terça-feira, 9 de julho de 2024

Corpolítica

Assisti Corpolítica (2022) de Pedro Henrique França no Canal Brasil. No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ o canal programou o documentário e eu gravei.

Desde que saíram as primeiras fotos da produção eu queria ver. Fiquei acompanhando pelas redes sociais as gravações, os processos. Demorei demais pra assistir. Marco Pigossi assina a produção com o diretor.

Foto Liz Dórea

O filme acompanha políticos e candidatos. É a eleição de 2020, todos precisam fazer campanhas de máscaras. É a Erika Hilton na foto. E o documentário termina após as apurações. Erika foi a mulher mais votada no Brasil. Acompanhamos os candidatos vendo as apurações, me emocionei muito. Também contou um pouco da vida de alguns. Erika foi expulsa de casa aos 15 anos. Sua mãe ficou muito, mas muito religiosa, e achou que era o certo. Ela claramente se arrepende, porque ela na época não se preocupou como a adolescente ia se virar que precisou ir às ruas. Muito triste que uma religião pregue tanto desamor e violência contra os seus, só porque são diferentes. Venho acompanhando a gestão da Erika na Câmara e volte e meia ela está defendendo pautas que acredito, muito orgulho de seu trabalho.

Há anos eu voto preferencialmente em mulheres. Um país com maioria feminina e negra, não pode continuar a ter políticos majoritariamente homens, brancos e héteros. O documentário pega um segmento mais específico, o LGBTQIAPN+. Enquanto não tivermos políticos diversos, vamos continuar engolindo pautas elitistas e excludentes. E tem pouco tempo que votamos, precisamos muito, mas muito mesmo, debater política. Admiro muito projetos que conversem sobre os temas. Na foto Andrea Bak que não foi eleita nessa eleição.
Mônica Benício é outra candidata que acompanham. Ela foi eleita. Indo tomar posse ela estava muito emocionada e chorei também. Ela contou que em 2020 Marielle Franco concorreria a eleição. Muito triste que uma parlamentar tão importante tenha sido morta por opiniões divergentes. Sobre como o brasileiro lida com as diferenças recomendo o filme O Nome da Morte que comentei aqui. Os projetos da Mônica eu acompanho pouco porque ela é do Rio de Janeiro.
Entre os já eleitos entrevistou Tammy Miranda, aquele que votou pela mudança das leis de aborto, que vulnerabilizam ainda mais crianças estupradas. Como a menina de 11 anos que na época dessa votação era levada pela família, já que é uma criança, de hospital em hospital, pra conseguir que a lei fosse respeitada e ela tivesse sua vida preservada, já que uma criança de 11 anos tem sérios riscos de não sobreviver a um parto, bem como a criança. Criança não é mãe e criança não pode gerar outra criança.
Jean Wyllys também participa. Ele acabou tendo que se exilar fora do país pelas ameaças de vida que recebeu. Erika Hilton anda com seguranças pelas inúmeras ameaças contra sua vida que recebe. Corpolítica é um documentário urgente e necessário e acaba de entrar na GloboPlay.

Beijos,

Pedrita

6 comentários:

  1. Sim, é preciso que o povo se faça representar - de forma concreta e realista - nas duas casas do congresso. Érica Hilton tem o meu respeito. E, para mim, Tammy Miranda tem sido uma decepção.

    Beijo

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    1. marly, são pouquíssimos políticos diversos. a maioria é homem, branco e hétero. tem que aumentar muito a representatividade. tb respeito demais o trabalho da érika hilton. sim, tammy é uma decepção e suas falas no documentário só reforçam isso.

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  2. Um documentário mais do que importante, é urgente e é necessário.
    Ninguém gosta de política, mas é importante saber o que está sendo feito (ou deixado de fazer), porque gostando ou não rege nosso dia a sua e interfere na vida dos cidadãos.
    Precisamos urgentemente de diversidade, empatia e inclusão.
    Fiquei emocionada com seu post ❤

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    1. luli, exato, politica está em tudo. odiamos reuniões em condomínio, mas são necessárias. com a política do país tb. e sem diversidade as pautas continuarão as mesmas. só pra brancos, homens e ricos.

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