segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Os Primos

Assisti Os Primos (1959) de Claude Chabrol no Arte 1. Eu adoro esse diretor, mas nunca tinha visto um filme bem antigo dele, só os mais recentes. Os diálogos são de Paul Gegaúff. Os Primos é bem indigesto. Um primo vai a Paris, o outro é um bon vivant. Os dois vão prestar concurso para Sourbonne.

Em vez do primo levar o outro para conhecer lindos lugares em Paris, ele leva em um muquifo, cheirando a muito cigarro, jogos e mulheres. A forma como o filme e os homens tratam as mulheres é insuportável. Elas são objetos nas mãos deles. Na época do sexo livre, elas se relacionam com vários homens, mas são maltratadas por isso. E não era porque eram mulheres desse época, afinal Virgínia Woolf e Simone de Beauvoir já tinha lançado vários livros e não eram submissas.

Uma engravida, o bon vivant e outro homem, dão dinheiro a mulher para ela resolver o problema e ainda a humilham dizendo que ela sai com vários homens. O mais estranho é que as mulheres do filme são submissas. O estudioso está apaixonado por uma moça, esses mesmos homens horrorosos convencem ela que o melhor é ficar com o bon vivant. O primo bon vivant é invejoso, quer tudo do estudioso.

O desfecho é muito dramático. Filme indigesto. Os Primos são interpretados por Gérard Blain e  Jean-Claude Brialy. Alguns outros do elenco são: Juliette Manyel, Claude Cerval, Françoise Vatel, Michèle Méritz, Guy Decomble, Geneviève Cluny e Stephane Audran.
Beijos,
Pedrita

domingo, 8 de janeiro de 2017

Ovono

Assisti a peça Ovono (2016) da Kompanhia Centro da Terra no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Texto e direção geral de Ricardo Karman. Para tudo!!!! Para tudo!!! Vocês sabem o quanto amo ficção científica. E uma peça de teatro? Não imaginam como estava ansiosa pra ver. Só consegui ir na reestreia.

Logo que começou fizeram reverências ao maravilhoso 2001 Uma Odisseia no Espaço do Kubrick e eu comecei a ter palpitações. Que emoção!!! Parecia que eu estava em um estúdio de cinema acompanhando as filmagens. 

Os atores estão dentro de uma bolha, quase tudo acontece ali. São várias tramas incríveis entrecortadas, mas a história central é que um osso gigante, que só aumenta, irá entrar em colisão e destruir a terra. 

Antes acompanhamos a criação do Ovono. Um cientista cria uma mente, é criança ainda, e está treinando-a com princípios e valores. Mas um militar quer que ele treine Ovono para os seus propósitos. O cientista mata o militar e Ovono vê. 

Quando a terra está para ser destruída só Ovono e uma criança podem ir até o osso destruí-lo com uma bomba atômica. A criança foi treinada em países terroristas para obedecer tudo. O texto é tudo cheio de questões subliminares, absolutamente incrível. Vai demorar para todo o impacto do espetáculo sair de dentro de mim. Não paro de pensar. 

É muito incrível ver que tudo aquilo passa na nossa frente. Em filmes de ficção científica, utilizam a tecnologia, fazem várias vezes para dar o resultado, editam para ficar impecável. E no teatro? Que loucura fazer a cada sessão toda aquela magia na nossa frente, toda a tecnologia ao vivo, animação, texto, efeitos. Nunca vi nada parecido. Maravilhoso!!!!

É muita, mas muita gente trabalhando para a mágica funcionar impecavelmente. Vou colocar todos os nomes aqui para não cometer o erro de esquecer algum que seja responsável por uma ferramenta importante para tudo funcionar:

Espetáculo: OVONO 
Texto e direção geral: Ricardo Karman
Direção de animação e vídeo: Amir Admoni 
Direção de projeto multimídia: Tito Sabatini
Elenco: Gustavo Vaz, Paula Arruda, Paula Spinelli, Fábio Herford, Bruno Ribeiro e César Brasil.
Participação/vídeos: Lulu Pavarin, Vivian Bertocco, Beatriz Bianco e Vivian Vineyard.
Assistência de direção: Bernardo Galegale
Figurino: José de Anchieta
Iluminação: Domingos Quintiliano
Cenografia: Ricardo Karman
Dramaturgista: Rui Condeixa Xavier
Projeto e consultoria de inflável: Otávio Donasci
Consultoria de imagem: Hugo Mendes e ​Damian Campos
Equipe de suporte de projeção: Angelo Bag, Damian Campos e Hugo Rodrigues
Trilha sonora: Raul Teixeira e Rodrigo Florentino
Operação de som: Rodrigo Florientino
Operação de luz e vídeo: Leonardo Patrevita
Animação: Amir Admoni e Fabrício Melo
Rigging / verme: Leonardo Cadaval
Animação verme: Diego Souza
Videorreportagem: César Brasil
Assistência de luz para montagem: Marcos Rogério Fávero e Vinícius Requena 
Adereços: Marcela Donato, Paulo Galvão, Josué Torres
Consultoria de visagismo: Duda Marcondes
Contrarregragem: César Brasil, Bruno Ribeiro e Moisés Saron Lopes
Costureira: Lande Figurinos
Confecção de inflável: Juanito Cusicanki
Fabricação da calota: Marcelo Carlos da Macplast
Coordenação de produção e produção executiva: Vivian Vineyard
Administração: Norma Lyds e Emerson Mostacco
Projeto gráfico: Keren Ora Karman
Fotografia: Leekyung Kim
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação 
Idealização: Kompanhia do Centro da Terra
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Patrocínio: Banco do Brasil
Copatrocínio: Sabesp
Só agora que vou ler as inúmeras críticas que saíram. O espetáculo Ovono fica em cartaz até 30 de janeiro. E os ingressos são baratinhos, R$ 20,00, menos que um cinema. Não deixem de ver, é muito, mas muito impressionante!
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Sniper Americano

Assisti Sniper Americano (2014) de Clint Eastwood na HBO On Demand. Faz tempo que via esse filme na pouca relação da HBO. Mas por ser de guerra, por ser um filme americano sobre a Guerra do Iraque, eu tinha ressalvas. Só vi mesmo porque admiro o Clint Eastwood. É um bom filme. Claro, é a visão americana sobre a Guerra do Iraque, mas o diretor foi cuidadoso e mostrou algumas semelhanças entre os seres humanos.

O filme é baseado na vida de Chris Kyle, a Lenda. Ele foi um dos soldados que mais matou no Iraque. Em geral ele fazia cobertura as tropas e matava as pessoas sozinho em locais isolados. Não ia a frente de combate. 

Há várias análises para se fazer do filme, é um importante objeto de estudo e de debates. Logo no início o filme reforça a premissa da violência em armas nos Estados Unidos. O pai do Chris era muito violento e ensinou logo o filho a saber atirar e a desejar a morte de sua presa. Assustador! Mas era outra geração. Assusta mais ainda, que mesmo após tudo o que o Chris Kyle passou na guerra, ele ensina igual ao pai o gosto de ver o sangue na presa ao seu filho pequeno. A questão das armas nos Estados Unidos, a paixão por ter armas em casa, brincar com armas, está presente o tempo todo no filme. Chris Kyle brincava com arma na mão em casa com a família, rindo, era uma brincadeira. Outra questão é como o filme mostra o olhar do americano que estava defendendo os Estados Unidos do terrorismo, sem fazer distinção de cidadãos comuns. O filme mostra os soldados americanos protegendo as tropas e não dizimando. Não mostra o lado negro de toda a guerra. E Chris Kyle é mostrado como justo o tempo todo, que tenho minhas dúvidas que tenha sido assim sempre. Há uns anos surgiram muitas denúncias de tortura que os americanos praticaram nos iraquianos, o filme finge que não teve nenhum abuso dos americanos.

Gostei da forma como o diretor mostrou o atirador iraquiano, como o Chris Kyle. Era um medalhista olímpico, o preparo físico ajudava em saltos entre telhados, agilidade, e ele tinha uma bela esposa e um bebê. Essa humanização do outro lado gostei. Continua um filme com o olhar americano, de um americano sobre a guerra, onde não foram mostradas as inúmeras torturas que muitos soldados americanos fizeram ao inimigo, só mostraram o contrário. 

Muito triste a forma como Chris Kyle foi morto. Eu tinha quase certeza que seria na hora da emboscada no final, que ele ia morrer em combate. Irônico ele ter voltado para casa e como forma de reabilitação ele tentava ajudar ex-soldados a se reequilibrarem. Ele mesmo tinha muita dificuldade de viver em paz com sua mulher e seus dois filhos. Achava que tinha que voltar a guerra. E ajudar os soldados que voltavam era uma forma de se sentir útil pelo país. E é um veterano de guerra que o mata. Muito triste.

No final mostraram a comoção no enterro do Chris Kyle, ruas lotadas. Foram inúmeros botons colocados no caixão de pessoas que ele salvou. Nas fotos do Chris Kyle dá pra ver o fascínio, que parecia até obsessão, por armas.


Bradley Cooper está incrível como Chris Kyle. A reconstrução da guerra é muito impressionante. Filme muito bem realizado, editado e dirigido. No elenco ainda estão: Cory Hardrict, Owain Yeoman, Joel Lambert, Tony Nevada, Sienna Miller, Kyle Gallner, Cole Konis, Ben Reed e Keir O´Donell.
Beijos,

Pedrita

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

CD Sinfonia Latina

Ouvi do CD Sinfonia Latina da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo sob regência de Abel Rocha. Eu gosto muito desse grupo musical, já fiz alguns posts de eventos que fui aqui. Esse CD pode ser ouvido também no Spotify. Esse CD foi gravado em comemoração aos 25 anos da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

É um belo repertório com obras de compositores que adoro como Villa-Lobos, Osvaldo Lacerda e João Guilherme Ripper. Há ainda a belíssima Adiós Noninõ de Piazzolla e composições de Wagner Tiso e Mário Ficarelli.

Segue a relação de todas as faixas:


1-mandu-çarará (fantasia De Wagner Tiso Sobre O Tema De Villa-lobos) - Heitor Villa- Lobos/wagner Tiso
2-fantasia De Wagner Tiso Sobre Choros N° 10 De Villa-lobos - Heitor Villa- Lobos/wagner Tiso
Suite Guanabara
Osvaldo Lacerda (1927-2011)
3- L - Dobrado
4- Ll- Modinha
5- Lll - Valsa
6- Lv- Invocação
7- V - Marcha De Rancho
8-adiós Noninõ - (astor Piazzolla (1921-1992) - José Carli L Arranjo)
Cervantinas
João Guilherme Ripper (1959)
Regina Elena Mesquita L Solista
9- L - Elegia A Don Quijote
10- Ll - Canción Sin Palavras A Dulcinea
11- Lll - Rondó A Sancho Panza
12- Sinfonia Para Instrumentos De Sopro N°1 - Mario Ficarelli (1935-2014)

No fim de 2016 a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo passou por maus bocados. Com corte de verbas para a cultura, cogitou-se encerrar as suas atividades. Muitos profissionais foram em defesa e o grupo ficou assegurado. Ainda bem, porque gosto muito da banda.



Beijos,
Pedrita

domingo, 1 de janeiro de 2017

Snoopy e Charlie Brown - Peanuts - O Filme


Assisti Snoopy e Charlie Brown - Peanuts - O Filme (2015) no TelecinePlay. A criação do desenho é de Charles M. Schuz (1922-2000). A direção é de Steve Martino. Eu sempre amei esse desenho e fiquei eufórica quando vi no Now esse filme. Adorei! É fofo, mas confesso que achei um pouco longo demais. E pena que no TelecinePlay é sempre dublado sem a possibilidade de mudar para legendado.
Não lembrava que nós não vemos os adultos nem entendemos o que eles falam. The Peanuts Movie, como é o nome oficial, é um compilado de boa parte das historinhas desse desenho.

Uma nova aluna chegou na escola. É a garotinha ruiva. Charlie Brown fica louco para conquistá-la. Esse é o tema central do filme. Para desenvolvê-lo, várias historinhas surgem.

Charlie Brown procura conselhos psicológicos com Lucy. Ela indica um livro de auto-ajuda com vários métodos para fazer sucesso e chamar a atenção da menina. Claro que tudo passa a ser um desastre.

Como sempre acontecia na animação, Snoopy é um sonhador. Ele sonha que é um aviador que tem que salvar uma linda cadelinha. Seu avião é sua casinha e ele conta com a ajuda de Woodstock.



Beijos,
Pedrita