segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Nelson Freire

Assisti ao recital de Nelson Freire na Sala Cecília Meireles, na abertura da série Piano Solo. Eu sei, estive no Rio de Janeiro, mas foi uma visita relâmpago, cheguei e voltei, não deu pra falar com ninguém. Não dava tempo para rever os amigos, espero que compreendam. Eu nunca tinha entrado na Sala Cecília Meireles, é o primeiro recital que vejo lá, é muito bonita realmente e com excelente acústica. Bom, eu amo Nelson Freire, e claro que o recital foi magnífico. É daqueles artistas que temos que assistir uma única vez na vida ao menos. Nelson Freire acaba de ganhar o prêmio Gramophone e todos lá só falavam nisso. Nelson Freire tocou de Bach-Busoni, Nun kommt der Heiden Heiland BWV 659, nunca tinha ouvido essa obra e parece que é pouco tocada no Brasil. De Beethoven, a Sonata nº 31, op. 110, de Debussy, Children´s Corner e de Chopin, a Sonata nº 3, op. 58, essa última eu tenho o CD aqui. Foi um recital maravilhoso, fiquei emocionada.


Essa série traz sempre um jovem pianista abrindo o recital. Nesse do Nelson Freire, a abertura ficou com o Leonardo Hilsdorf, nossa, esse jovem pianista toca muito bem. É um rapaz promissor. Ele interpretou Grieg as Peças líricas op. 43 ns. 1 e 5 e de Liszt a Rapsódia Espanhola. Foi um belíssimo recital.


Beijos,


Pedrita

domingo, 21 de outubro de 2007

Os Produtores

Assisti Os Produtores (2005) de Susan Stroman na HBO Plus. Uma adaptação da peça teatral de Mel Brooks e Thomas Meehan. O 007 comentou que tinha gostado. Eu estava com receio porque não sou muito apaixonada por comédia e musicais, se soubesse que o texto era do Mel Brooks acho que não tinha relutado em ver. A produção é impecável. Somente o Matthew Broderick tem voz analasada, mas canta bem e é afinado. Todos os outros também cantam e dançam bem. Uma Thurman arrasa e o outro produtor é intepretado por Nathan Lane.


Dois produtores falidos resolvem produzir um fracasso, assim eles podem ficar com o dinheiro arrecadado para toda a temporada. Escolhem o pior roteiro, o pior diretor, só que tudo é um sucesso. Uma crítica típica de Mel Brooks ao público que gosta sempre do que é de mal gosto e ruim. Nem sempre é assim, mas que o público em geral é muito desinformado, isso é. Realmente há muitos momentos politicamente incorretos e apesar de uma comédia escrachada, há sutilezas típicas de Mel Brooks.

Os figurinos de William Ivey Long são muito bonitos e a edição ágil de Steven Weinsberg é muito boa. A direção de fotografia de John Bailey e Charles Minsky também é excelente. Estranhamente o cartaz do filme tem péssima qualidade de imagem.

Alguns outros do elenco são: Will Ferrell, Roger Bart, Gary Beach e Jason Antoon.

Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O Estranho

Assisti O Estranho (1946) de Orson Welles no Telecine Cult. Gostei muito do roteiro baseado em uma história de Victor Trivas. É uma trama bastante intrincada e bem complexa no início. Só com o tempo que vemos que libertaram um suspeito para ver se ele leva a quem a polícia realmente quer, um oficial nazista que teria se escondido no país. E é o que acontece.


Esse homem está disfarçado em uma pacata cidade como professor universitário. Para melhorar ainda o seu disfarce irá se casar com uma mulher filha de um importante cidadão. Orson Welles além de lindíssimo está maravilhoso.
A mulher é a bela Loretta Young. Ela nem percebe que está se casando com um homem perigoso e não acredita no que lhe contam. Alguns outros do elenco são: Edward G. Robinson, Philip Merivale e Richard Long.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A Dália Azul

Assisti A Dália Azul (1946) de George Marshall no Telecine Cult. Comecei a ver por um acaso. E a trama é bem interessante, o problema é o desenvolvimento dela. É baseado em quadrinhos do Raymond Chandler. Depois da guerra, o marido volta pra casa e descobre que sua mulher o está traindo. Ele sai de casa, meio sem rumo e por acaso do destino encontra a esposa do amante de sua mulher também sem rumo. Nesse meio tempo sua mulher é assassinada e ele passa a ser o principal suspeito.

A sua mulher é interpretada pela a bela Doris Dowling e o amante por Howard da Silva.



O marido é interpretado por Alan Ladd e a esposa traída por Verônica Lake. Esse filme poderia estar no Telecine Action porque não é nem um pouco cult de tão ruizinho que é. No final, a explicação é confusa, que eu fiquei na dúvida se tinha entendido direito. Depois cheguei a conclusão que sim e que o fato de eu achar que não tinha entendido é porque era tão tola a explicação, tão mal dirigida, que custei a acreditar naquela solução patética.




Beijos,Pedrita

domingo, 14 de outubro de 2007

Hotel Ruanda

Assisti Hotel Ruanda (2004) de Terry George no Telecine Premium. Uma co-produção entre Estados Unidos, Itália e África do Sul. Fala do massacre que os hutus fizeram com os tutsis em 1994. Os conflitos no continente africano são grandes e é difícil compreender. Mas esse fato histórico chocou já que hutus mataram mais de 800 mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças. Eu gostei e depois fui ler as críticas e eles comparam esse filme com outro que julgam mais realista. Espero que o Telecine consiga passar esse para eu comparar. De qualquer forma, Hotel Ruanda tem um formato mais comercial e como dizem os críticos, melodramático, que provavelmente atrairá mais público e é importante que todos conheçam uma parte de nossa história, vergonhosa história.


Hotel Ruanda é baseada na história de Paul Rusesabagina, hutu, casado com uma tutsi. Ele é gerente de um hotel estrangeiro de luxo. Eu gostei de mostrarem que ele no início queria manter o nível do hotel e se incomodava com os poucos que se abrigavam por lá, até que tudo muda, eles são abandonados à própria sorte e ele consegue com suas influências manter muitos tutsis no hotel, inclusive inúmeras crianças. Gostei de mostrarem que no início ele acreditava que teria ajuda, já que o hotel era internacional e ele tinha dado a vida por ele. Até ele ver que não era bem assim, afinal, na África não há petróleo e poucos estão interessados em seus conflitos. Paul Rusesabagina abrigou mais de 1200 pessoas no hotel.
Don Cheadle, simplesmente arrasa. Gostei muito também da atriz que faz a sua esposa,
Sophie Okonedo. Alguns outros do elenco são: Nick Nolte, Desmond Dube, Hakeem Kae-Kazim, Jean Reno e Tony Kgoroge.


Beijos,

Pedrita