Assisti Jane Got a Gun (2015) de Gavin O´Connor no Max. No Brasil está equivocadamente como Em Busca da Justiça. Não tem absolutamente nada a ver. Adorei o filme porque é muito feminino. Impressionante a personagem da Natalie Portman. Gosto muito de filmes com mulheres fortes, guerreiras e corajosas. Começa com o marido dela sendo baleado, a filha pequena brinca fora de casa. Ele é interpretado por Noah Emmerich. Ele avisa que um homem está vindo.
Ela deixa a filha com uma conhecida e vai buscar alguém para ajudá-la. Ele é interpretado pelo Joel Edgerton. O filme aos poucos e bem aos poucos vai contando as duras histórias dessas pessoas. Gosto de filmes que mostram a dureza de viver nos Estados Unidos nesse período que só a bala salvava. Eram vidas duras, cheias de saques, mortes, cartazes de procurados e infelizmente muito estupros.
E Rodrigo Santoro faz uma participação.
Ewan McGregor interpreta o vilão, mas bandido é que não falta no filme. Eu adoro a maioria do elenco. Alguns outros do elenco são: Boyd Hoolbrock, Sam Quinn e Alex Manette. Lindinhas as meninas que fazem as filhas da protagonista.
Assisti o Hagen Quartet com o Zürcher Ballet (2012) de Heinz Spoerli no Arte 1. Enquanto o quarteto toca, o balé se apresenta. Que beleza!
O Hagen Quartet é formado por Lukas Hagen e Rainer Schmidt nos violinos, Veronika Hagen, na viola e Clemens Hagen no violoncelo. O quarteto toca no fosso e os músicos dançam no palco. Foram três obras para quartetos com três balés. O concerto foi gravado no famoso Festival de Salzburg.
As músicas eram lindas e de compositores que adoro. Leoš Janáček: String Quartet No. 2, “Intimate Letters” e Antonín Dvořák: String Quartet in F major, Op. 96, “American”. Dvořák está entre os meus compositores favoritos.
O grupo terminou com a Morte a Donzela de Schubert: Franz Schubert: String Quartet in D minor, D. 810, “Death and the Maiden”. Eu sou fascinada por essa obra e a coreografia era lindíssima. Me surpreendo sempre com a leveza dos bailarinos. parecem que flutuam, que nem fazem esforço para dançar, o que é só uma grande ilusão. Esse concerto que vi tem em DVD pra comprar.
Hoje a Lulu do blog Lulu on the Sky publicou uma entrevista que fez comigo. Nós somos amigas de blog há muitos anos. Muito obrigada Lulu pelo convite.
Assisti Theeb (2014) de Naji Abu Nowar no TelecinePlay. Faz tempo que vejo o pôster no Now. No Brasil traduziram como O Lobo no Deserto. Theeb é uma co-produção entre Emirados Árabes, Qatar, Jordânia e Inglaterra. É a história de Theeb. O menino está com o irmão em um acampamento, um oficial inglês aparece e pedem que o irmão leve o soldado pelo deserto da Arábia. Theeb é ambientado em 1916, na Primeira Guerra Mundial.
O menino não se conforma e segue o irmão. É muito angustiante. O filme mostra uma realidade muito diferente da nossa. Muito calor, pouca água, uma vida muito difícil. Nós que estamos acostumados a abrir as torneiras e ter água, se ter racionamento por alguns momentos ou horas, é difícil suportar ver pessoas andando horas no deserto até achar poços.
Theeb é um filme bem angustiante. Eu sofro muito com os camelos. No filme são muito necessários para atravessarem grandes distâncias, mas eu sofro demais com os animais. É um filme muito difícil de realizar. Estranhei muito ninguém fazer um único carinho nos animais. Uma graça o menino que interpreta Theeb, Jacir Eid Al Hwietat. O inglês por Jack Fox. E alguns outros por Hussein Salameh Al-Sweihiyeen e Hassan Mutlag Al-Maraiyeh.
Fui ao Concerto da OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo da Temporada 2017 na Sala São Paulo. Foram as últimas regências do estoniano Arvo Volmer. O repertório foi belíssimo!
crédito da foto: Alessandra Fratus
Inicialmente a OSESP tocou Trauermusik de Paul Hindemith. Conheço poucas obras desse compositor. Teve solo do canadense Peter Pas na viola. É uma Missa Fúnebre. Depois tocaram A Ascenção - Quatro Meditações Sinfônicas (1932-33) de Olivier Messiaen, que obra delicada, realmente pareciam meditações. Amei a Uirapuru (1917) de Villa-Lobos. Com muita percussão, fazendo muitos sons de florestas, muito mágico. A orquestra terminou com Debussy, O Mar (1903-05), compositor que adoro! Lindíssima também.
Assisti Jogo do Dinheiro (2016) de Jodie Foster na HBO On Demand. Não sabia da existência desse filme e péssimo o nome que colocaram no Brasil. O original é bem mais pertinente, Money Monster. Gostei demais. O roteiro é da história de Alan DiFiore e Jim Kouf.
George Clooney interpreta um apresentador de programa sobre investimentos, mas bem sensacionalista e cômico. Até que um atirador entra no estúdio e o faz refém. Fala muito desse mercado de investimentos, não sei se pessoas que conhecem bem o meio gostaram, se é relativamente próximo do real. Mas eu gostei demais.
George Clooney vem trabalhando em filmes questionadores e esse não é diferente. Jodie Foster também. E a diretora do programa sensacionalista é interpretada pela Julia Roberts. Os dois estão incríveis. O filme é tenso, muito bem editado. O rapaz que faz o sequestrador, Jack O´Connell, está incrível também.
O filme acaba falando de um único grupo que manipula milhões para ganhar individualmente muito dinheiro promovendo uma grande fraude. Mas acaba cutucando naquelas críticas à especulação pavorosa que os Estados Unidos fizeram gerando esse caos financeiro mundial e essa crise interminável. No início o personagem do George Clooney diz que antes as barras de ouro nos bancos mostravam que o seu dinheiro lá, que hoje tudo é virtual. Se pensarmos que em internet cabe tudo, um pouco de falta de escrúpulo de um já causa um desastre, imagine de muitos especuladores. E fala da globalização. Um que cria o sistema de apostas está em um país oriental, outro na Rússia, não há mais necessidade das pessoas trabalharem juntas, o que dificulta muito o seu rastreamento. Ainda no elenco estão Dominic West, Caitriona Balf, Christopher Denham, Giancarlo Esposito, Jake Choi, Lenny Venito, Emily Meade, Dennis Boutsikaris, Aaron Yoo e Makhaola Ndebele.
Além de falar do mercado financeiro fala de televisão, de programas sensacionalistas. O apresentador acha que é adorado, mas no meio do programa descobre que as pessoas não estão se importando muito com o que vai acontecer com ele que tem alto índice de rejeição. Dessa falta de noção que celebridades tem. De perder a noção do real.