terça-feira, 9 de julho de 2019

Joaquim

Assisti Joaquim (2017) de Marcelo Gomes na Sala de Cinema da TV Cultura. Fiquei muito feliz que a TV Cultura oficializou a exibição de filmes brasileiros às quartas-feiras, devia ser algo orgânico e diário, com curtas, documentários e filmes, mas já melhorou ter uma série semanal. E consegui ver esse filme tão elogiado e premiado. É livremente inspirado na vida de Tiradentes.

Em matérias o autor diz que pouco se sabe sobre esse inconfidente. Li que só existem dois documentos sobre Tiradentes: a certidão de batismo e um auto da inconfidência. Os filmes mais recentes sobre esse período da história são bem mais realistas. Os personagens são sujos, os lugares precários. O diretor comenta em uma matéria que as pessoas não tinham roupas pra trocar e os livros recentes que li falam exatamente isso, não tinha higiene, os tecidos demoravam pra chegar. Tiradentes tirava dentes, era o mais próximo que existia de um dentista e era um intendente. Ele sonhava em ser tenente, mas cargos mais altos, altas patentes, eram sempre para portugueses "genuínos". Os livros de história também contam que as mulheres portuguesas demoraram a vir ao Brasil, então os relacionamentos eram com os nativos do país e escravos.
Então o autor criou um romance de Tiradentes com a Preta. Eu descobri recentemente o trabalho dessa atriz portuguesa  maravilhosa, Isabél Zuaa. Julio Machado está incrível, que ator. O filme é impressionante! Mas gostei demais também do ator de Guiné que faz o escravo de Tiradentes, Welket Bunguê. Sim, é fato que Tiradentes tinha um escravo. Ainda no elenco Karay Rya Pua, Romulo Braga, Nuno Lopes e Diogo Doria.

Beijos,
Pedrita

domingo, 7 de julho de 2019

Oitava de Mahler - 20 anos da Sala São Paulo

Fui ao concerto em comemoração aos 20 anos da Sala São Paulo com a Oitava de Mahler. Que maravilha! Primeiro passaram um vídeo contanto a história do espaço, a construção, depois quando foi escolhida para ser a Sala São Paulo, a construção, a acústica. Depois o concerto com a Osesp - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, sob a regência de Marin Alsop.

Vários coros participaram dessa noite majestosa, o Coro da Osesp, o Coro Lírico do Theatro Municipal de São Paulo, o Coral Paulistano, Coro Acadêmico da Osesp e Coro Infantil da Osesp, vocês não imaginam como tinham crianças no coro, emocionante. Bom, a Oitava de Mahler é belíssima! Foi lindo demais! E a Sala São Paulo estava lotada e lotada de emoção.
Foi lindo o jogo de luzes que fizeram em vários momentos, esse azulado, lilás, laranja, vermelho, amarelo, lindo demais!

Os solistas eram Denise de Freitas, Gabriella Pace, Lina Mendes, Ludmilla Bauerfeldt, Luisa Francesconi, Paulo Mandarino, Paulo Szot e Sávio Sperandio. Serão várias comemorações dos 20 anos da Sala São Paulo.
O concerto está disponível no youtube, vou colocar o vídeo aqui.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Berenice Procura

Assisti Berenice Procura (2018) de Alan Fiterman no Canal Brasil. Tentei ver no cinema mas não consegui. Esse filme premiadíssimo é maravilhoso! É mesmo tudo o que disseram sobre ele. É baseado no livro de Luiz Alfredo Garcia-Roza que agora quero muito ler. Eu só li uma obra dele e comentei aqui.


Começa com o assassinato de uma mulher lindíssima na praia de Copacabana, uma criança que acha o corpo. O filme volta então 36 horas antes. 


Cláudia Abreu é uma taxista. Ela está com problema com o seu filho adolescente. Caio Manhente está impressionante, que ator ele se tornou. Eduardo Moscovis é o marido monstro. Ele é um repórter sensacionalista de TV. Ele não se conforma que a mulher passou a ser taxista, reclama que ela deixa a casa a desejar.


Outro núcleo é uma boate em Copacabana liderada pela personagem da Vera Holtz. Emílio Dantas é o irmão da mulher que foi morta e Brigitte de Búzios a mãe. Leonardo Brício faz o policial. Fábio Herford o passageiro costumaz da taxista. Carol Marra uma profissional da boate.

Beijos
Pedrita

quarta-feira, 3 de julho de 2019

DaTchau - Rumo à Estação Grande Avenida

Fui ver a peça DaTchau - Rumo à Estação Grande Avenida da Companhia do Feijão no Encontro Paulista de Teatro de Grupo na Refinaria Teatral. Eu sempre tinha ouvido elogios desse grupo e fiquei muito impactada com a peça. A direção e dramaturgia é do Pedro Pires. No elenco os atores Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa. A peça tem música ao vivo. Começa como uma fábula, um narrador diz o que vamos ver. Os personagens entram em um metrô e lá vão vivendo momentos do cotidiano, de opressão, dificuldade, utopia, convívio. Um pouco antes do final fiquei mexida demais. O grupo até canta um samba para alegrar, mas não consegui, acho que só fui me recuperando no dia seguinte.
A foto é de Cacá Bernardes

O Encontro Paulista de Teatro de Grupo trará duas peças a cada fim de semana em julho no sistema pague quanto puder. O público recebe um envelope antes da peça e entrega ao final com o que pode contribuir. O evento é do grupo Refinaria Teatral.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 2 de julho de 2019

Halloween

Assisti Halloween (2018) de David Gordon Green no TelecinePlay. Antes de estrear o filme já estava disponível no Now. Eu que adoro o gênero corri pra ver. Mas não é do estilo que gosto. Esse é daqueles que o vilão mata desenfreadamente, sempre pra ser mais surpreendente e diferente e ponto, mais nada.

O filme baseia-se no de 1978 com a própria Jamie Lee Curtis. 40 anos se passaram, ela continua obcecada pelo matador que está em uma prisão psiquiátrica. Ela vive prisioneira em sua própria casa. O que mais me incomoda nesse estilo de filme de terror é a falta de lógica, não precisa ter uma boa explicação, o importante é o assassino poder voltar a matar. Uma transferência de presos psiquiátricos mal sucedida faz o assassino voltar a matar. E óbvio que a transferência é no dia de Halloween.

Ninguém acredita na maluca, não atendem os telefones. Acho que o mais me incomodou é que a família é muito, mas muito chata. A mãe é insuportável. Fiquei pensando se o filme tem o patrocínio das indústrias de armas. Todas as crianças sabem atirar e a mãe tenta mostrar que é certo ensinar as crianças a atirar. A moral da história é exatamente essa, apesar da filha odiar a mãe, ela estava certa em ter ensinado a filha a se proteger desde criança. Inclusive a filha aos 12 anos é tirada pelo conselho tutelar da mãe pelas loucuras que a mãe fazia a filha passar. Mas a filha é uma chata e é interpretada por Judy Greer, o marido dela é um imbecil interpretado por Toby Russ. A melhorzinha da família, é a neta, mas é tapada também e interpretada por Andy Matichak. Não dá vontade de torcer por ninguém. 
Os personagens que eu mais tinha gostado eram os jornalistas investigativos. Meio babacas também, mas eles pelo menos investigavam, mas eles morrem logo no começo e de modo imbecil. Ela é interpretada por Rhian Rees e ele por Jefferson Hall.Com tanto filme hoje em dia sobre pessoas más, a ingenuidade dos personagens incomoda demais. É ridículo quando a mãe diz para os jornalistas que eles deveriam acreditar em bicho papão.  E o filme não fala de nada sobrenatural. É só um homem maluco que tem prazer em matar. Há muitos momentos ruins no filme. O mais estranho é que as críticas falam que é incrível, que foi genial manterem a mesma atriz na mesma personagem em obsessão por 40 anos. Que reverenciaram bem a série. Então imagino que quem gosta dos antigos pode ver porque poderá gostar. Acho que só eu não gostei e achei o filme muito ruim. O monstrengo é interpretado por dois atores James Jude Courtney e Nick Castle.


Beijos,
Pedrita