaxo, atriz que adoro, esse eu não tinha visto, nem sabia da existência. Que preciosidade! Encantada até agora!

Inspirado em uma história real, o filme mostra a linda relação da avó com a neta. Uma graça a Thalita Machado. Elas vivem com muitas dificuldades. A avó faz alguns serviços de limpeza e no fim do dia vende espetinhos e bebidas em frente de onde moram. São histórias difíceis, de muita luta, pouco dinheiro e vários imprevistos que precarizam ainda mais as suas vidas.
Elas vivem em um cortiço no Bixiga que é um personagem. Começa com Helen atravessando os labirintos até chegar onde mora com a avó. Escadas, curvas, inúmeras moradias. Tony Tornado interpreta um amigo das duas.

Os pais gostam da Helen, quem não gosta, mas quem cuida no dia a dia da menina é a avó. O pai é caminhoneiro, às vezes aparece, às vezes envia algum dinheiro. A mãe (Luiza Braga) trabalha em um salão de beleza e não mora com as duas. Quem assume todas as responsabilidades é a avó.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Paraíso

Assisti Paraíso (2023) de Boris Kunz na Netflix. Eu fui em categorias e ficção científica, escolhi esse incrível filme alemão. Tive muita dificuldade de ver, parei várias vezes, porque é desconcertante e infelizmente atual.

A ciência descobriu uma forma de fazer as pessoas a viver mais. Incrível o debate sobre quem merece ou não viver mais. Para que alguns escolhidos possam viver mais, outros precisam doar suas vidas. O laboratório passa então a comprar anos de vidas de pessoas pobres, refugiados, para pessoas que consideram mais importantes possam viver mais. O protagonista (Kostja Ullmann) é o funcionário modelo, com ótima capacidade de argumentação, ele é o que mais convence pessoas a vender anos de suas vidas. É tão hábil que é elogiado por convencer pessoas a doar mais anos de vida por mais dinheiro e fazer as pessoas acharem que fazem um bom negócio.
Ele e a esposa (Marlene Tanczik) se endividam seriamente porque o apartamento pega fogo. Pelo contrato, a esposa tem que doar 50 anos de vida pra pagar a dívida. Ele resolve então sequestrar a cientista (Iris Berben) pra dar as vidas de volta a esposa. O desfecho é bem impactante, como o filme, provoca muitos questionamentos porque nada sai como o esperado. Ódio gera ódio.

O filme acaba sendo muito atual já que as estatísticas mostram que pessoas com mais recursos vivem mais, porque podem ter alimentação de qualidade, tempo para exercícios físicos e atendimento médico no tempo certo e melhores condições de vida. No Brasil há o Sistema Público de Saúde, mas muitos morrem na espera pelo tratamento. Nos Estados Unidos tudo é pago e há americanos com dívidas impagáveis porque ficaram meses na UTI com Covid. Ou em países em guerra que cortaram energia de hospitais porque a vingança é mais importantes que a vida. Como no filme, o sistema decide quem pode ou não viver mais, quem vai ter direito ou não a recursos para viver mais.
Beijos,
Pedrita