terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

15:17 Trem Para Paris

Assisti 15:17 Trem Para Paris (2018) de Clint Eastwood na HBO on Demand. Eu tinha uma certa curiosidade de ver esse filme por ser dirigido pelo Clint Eastwood que escolhe trabalhar em filmes diferentes. O filme é protagonizado pelos próprios autores da história: Anthony Sadler, Alex Skarlatos e Spencer Stone. Três rapazes que conseguiram imobilizar um homem armado que iria matar centenas de pessoas em um trem. O filme passa muito rapidamente nesse momento no trem. Fala mais da vida desses três rapazes desde a infância.

Os três rapazes não são heróis, muito pelo contrário. O filme é muito americano. Os três cresceram em uma cidade pequena, conservadora, estudaram em colégios religiosos extremamente preconceituosos e sofreram muito preconceito, suas mães inclusive. Os dois brancos eram criados sozinhos pelas suas mães, o preconceito na escola e os rótulos que colocavam por serem criados sem o "correto", famílias com patriarcas, é assustador. Uma professora inclusive quer indicar remédios para os meninos, isso mesmo, ela não indica médicos para ajudar os meninos a lidar com suas questões, ela quer medicar diretamente e os rotulam. A escola inclusive diz que um deles tem que viver com o pai o que acaba acontecendo. O machismo é assustador. Se pensarmos que no Brasil a maioria das mulheres criam seus filhos sozinhas porque os pais, na grande maioria, dão no pé e vão fazer filhos com outras e sumir de novo também. E aqui também andam rotulando mulheres que criam seus filhos sozinhos, o que acontece assustadoramente pelo machismo. O obscurantismo religioso é igualmente assustador. A escola pressiona que as crianças não são criadas nos preceitos cristãos. O mesmo obscurantismo que vem se espalhando que nem uma praga no Brasil.

Uma graça os três meninos que interpretam os protagonistas: Bryce Gheisar, Paul-Mikéi Williams e William Jennings. A infância deles é americana demais, chega a incomodar. Eles amam brincar de armas. Aposto que a escola não ia achar estranho que eles amassem brincar de armas. O negro passa pelos preconceitos da raça. Um colega joga propositalmente a bola na cabeça do garoto que xinga, mas é o que xinga que tem que ir a diretoria receber reprimenda, não o que joga a bola na cabeça de propósito, ou o mais correto, os dois. Todos os detalhes que mostram, a violência na infância e o culto às armas estão ali, mostrando porque ficamos tão chocados com adolescentes e crianças que atiram em coleguinhas na escola como acontece infelizmente, muito mais do que deveria, nos Estados Unidos.
As mães são interpretadas por Judy Greer e Jenna Fisher. No final fica meio esquisito elas jovens ainda como eram quando tinham os filhos pequenos, por sorte passam mais rapidamente.

Beijos,
Pedrita

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Os Escritos Secretos

Assisti Os Escritos Secretos (2016) de Jim Sheridan no Max. É baseado no livro de Sebastian Barry. É um filme melodramático, cafona e sensacionalista sobre uma história de amor. Eu gravei faz tempo, passou no Max em novembro. Eu só fui até o final porque queria saber o segredo, mas o que eu imaginei no começo foi exatamente o que aconteceu. Previsível!

A protagonista é vítima de um padre obcecado por ela. O filme é bem machista mesmo mostrando os horrores que as mulheres passavam. Há furos demais. Ela era independente, só voltou pra cidade retrógrada quando a cidade que ela vivia é bombardeada. Mas assim que a tia resolve isolá-la em uma casa no campo, ela deveria ter partido e ido viver em outro lugar. A subserviência dela não condiz com a mulher moderna do começo.

O filme é exageradamente arrastado, larguei várias vezes, mas só voltei porque queria saber o desfecho. Um homem é chamado a um antigo manicômio que será desativado. Ele fica tocado com a história dessa mulher. E ele é péssimo investigador. Ele tem nomes, pode pesquisar sobre um ex-soldado que essa mulher diz ser casada. Enfim, mas ele fica ali só lendo o que ela escreveu e ouvindo a história dela. Bem mal feitinho. O elenco é incrível, um desperdício de bons atores. Ele é interpretado por Eric Bana, ela por Vanessa Redgrave, ela jovem por Rooney Mara. O padre por Theo James

O homem que ela diz ter amado é interpretado por Jack Reynor. Faz tempo que o Max vem exibindo filmes muito fraquinhos, a maioria americanos, daqueles que passam à margem. Esse é irlandês. O Max tenta pintá-los como filmes independentes, mas vários que comecei a ver são previsíveis,  melodramáticos, mal feitos, ruinzinhos mesmo. Faz tempo que não vejo filmes diversificados de vários países como adorava ver, filmes da Noruega, Croácia, Dinamarca, Cingapura. Ando bem chateada, era o meu canal preferido. Uma pena que os canais continuem cobrando o mesmo, mas não deem satisfação nenhuma por estarem apresentando filmes ruins como independentes e não diversificando mais os países. E ficam repetindo quase um ano todo sempre os mesmos. Deviam reduzir drasticamente o custo da HBO.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Um Lugar Silencioso

Assisti Um Lugar Silencioso (2018) de John Krasinski no TelecinePlay. Recentemente dois filmes do gênero fizeram muito furor, esse e Bird Box. Teve crítico que disse que não entendia a comoção com Bird Box, que bom mesmo era Um Lugar Silencioso. E foi com essa expectativa que vi esse filme. Na verdade os dois são medianos e muito parecidos. Eu que adoro esse gênero e vejo qualquer porcaria, não vi nada demais nesses dois. Acho que esses dois filmes foram superestimados.

Os dois trazem coisas que matam e estão promovendo o fim do mundo. Bird Box é algo que se você olha você se suicida. Então há suicídios em massa. E só sabe o que provoca a morte quem morre logo em seguida. Esse já se sabe o que é logo no começo. Uns monstros, como os de Bird Box, matam de outra forma, é só a forma de matar que muda. Em Um Lugar Silencioso eles atacam qualquer coisa que faça barulho. 

Então o filme começa em uma loja, uma família, em silêncio, pegando o que precisa. O garoto maior está doente e precisa de remédio. Diferente de Bird Box logo entendemos o que acontece. São bem feitas as cenas de tensão, como em geral são os bons filmes do gênero.

O que mais me incomodou é que em um determinado momento tudo  de errado acontece. O pai sai com o garoto, a filha se revolta e some e a mãe grávida fica sozinha. Eles tem a casa toda protegida, preparada para ser silenciosa, mas continuam forçando os fatos. A mãe resolve matar a saudade da velha casa nem um pouco protegida e é lá que começa a dar a luz e atrai os monstros. Ah, mas tinham que forçar mais ainda, uma água sabe-se da onde começa a invadir o quartinho protegido onde está o bebê e um monstro surge sei lá da onde. Como acontece nesses filmes começam uma sucessão de fatos tensos com bastante ação onde parece que eles nunca vão conseguir sobreviver. E um monte de engenhoca de segurança criada pela família começa a ser usada. Tem muita coisa que fica muito mal explicada como em Bird Box.

Igual a Bird Box há bastante criança pra tudo ficar pior. Pensa em uma criança tendo que fazer silêncio. Em Bird Box pena em crianças tentando não tirar a venda. Quanto menor a criança maior a tensão, então tem até bebê. Os dois filmes usaram bastante esse recurso de ter criança pra tudo ficar pior e nós mais sensibilizados. Outra escolha barata foi concentrar praticamente todo o filme no pequeno núcleo familiar. Esse então é só essa família. Para baratear também escolhem uma única atriz conhecida, mas em Bird Box saiu pela culatra porque a meninada que adora essa gênero, nunca tinha ouvido falar em Sandra Bullock. Nesse a atriz é mais conhecida do público jovem, Emily Blunt. O diretor aproveitou pra somar cachê e foi o protagonista. Adorei as crianças, lindas e talentosas: Millicent Simmonds e Noah Jupe.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Show de Fábio Brazza e Vulto Rivais

Fui ao Show de Fabio Brazza e Vulto nas Férias Musicais do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Primeiro Fabio Brazza apresentou-se com a banda. Depois Vulto Rivais fez uma participação e eles cantaram  algumas músicas como Pela Arte, por Amor. Gostei muito do show que foi gratuito.

Foto de Alex Takaki
Beijos,
Pedrita

domingo, 27 de janeiro de 2019

Libertem Angela Davis

Assisti ao documentário Libertem Angela Davis (2011) de Shola Lynch no Canal Curta!. Eu tenho visto muitas pessoas lendo livros da Angela Davis e fiquei curiosa. Angela Davis é uma americana, comunista, que foi acusada de participar de um sequestro e fuga de um preso. Sendo que o que ligava ela a esse fato foram as armas que ela tinha comprado e as declarações de amor ao preso político envolvido no caso. Sendo que ela não estava no local do crime. Por essas acusações pediam a pena de morte para ela.

Na época desses fatos a lei não era igual para todos o que gera muita revolta e injustiça. Acirrando mais ainda os confrontos. É um período onde não há liberdade de pensamento, de expressão, ainda mais para negros e mulheres negras. Dificilmente conseguiam o direito de serem julgados. Muitas vezes eram mortos sem serem presos. Angela Davis é uma intelectual que estudou nos Estados Unidos e Alemanha. É quando ela retorna que ela se envolve com grupos comunistas como o Pantera Negra.

Beijos,
Pedrita