domingo, 30 de dezembro de 2012

Estrela Brilhante

Assisti Estrela Brilhante (2009) de Jane Campion no Max. No canal está com  nome Brilho de uma Paixão, Estrela Brilhante é um nome do poema do John Keats (1795-1821). Estrela Brilhante conta um breve momento da vida do poeta, quando ele conheceu a sua amada Fanny Brawne. Eles eram vizinhos. Ele muito pobre, cheio de dívidas e ela uma moça com uma vida familiar pacata. No começo a família até cria uma certa resistência, já que ela não poderia se casar com ele, mas a força desse amor e cumplicidade faz a família aceitar o noivado.

Infelizmente ele fica tuberculoso, os amigos juntam dinheiro para ele ir se curar na Itália, mas ele não sobrevive lá e morre aos 25 anos. Como muitos artistas, John Keats não conseguiu viver dos seus poemas. Ela continuou amando-o, passou a andar sempre de preto e manter o anel de noivado. Li em uma biografia que ela casou 12 anos depois da morte de Keats. O amor de Fanny e Keats ficou conhecido pelas cartas que trocaram e pelos poemas de Keats. Estrela Brilhante é um filme delicado e bem realizado. Impecável a reconstituição de época, os figurinos, belíssimos lugares. Lindos os atores que fazem o casal: Abbie Cornish e  Ben Whishaw. Alguns outros do elenco são: Paul Schneider, Kerry Fox, Edie Martin, Thomas Brodie Sangster, Claudie Blakley e Antonia Campbell-Hughes. Estrela Brilhante é uma co-produção entre Austrália, Reino Unido e França. 

Retrato de John Keats por William Hilton

"Bright Star" - John Keats

"Bright star, would I were stedfast as thou art –
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors –
No – yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever-- or else swoon to death."

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Vídeo Show Retrô 2012

Assisti ao Vídeo Show Retrô 2012 na TV Globo. Eu gosto muito desse programa e do Vídeo Show Retrô, esses últimos não são os formatos preferidos, mas sempre gosto já que posso rever trechos das novelas e programas que marcaram em 2012. Na melhor declaração de amor pude rever a cena que Carlos (Gabriel Braga Nunes) se declara para Miriam (Letícia Persiles) da  bela novela Amor Eterno Amor.

Foi o ano de Avenida Brasil então a maioria dos cenários para entregar os troféus foram nos cenários do Divino. Apesar das duas empregadas de Avenida Brasil aparecerem bastante no programa, as empregadas premiadas foram as 3 atrizes que fizeram as Empreguetes da ótima Cheias de Charme. Apesar de Lado a Lado ainda ser uma novela no começo, os belíssimos figurinos da Isabel (Camila Pitanga) estavam concorrendo.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Contágio

Assisti Contágio (2011) de Steven Soderbergh na HBO. Não sei se vi o filme na hora certa, não estava afim de ver outro filme infantil, essa era outra opção, bom diretor, ótimo elenco, resolvi ver. É muito bom! Pesado, mas muito bom! Globalizado como os dias de hoje, Contágio mostra um vírus mortal chegando muito rapidamente em países muito distantes pela rapidez com que nos locomovemos hoje em dia.

O elenco é incrível, vários não se encontram já que o filme é realizado em vários países, ou mesmo algumas gravações eram feitas em estúdios e momentos diferentes. Como disse a apresentadora do filme antes de começar, alguns estão no filme só para morrer logo mais. Mal aparecem. Começa com a personagem da Gwyneth Paltrow voltando de Hong Kong, ela está tossindo, fala que é cansaço do fuso, e vai para Chicago. Lá ela e o filho morrem. O marido é interpretado pleo Matt Damon que fica de quarentena, mas é imune.

Contágio tem alguns furos, me incomodei demais que eles não usavam luvas além das máscaras. Mas é um bom filme, bem realizado e muito bem editado. Mostra a rapidez, tem um roteiro inteligente que vai costurando o caminho que o vírus fez. Fala de outras questões importantes, o poder de alguns países que determinam quem recebe primeiro a vacina, deixando países mais pobres para o final. Também fala do interesse de alguns laboratórios de faturarem milhões com remédios, mesmo que seja para colocar e pagar notícias mentirosas sobre uma possível cura. No elenco aparecem: Kate Winslet, Laurence Fishburne, Jude Law, Marion Cotillard, Tien You Chui, Anna Jacoby-Heron e Larry Clarke. Os cientistas conseguem chegar mais perto do país onde tudo começou, parece que é Hong Kong, mas o país faz o possível e o impossível para não ser acusado de quem iniciou a disseminação do vírus para que não tenha perdas econômicas. Contágio fala muito de poder e dinheiro. No final, o diretor mostra como tudo começou, algo que nenhum cientista, nem ninguém conseguiria descobrir. Genial!


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Por Toda Minha Vida

Ouvi o CD Por Toda Minha Vida (2009) de Ana Valéria Poles da Clássicos. É um belo CD, caprichado, já começa o cuidado pela bela capa, uma pintura, O Contrabaixo de Martins de Porangaba feito especialmente para o CD. Essa excelente contrabaixista interpreta obras incríveis como as 3 Peças para Contrabaixo de Pedro Cameron que o compositor escreveu especialmente para ela. Eu conheci o trabalho dessa ótima contrabaixista no recital do Centro de Música Brasileira que comentei aqui.

Há obras para contrabaixo e piano que a Ana Valéria Poles interpretou com outra ótima musicista, a Dana Radu. Elas interpretam a Sonatina de Ernst Mahle, A Chacona de Osvaldo Lacerda, Tyrolienne mit Variationnen de Josef Emanuel Storch, Notturno op. 35 de Franz Simandl e Concertpièce de Eduard Stein. A última obra dá o nome ao CD e é interpretada pela violinista Betina Stegmann e pela Ana Valéria Poles, essa obra é de Tom Jobim e Vinícius de Moraes com arranjo de Adail Fernandes. Os cuidados com o CD continuam, cada compositor tem um texto de músicos convidados, vários contrabaixistas. E musicalmente o CD é impecável! Bela obra! 

Um ótimo Natal!





Beijos,
Pedrita

domingo, 23 de dezembro de 2012

Perdoa-me por me traíres

Assisti Perdoa-me por me traíres (1980) de Braz Chediak no Canal Brasil. Foi na Sessão Interativa, nem tinha visto a chamada durante a semana. O canal escolhe um tema, três filmes, o público vota durante a semana e na sexta-feira eles exibem o vencedor. Agora a Sessão Interativa não é mais às 22h, é às 00h. Eram três filmes de Nelson Rodrigues e quando vi que o vencedor era esse e esse eu não tinha visto, fui assistir. É muito bom!

Adoro o texto do Nelson Rodrigues. Na produção estão os dois filhos de Nelson Rodrigues, Joffre Rodrigues e Nelson Rodrigues Filho. Como sempre as tramas são toda intrincadas. A música é do Chico Buarque, interpretada pela Gal Costa que eu tenho o LP aqui. A trilha sonora é assinada pelo Radamés Gnatalli e Roberto Gnatalli. Começa com a personagem da Lídia Brondi, interpretando uma menina de 16 anos. O elenco é incrível: Zaíra Zambeli, Ângela Leal e Henriette Morineau e Anselmo Vasconcelos em uma pequena participação.

Essa menina perdeu os pais, ela vive com o tio interpretado pelo Rubens Correia. Ele resolve contar a verdadeira história dos pais para a menina. Surge então o belíssimo casal Vera Fischer e Nuno Leal Maia, mais lindos que nunca, vivendo um amor possessivo.
Beijos,
Pedrita