Logo que começou achei que aproveitaria muito pouco porque não lembrava de Nora Ephron, nem de seus filmes, muito menos de seus livros. Realmente acho que nunca li nada dela, mas aos poucos vi que assisti alguns filmes baseados em seus roteiros. Que eu me lembre que vi com roteiros dela foram os fofos Sintonia de Amor e Mensagem para Você. Tanto que Meg Ryan e Tom Hanks falam de Nora Ephron. Meg Ryan lê ainda um trecho de seus textos, outros atores também. Outros filmes não sei se vi, não lembro.
Nora Ephron era filha de Henry e Phoebe Ephron, dois dramaturgos. Eles foram autores de roteiros de grandes filmes como Carrossel e Papai Pernilongo. O documentário conta que depois de um tempo eles se tornaram alcoólatras.
Fiquei surpresa em saber que Nora Ephron foi casada com o jornalista do caso Watergate, Carl Bernstein, pai do diretor desse documentário. Aos poucos o documentário foi desconstruindo a escritora. Ela gostava de falar de sua vida em seus livros que viravam filmes depois. Eu teria pavor de ser parente de uma pessoa que vivia expondo publicamente a vida das pessoas em livros e filmes. Ainda mais que muitos de seus filmes eram comédias, e colocava cenas de modo cômico. Difícil rir de sua própria história. É uma coragem vendo de fora, mas ser a pessoa retratada devia ser quase insuportável. Não sei se lidaria bem com isso. Carl Bernstein também falou de Nora Ephron, algumas de suas irmãs e ainda Meryl Streep, Steven Spielberg, Gay Talese, Myke Nichols, Bob Balaban e Reese Whiterspoon. Entre tantos outros. E trechos de entrevistas antigas com a própria Nora Ephron.
Nora Ephron morreu aos 71 anos de leucemia. Ironicamente não quis que ninguém soubesse de sua doença.
Beijos,
Pedrita




















