segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Os Buddenbrook

Terminei de ler Os Buddenbrook (1901) de Thomas Mann. Eu comprei esse livro em um sebo faz muito tempo. Thomas Mann está entre os meus autores preferidos. Recentemente reeditaram em uma edição bem bonita. Esse era do Círculo do Livro. Amo livros grandes, tenho vários a ler, mas eu alterno com outros não tão extensos pra me sentir menos improdutiva. Frase que é incluída nas manias de leitura.

O marcador de livros é com imã e tem uma sapatilha de ballet.

Obra Cena na Praia de Noordwijk de Max Liebermann

Os Buddenbrook foi escrito quando Thomas Mann tinha 23 anos, tem algumas características de seus livros posteriores, mas ainda é um pouco diferente. É uma saga e li que é inspirada na vida do autor. Nessa minha edição na capa fala da decadência, mas oficialmente não é isso. A família Buddenbrook era abastada e seguia as regras sociais da época e de pessoas da alta sociedade. Inclusive cometia aquilo que hoje é mais raro, mas ainda existe, pegam uma criança pra morar com eles e acham normal que a criança trabalhe para pagar casa e comida. A personagem Ida acaba servindo a família depois, sendo uma espécie de governanta. Fico imaginando a partir de quando passou a receber remuneração, já que o livro não fala nada. O autor fala que depois de um tempo ela vai embora. Mas a obra não menciona se em algum momento recebe alguma herança. Infelizmente algumas famílias ainda pegam crianças pra criar e tratam como empregadas depois. Por sorte as regras atuais de adoção mostram que é um filho. Mas ainda existem famílias que exploram filhos de empregados domésticos.

Obra Quatro Garotas de August Macke

Fiquei muito surpresa de encontrar um livro tão feminino, com um olhar tão feminino. Tony não quer casar com um pretendente mais velho imposto pela família. É um horror o que esse homem faz para exigir que ela case-se com ele. Ela acaba cedendo. O marido não permitia que ela fosse a cidade. Eu até pensei que fosse por ciúmes já que ela é mais nova que ele, mas depois descobrimos que era pra que ela não descobrisse a péssima situação econômica do marido que pagou inclusive pessoas para enganar a família dela dizendo que ele era um promissor comerciante, mas de fato estava muito, mas muito endividado. O pai dela é procurado pra tentar salvar financeiramente o genro e gostei que ele não só se recusa como leva a filha e a neta embora. Na lei dessa época e país, o pai pode levar a filha de volta caso o genro não tenha condições de sustentá-la e podem pedir o divórcio. Um tempo depois ela casa-se de novo e é mais um desastre. Ela achou que eles iam passear, viajar, mas ele larga ela na casa e sai diariamente com os amigos. Assim que ela vê ele bêbado se engraçando com a cozinheira, ela vê a oportunidade de se ver livre dessa união, mas ela faz pelo todo, usa o que a lei pra conseguir o divórcio. Triste que sua filha também faz um casamento desastroso.

Obra O Mandril de Franz Marc

Li em uma biografia na internet do Thomas Mann que o tio teria ficado muito bravo com a forma que foi retratado no livro. Mas o autor muda um pouco a configuração das pessoas. Para o tio ser se reconhecido o autor deve ter escrito mais próximo a realidade com ele. Ficando bravo acabou confirmando que foi daquele jeito mesmo.

Existem adaptações desse livro para filmes e séries. O primeiro filme na década de 20, a última série na década de 70. Tem um filme mais recente. Acho que não vi nenhum. Coloquei no vídeo um trailer de uma adaptação da obra.


Beijos,
Pedrita

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Divino Amor

Assisti Divino Amor (2019) de Gabriel Mascaro no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, perdi nos cinemas o que se tratando de cinema independente é mais que normal já que passam em um único bairro, em uma única sessão, em uma cidade tão grande como São Paulo. Tinha visto matérias elogiosas, amo a Dira Paes e o Júlio Machado. Coloquei pra gravar e vi sem problemas, o que é raro, porque a Claro Net não se entende com o novo sistema de gravação que dá mais erro que acerto.

Que filme desconcertante! Um bebê é o narrador. Estamos no futuro. A protagonista trabalha em um cartório, ela cuida dos pedidos de divórcio. Ela faz o possível e o impossível para tentar reconciliar os casais. Ela acredita que a fé é a solução e que está ajudando as pessoas coagindo-as a não se separarem.

Ela convida então os casais que aceitam repensar o casamento a ir no culto do Divino Amor. Lá os casais ajudam outros a se reconciliarem. Primeiro com rezas e leituras da Bíblia, depois com um ritual que aos poucos vamos conhecendo a fundo. O ritual faz o casal que quer se reconciliar ser cuidado pelo casal que convidou. "Quem ama divide" é o lema então os casais trocam de parceiros, mas o bebê avisa que a semente só é colocada na esposa, então eles destrocam no final.
A protagonista vai direto no drive thru falar com o pastor interpretado por outro excelente ator, Emilio de Mello. Ela não se conforma que deus não a escolheu pra ser mãe já que ela faz tanto o "bem". Ela já uniu mais de 11 casais, porque não engravida?

A forma como ela descobre que está grávida é muito assustador, na verdade quase tudo é assustador. Ela vai a uma loja e a loja acusa ela estar grávida pra todo mundo ver, podem imaginar? Ela vai fazer o teste e descobre que não é do marido, chega inclusive a fazer teste com vários que se relacionou no Divino Amor, mas não acha o pai. Se ela transou com mais de 11 homens, pode ser qualquer um. O filme não é histriônico, tudo é suave, com falas baixas, poucas palavras, e mesmo assim é dilacerante. Que filme desconfortável!
O elenco é muito grande, muitas participações, com atores incríveis: Teca Pereira, Mariana Nunes, Thiago Jusatino, Tuna Dwek, Thalita Carauta, Sandro Guerra e Arthur Canavarro. Agora que vi que o diretor Gabriel Mascaro faz o carteiro, fiquei curiosa, vou tentar rever pra achá-lo.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Shut Eye

Assisti a primeira temporada da série Shut Eye (2016) de Leslie Bohem na Fox Premium. É boa! A série fala de um grupo de estelionatários que utilizam o ilusionismo como ferramenta de ganhos.

O casal de protagonistas é interpretado por Jeffrey Donavan e Kadee Strickland. Ele utiliza vários métodos para enganar os clientes, tarô, trabalhos pra cobrar extra, venda de cristais. E ainda visita vários enganadores que fazem leitura em bola de cristal, ler mão, mente, e pega deles participação dos serviços.

Mas eles são subordinados a um grupo de ciganos riquíssimos, que igualmente fazem golpes e recebem parte do dinheiro recolhido pelo casal. A matriarca é interpretada pela maravilhosa Isabella Rossellini. Eles são muito violentos e assassinos. O filho é interpretado por Angus Sampson.

O protagonista leva um soco e começa a ter visões reais, mas não consegue interpretá-las. A série tem inúmeras camadas, inúmeros desdobramentos, é bem interessante.  O final da temporada inclusive surpreende. Há uma segunda temporada, li que cortaram a terceira que estava prevista.  Não sei se teria assunto para uma terceira, ou se ia desgastar. Tenho preferido séries mais enxutas, poucas tem fôlego para várias temporadas.  Alguns outros do elenco são: Susan Misner, Emmanuelle Chriqui, Leah Gibson, Dylan Schmid, David Zayas, Zak Santiago, Mel Harris, Layla Alizada e Havana Guppy.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Os Assassinatos de Amityville

Assisti Os Assassinatos de Amytiville (2018) de Daniel Farrands no TelecinePlay. Eu não sabia se tinha visto algum filme dessa série, há uma infinidade, como esse filme é recente, descobri que não. Devo ter visto algum, mas não lembro.

É inspirado em fatos reais, são os filmes do gênero que menos gosto, onde um rapaz matou a família toda e disse que foi porque ouviu vozes. Sim, pessoas com distúrbios mentais ouvem vozes da sua própria cabeça, mas o filme faz ser algo sobrenatural que fez o rapaz cometer esses assassinatos monstruosos em sua própria família. Eu sempre acho que parece mãe que prefere achar que foi algo sobrenatural que fez o filho praticar esses horrores do que aceitar que o filho tem problemas graves ou ser um psicopata. Então eu não compro muito o lado sobrenatural, então filme com pé realista não me convence. Prefiro de fantasminhas, quanto mais sobrenatural e  não realista, melhor pro meu gosto. 
Pra piorar o filme é bem malfeitinho e o elenco é bem sofrível: John Robinson, Chelsea Ricketts, Paul Ben-Victor, Diane Franklin e Laine Kasan. Não dá pra entender porque a filha vai a casa da avó e com uma explicação muito mal amarrada volta pra casa mesmo sabendo que iria ser morta e fica esperando o momento que o irmão a mata. Muito ruim. 

Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Leonardo Da Vinci - 500 Anos de um Gênio

Fui na exposição Leonardo Da Vinci - 500 Anos de um Gênio no MIS Experience. Em 2008 eu fui em São Paulo em uma exposição sobre Leonardo Da Vinci no Museu da Casa Brasileira, é sempre muito emocionante por vários aspectos!

Obra A Dama de Arminho (1489-1490) de Leonardo Da Vinci

Eu acho incríveis os desenhos. Na época de Da Vinci as artes e a ciência se misturavam. A exposição traz alguns projetos, algumas obras desses projetos feitas em várias épocas. Tem protótipos antigos, uns que foram feitos pra outras exposições e alguns bem recentes. Eu li muito e o 007 falou na hora que a exposição era praticamente virtual, não é. Eu não sou muito fã de exposição muito virtual, fui com muito pé atrás, mas não é verdade, são muitas salas com protótipos, mapas, uma pianola, máquinas, muito explicativos.

Obra Madame Benois (1452-1519) de Leonardo Da Vinci

E tem algumas obras de arte como essas da postagem e várias outras. A Monalisa que aparece em quase toda a divulgação da mostra não tem, bem como não tem a Santa Ceia.


Tem sim inúmeras réplicas maiores da Monalisa com os estudos que foram feitos da obra. Sobre a sobrancelha que sumiu, várias possibilidades. Bem interessante. A mostra fala ainda do peça Vitruvius e da Santa Ceia, que construíram uma porta embaixo, inacreditável!

Eu fiquei bastante chocada em saber que Leonardo Da Vinci foi contratado para fazer armas e fez vários equipamentos bélicos. Essa fato eu desconhecia completamente. Há várias obras lá mostrando essas armas, metralhadoras, canhões,  muito assustador. 

Ai, no final tem uma loja repleta de canecas, livros, bloquinhos, imãs, nossa, que tentação. Alguns com imagens das obras. A exposição está em um novo espaço do MIS, que chama agora MIS Experience, eu mesma achava que era no MIS da Jardim Europa. Por ter o mesmo nome gera uma certa confusão. O MIS Experience fica no terreno da Fundação Padre Anchieta, com saída independente. A exposição Leonardo Da Vinci - 500 Anos de um Gênio fica em cartaz até 1 de março. Anda lotando, acho que precisa comprar o ingresso com antecedência. Eu fui convidada por uma amiga que já tinha os ingressos.


Beijos,

Pedrita