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quarta-feira, 30 de julho de 2025

Ruptura - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de Ruptura (2022) de Dan Erickson na AppleTV+. Eu queria demais ver essa série, adoro projetos complexos, meio irreais. O gancho pra segunda temporada é impressionante e quero logo ir pra ela. Imagino a ansiedade quem teve que esperar a segunda.

Nós sabemos mais da história do Mark pelo ótimo Adam Scott. O elenco todo é incrível. No começo ele é o único que sabemos da vida dele fora da empresa. Ele conta em uma reunião que após a morte da esposa, ele aceitou fazer a ruptura e ir pra essa empresa. Na ruptura, eles nada sabem da vida deles fora. É no elevador que a mágica trágica acontece. Sempre que eles chegam no trabalho eles nada lembram da noite anterior. Eles só guardam o que acontece na empresa que é pra lá de surreal. Helly de Britt Lower é a última a integrar a equipe, ela aparece sem memória em uma sala e tenta fugir do trabalho várias vezes. Mostram inclusive ela gravando um vídeo que concordava com a ruptura, mas ela faz um inferno pra sair dali.
O trabalho é altamente imbecil. Eles precisam juntar números. Se fazem a tempo eles ganham presentes, comemorações, tão idiotas quanto o trabalho. Dylan de Zach Cherry ama os prêmios e suas guloseimas. Os líderes não fizeram a ruptura. É quase um guarda o personagem de Tramell Tillman.
A história de Burt e Irving emociona. E são os maravilhosos Christopher Walken e John Turturro. Burt é de outro departamento, cuida de obras de arte. Eles se conhecem por um acaso e Irving passa a fugir do seu departamento para visitar o amigo. As regras da empresa são insuportáveis. 
Há uma série de punições aos indisciplinados, tudo com cara de acolhimento, reflexão, mas tudo é pavoroso. Dichen Lachman realiza um deles que parece um consultório de psicólogo, mas é lavagem cerebral do mesmo jeito. Gostei muito que a série fala muito do setor corporativo, que robotiza as pessoas, que as aprisiona. Muito interessante o paralelo. A série causa furor e vem levando vários prêmios merecidamente.
Mark não sabe, mas ele vive um inferno do lado de fora. Seu melhor amigo e colega de trabalho Pitey de Yul Vasquez aparece. Ele tenta alertar Mark dos perigos da empresa, fala que tem pessoas do lado de fora que conseguem desfazer a ruptura.
Outra que faz um inferno na vida do Mark é a vizinha que ele não sabe que é a carrasca chefe dele na empresa. Patrícia Arquette está ótima. 
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Ruptura - 2ª Temporada

Assisti a 2ª Temporada de Ruptura (2025) de Dan Erickson na AppleTV+. É extremamente triste, me emocionei inúmeras vezes. Para desespero dos fãs que me incluo, não está confirmada a terceira temporada. Sim, pode não existir, fechou com algumas pontas soltas, mas nada que não possa já ter terminado. 

Três estavam prestes a acordar no externo e saber quem são por alguns minutos. O combinado era contar quando voltassem. O interno de Mark (Adam Scott) nós conhecemos mas ele descobre que a esposa está viva, mas como ele tem a ruptura nesse momento exato, o externo fica confuso. Helly (Britt Lowell) descobre que é a filha do criador daqueles horrores e que ela é horrorosa também. Irving vai atrás de Burt. Como punição só Mark não é demitido e ele faz um inferno para ter os colegas de volta.

Em um episódio eles acordam na neve, no meio de uma floresta. Milchik (Tramell Tillmann) está mais infernal que nunca. Eles tem desafios. Muitas empresas fazem dinâmicas em florestas, vários executivos já morreram nessas dinâmicas e a série faz exatamente como tem sido. Michick fala que eles estão seguros que tudo foi pensado, mas na verdade eles estão sendo cuidados por uma criança que é a gerente deles e pelo Milchick. Então qualquer contratempo não tem médico, ambulância, primeiros socorros. Inclusive Irving fica muito mal e vai para a floresta e dorme lá, podia ter morrido de hipotermia, mas ninguém dá falta dele.
É muito engraçado quando eles descobrem a criança dando ordens pra eles, e eles repetem o tempo todo: "mas ela é uma criança". E ela fica lá, à disposição, em horários enormes. Sarah Bock está ótima, com seu semblante sem emoção, com suas ordens absurdas.

A trama das cabras finalmente é desvendada. A personagem da Gwendoline Christie é fundamental para mudar o rumo da trágica história dos internos. Fica claro que o líder é mais maluco que pensávamos e tem a Lumon como uma seita com rituais de sacrifício.

Com a revolta da Cobel da incrível Patrícia Arquette, descobrimos o início da Lumon. Em um episódio ela segue para sua cidade natal que a Lumon destruiu. Lá a Lumon tinha uma indústria de éter e viciou seus habitantes. Um ex-amor de Cobel (James Le Gros) é o traficante de éter atualmente e lá só vivem idosos viciados. Inclusive é muito grande o número de atores com mais de 70 anos em papéis expressivos. Cobel foi buscar uns documentos na casa da pavorosa tia (Jane Alexander). São muito impactantes os confrontos das duas.
Nessa temporada os externos e internos estão em conflito entre eles, exceto Irving (John Turturro) que tem um desfecho triste conhecendo Burt (Christopher Walken) no externo. Mark está disposto a achar sua esposa. E ele tem um grande dissabor. Na neve ele e Helly se amam, até ele descobrir que era a Helena traiçoeiramente se passando por Helly. Ficamos na dúvida se Helly está fingindo porque ela não conta sobre sua externa. Até que ela diz que ficou com vergonha. Ela é digna diferente de sua pavorosa externa. O externo de Mark descobre que seu interno é feliz lá, que até ama uma mulher, tem amigos.
Dylan, do ótimo Zach Cherry, foi manipulado pela Lumon, que não se cansa de fazer as pessoas infelizes. Como a Lumon sabe que ele ama presentes, proporcionam momentos mágicos vendo a família do externo e sua esposa, da linda e talentosa Merritt Weaver. Os Dylans passam a se odiar e disputar o amor da esposa e é de cortar o coração.

O final é muito violento e impactante. E dá pra ter continuação que eu adoraria, mas também dá perfeitamente pra terminar. Que série! Entre as melhores séries que já vi na vida.
Ao final dos créditos tinham bastidores. Todos falavam do episódio que passara e com cuidado, sem dar dicas, muito bom.

Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Eu Vou te Encontrar

Assisti a série Eu Vou Te Encontrar (2026) de Harlan Coben´s na Netflix. Apesar dos muitos furos, eu gostei bastante. O streaming vem me mostrando outra baseada no texto desse autor que quero ver. Mas dá saudade de Agatha Christie que fazia que duvidássemos de todos sem ser incoerente.

A dupla é ótima. Desde Ruptura passei a amar a Britt Lower. Ele é Sam Worthington. Ele foi preso, acusado de matar o próprio filho. Ela é a cunhada. Anos depois dele estar preso e recusar visitas, recebe a dela que mostra uma foto de umas amigas e o filho dele ao fundo. O filho tinha uma mancha muito incomum de nascença e eles tem a certeza que é o filho dele. Bem conveniente uma mancha específica. São 5 anos depois, o filho mudou bastante. Ele consegue fugir do presídio com a ajuda de amigos policiais e passa a procurar o filho com a cunhada. Ela é uma grande jornalista que foi demitida.
Os personagens são ótimos. Gostei muito da dupla de policiais de Chic McBride e Logan Browning. Ele consegue perceber detalhes que passam despercebido e ela é ótima em tecnologia.
Um furo engraçado é da mãe da criança (Erin Richards). Ela casou novamente e está grávida. A dupla descobre que o atual marido mentiu pra esposa e torna-se um suspeito. Ele ligou para a esposa e disse que um ônibus tinha batido e muitos acidentados estavam indo para o hospital e precisava da colaboração de todos. Ela segue ao hospital, imagino a aflição que ela sentir, que ia encontrar uma infinidade de pessoas machucadas. Chegando lá ele avisa que foram enviados para outro hospital. Pra que ele fez isso? Porque queria se declarar pra médica. Nossa, muito romântico. Inventar um acidente, nossa, que homem bacana.
Eu comecei a desconfiar de tráfico de crianças já que uma equipe europeia acha incoerências em um orfanato. Mas é outra bobagem pra despistar. Sim, o orfanato era de uma americana que mandou buscar uma criança doente, pra matá-la e enterrá-la no lugar da que desapareceu. Fácil não? Arrumar vistos pra uma orfão para morrer nos Estados Unidos. Não era mais fácil desaparecer com uma criança americana? Enfim, a criança estava ali mesmo, na própria cidade que desapareceu. Bem furado. Sem falar em outras pistas falsas sem pé nem cabeça só pra confundir. Mas funciona, fiquei ligada, querendo ver, me diverti.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Globo de Ouro 2026

Assisti o Globo de Ouro na TNT. O canal exibia simultaneamente na HBOMax. Que emoção! O Agente Secreto, que vergonhosamente ainda não vi, ganhou Melhor Filme Estrangeiro.

E Wagner Moura ganhou Globo de Ouro de Melhor Ator de Drama. Vou por a foto com quem ele concorreu. Foi o primeiro brasileiro a ganhar nessa categoria.



Foi muito divertido que eles ganharam um santinho da sorte com a Fernanda Torres com o Globo de Ouro na mão.


Pecadores que gostei muito ganhei dois prêmios, Melhor Destaque em Bilheteria e Melhor Trilha Sonora, merecidíssima porque é belíssima. Tem na Spotify.

Também adoro olhar os vestidos no Tapete Vermelho e isso é possível pelo E! Kate Hudson estava com meu vestido preferido da noite, ela usou um Giorgi Armani.

Gosto que Golden Globes premia séries. As que mais amei não levaram prêmios esse ano, só no ano passado. White Lotus e Ruptura. Inclusive White Lotus está a caminho e dessa vez será em um hotel que fica em um castelo na França, ansiosa. Algumas séries e filmes que levaram prêmios estão a caminho. Estou assistindo.

E que venha o Oscar!!!



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Outros Jeitos de Usar a Boca de Rupi Kaur

Terminei de ler Outros Jeitos de Usar a Boca (2015) de Rupi Kaur da Planeta. Ganhei esse livro de poemas. O nome original é Milk and Honey. Confesso que achei estranho alguém me presentear com ele, mas fui ler sobre a autora e me surpreendi e depois com os seus poemas. Rupi Kaur nasceu na Índia, mas aos 5 anos foi para o Canadá.

Obra Papoulas de Helen Lucas

Rupi Kaur é feminista e me surpreendi com os poemas sobre relacionamento no Canadá, não tinha ideia que o machismo no país é muito parecido com o brasileiro. As ilustrações, também da autora, são simples e fortes. Na primeira parte, A Dor, Rupi Kaur fala sobre a invasão de corpos sem autorização. É o capítulo mais impactante a forma como ela fala de estupro, assédio. Com poucas palavras e com tanta força:

Trecho: "o estupro 
vai te rasgar 
ao meio

mas
não vai ser
o seu fim"

E os menos óbvios cheios de significados que muitas vezes só mulheres conseguem ler nas entrelinhas:

"quando minha mãe abre a boca
para conversar durante o jantar
meu pai enfia a palavra silêncio
nos seus lábios e diz que ela
nunca deve falar com a boca cheia
foi assim que as mulheres da minha família
aprenderam a viver de boca fechada"
Obra de Barbara Kruger

Depois vem o capítulo Do Amor onde a autora fala muito de submissão e da posse ao corpo da mulher. O que interessa é o corpo. É onde surge o poema que traz o nome do livro no Brasil:

"você fala demais
ele sussurra no meu ouvido
conheço jeitos melhores de usar essa boca"

Após o amor vem A Ruptura e por último A Cura quando a autora fala de auto-estima, de ser feliz consigo mesma de amar como é. Fala de temas muito do universo feminino como pelos, menstruação, padrões de beleza:

"você
é a sua própria
alma gêmea"

Outros Jeitos de Usar a Boca de Rupi Kaur esteve em primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times. Gostei muito da forma como a autora coloca as palavras, pela força de dizer o simples de forma tão direta. O livro que ganhei está na 14ª edição. 



Beijos,
Pedrita