quarta-feira, 29 de julho de 2026

Adorável Desgraçada

Assisti a peça Adorável Desgraçada de Leilah Assumpção no Teatro Commune. Eu tinha visto uma outra montagem desse espetáculo, com minha mãe, tem muitos anos e gostamos muito. Lembro pouco e lendo o texto vi que achamos triste, o mesmo aconteceu com esse. O projeto é do Teatro Brasileiro de Munique. Quem dirige é o detalhista Ricardo Eche, é um belo monólogo com a ótima Mey Füchter. Os dois são brasileiros, vivem em Munique e difundem a cultura brasileira na Europa. Esse texto já foi apresentado em alguns teatros por lá.

Guta é uma mulher amargurada e solitária. Ela é daquelas pessoas que se abandona de si para cuidar e olhar para os outros. Todos seguiram suas vidas e ela ficou solitária. Maribel era sua melhor amiga, pelo menos ela acha que era, mas Maribel sumiu anos sem dar notícias. Guta continua anualmente comprando um presente pra Maribel. Ela trabalha em uma loja de departamentos. A televisão quebrou, está sem dinheiro, emprestou para uma outra suposta amiga que não atende aos telefonemas. Guta se permite tão pouco que é incapaz até de tocar a campainha dos vizinhos para pedir para assistir junto com eles o capítulo da novela. É um texto muito triste! Infelizmente é muito fácil encontrar Gutas por aí.
Beijos,
Pedrita

6 comentários:

  1. É verdade, há muita gente assim no mundo. Porém, como diz o nome da peça, é gente adorável, que bem merece amor e amizade de reais.

    Beijo

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    1. marly, gente que é explorada e abandonada, muito triste.

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  2. Será que há gente assim?
    Não conheço.
    Nem teria amizade com gente assim.
    Mas é interessante a história.
    Beijo,

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  3. Excelente a reflexão sobre o que pensamos ser "impossível" mas existe (e muito) por aí.
    Muito atual esse tema e importante falar sobre "quem cuida de quem cuida" 😢

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