terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Canções sem Palavras

Fui ao lançamento do CD Canções sem Palavras de Sonia Rubinsky na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. No evento ela interpretou algumas obras do belo CD. É um CD duplo com composições de Feliz Mendelssohn-Bartholdy lançado pela Algol Editora. No bis ela interpretou Villa-Lobos. Eu gosto muito dessa pianista que é radicada em Paris. Sempre que ela vem ao Brasil tento assistir as suas apresentações. A última apresentação foi com a OSUSP Orquestra Sinfônica da USP. Eu tenho também o CD Sonatas de Scarlatti, também da Algol Editora. Só não tenho a coleção inteira que ela gravou pela Naxos na França de Heitor Villa-Lobos que deu o Grammy Latino a ela.
Beijos,
Pedrita


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Riacho Doce

Assisti em DVD a minissérie Riacho Doce (1990) de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn. A direção é de Paulo Ubiratan. Minha mãe que me emprestou esse DVD, essa minissérie é baseada na obra de José Lins do Rego que não li, infelizmente. É uma bela minissérie, as cenas externas foram filmadas em Fernando de Noronha  e são belíssimas. A direção de fotografia é de Dante Leccioli. Os atores estão no seu auge de talento e beleza, Carlos Alberto Riccelli, Vera Fischer e Luíza Tomé. Na época que os atores interferiam menos em sua figura, menos intervenções estéticas, portanto muito mais bonitos e menos plastificados. Vera Fischer está deslumbrante com suas formas voluptuosas, com seus culotes e coxas naturais. Hoje exigiriam muita malhação e intervenções cirúrgicas de redução. Triste, a beleza de cada um é que é a mais bela. Suzy Rêgo também está lindíssima!

Recentemente começaram a discutir sobre a diminuição dos capítulos das minisséries, que tirariam enrolações. Eu não sentia isso, tinha visto histórias que tinham até muito mais a contar nos 5 ou 6 DVDs como Chiquinha Gonzaga, JK e Um Só Coração, minisséries que passaram pela história, tinham núcleos ficcionais que ajudavam a entender o contexto. Riacho Doce foi a primeira minissérie que entendi essa discussão. Eu acho que a arte não pode ter amarras demais. A TV Globo pode programar a grade de programação, o tema da minissérie é decidido muito antecipadamente e pode ter dois modelos, os mais longos e os mais curtos, dependendo da obra que vão adaptar ou criar. Em Riacho Doce muitas cenas são esticadas a exaustão. É uma bela minissérie, mas a trama fica arrastada em vários momentos. As cenas em Fernando de Noronha são deslumbrantes, aproveitam para esticar bem as imagens, mas em alguns momentos a trama fica bem cansativa.

Na minissérie um casal que morava na Suécia vai para Riacho Doce. Ela frágil é brasileira, no livro ela é sueca, o nome no livro também é outro. Carlos é interpretado pelo Herson Capri. A Vó Manuela é interpretada brilhantemente pela Fernanda Montenegro. Eu tenho dificuldade de embarcar na obra. Riacho Doce ainda não é das produções da TV Globo com tanta perfeição. Achava estranho que a primeira vez do casal é em cima de um morro, com o mar de paisagem, sendo que ela traía o marido e os pescadores poderiam estar no mar. Não conseguia entrar na cena e apreciar imaginando que alguém pudesse vê-los. Também há uma pequena quebra nas cenas em estúdio das externas, algo que hoje sentimos menos. Embora seja uma época que a moda não favoreça, os figurinos da Eduarda são belíssimos e são concebidos por Beth Filipeck.

O elenco é incrível:  Lú Mendonça, Beth Goulart, Nelson Xavier, Sebastião Vasconcelos, Osmar Prado, Ewerton de Castro, Roberto Frota, Suzy Rêgo,  Valéria Alencar, Adriana Canabrava, Ana Rosa, Pedro Vasconcelos, Joffre Soares, Rômulo Arantes, Chiquinho Brandão, Juliana Martins, Denise Milfont, Eduardo Felipe, Alethea Miranda, José Paulo Jr., Fábio Junqueira, Luís Maçãs e Fernando José.


Beijos,

Pedrita

domingo, 11 de dezembro de 2011

Drácula

Assisti Drácula (1931) de Tod Browning no Telecine Cult. Quando chegou o Halloween, o canal colocou na programação uma série de filmes famosos de monstros. Principalmente os primeiros, os mais antigos. Eu adoro esses filmes e esse Drácula eu não tinha visto. O mais antigo que tinha visto foi da década de 40 e já era colorido. Amei que esse é com o Bela Lugosi, ele é o Conde Drácula. Tinha assistido o filme Ed Wood, sobre o diretor que filmou com esse ator e queria muito conhecer a interpretação do Bela Lugosi nesses filmes de terror. Ele é absolutamente genial! Eu tinha visto ele no filme do Ed Wood, Glen ou Glenda?

Como esse Drácula é de 1931, as interpretações ainda são fortes e marcadas como nos filmes mudos. Nesse ele tem várias esposas na Transilvânia, mesmo que ele enlouqueça por uma mulher, ele atinge várias outras. Não é monogâmico como os mais recentes Dráculas, o que eu acho bem mais verídico já que ele era um sedutor e ávido por sangue. Não teria porque ele preferir homens se poderia sempre estar com lindas mulheres. A principal é interpretada por Helen Chandler. Edward Van Sloan interpreta Van Helsing. No elenco estão Dwight Frye, David Manners, Frances Dade e Herbert Bunston.

Beijos,
Pedrita


sábado, 10 de dezembro de 2011

Os Incompreendidos

Assisti Os Incompreendidos (1959) de François Truffaut no Telecine Cult. Queria muito ver esse filme, é uma obra de arte, mas muito triste. Li que é um pouco autobiográfico. Um menino é praticamente abandonado pelos pais e pela escola. Até que ele é disciplinado. Sozinho em casa ele acende o aquecedor, coloca a mesa para o jantar, ele leva o lixo no térreo. E na escola é levado como os outros, sem diferença, mas é tratado de forma diferente. A história do amigo dele não é diferente. O que os diferencia é a situação financeira. Nosso protagonista vive com os pais em um aperto financeiro, enquanto o amigo tem o dinheiro que quer. A mãe é viciada e o pai é ausente. Contrário dos dias de hoje, a família acha que é a polícia que tem que resolver a rebeldia dos filhos enviando as crianças para um reformatório. Hoje infelizmente alguns pais acham que é responsabilidade da escola. Não sei o que é pior. Talvez o pior seja uma família querer ter um filho sem saber educá-lo e amá-lo ou pelo menos estar empenhada em tentar.

Os Incompreendidos é sobre a infância abandonada a própria sorte. Professores e pais despreparados. Dolorosa a cena final, como outras cenas.  O belo menino é interpretado brilhantemente por Jean-Pierre Léaud.  Alguns outros do elenco são Claire Maurier, Albert Rémy, Guy Decomble, Georges Flamant e  Patrick Auffay. Os Incompreendidos ganhou Prêmio de Melhor Diretor para François Truffaut no Festival de Cannes.  Os Incompreendidos saiu na coleção da Folha Cine Europeu de DVDs nas bancas, é possível comprar no site da Folha por R$ 15,90 e algumas bancas ainda tem para comprar pelo mesmo preço.

Beijos,
Pedrita


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Através de Mira Schendel

Fui na exposição Através de Mira Schendel na Caixa Cultural Sé. Há duas exposições dessa artista plástica em São Paulo. Essa tem o foco no público infanto-juvenil, já que Mira Schendel brincava muito com as letras e tem várias obras com letras, ela produziu mais de 2 mil obras só de monotipia. Ela brincava muito também com a máquina de escrever e há várias máquinas na exposição para as crianças experimentarem, já soube que algumas nem sabiam da existência dessas máquinas e ficam fascinadas. A concepção e curadoria são de Renata Sant´Anna e Valquíria Prates. O projeto expográfico é de Augusto Citrângulo. Essa foto de Mira Schendel do cartaz é de João Xavier.

Essas obras estão expostas na mostra. A de balões e letras é da série Cálculos e foi criada em 1960. A outra só vendo mesmo na exposição para compreender são letras da máquina de escrever, essa é da série Datiloscritos de 1974. Mira Schendel nasceu na Suíça, em Zurique em 1919, depois radicou-se no Brasil.

Essa obra é de 1953. Essa exposição é do projeto Arte à Primeira Vista promovido pela Caixa Cultural, fica em cartaz até 26 de fevereiro e é gratuita..




Esse matéria do vídeo não é dessa exposição, mas conta bem como a Mira Schendel trabalhava.

Beijos,
Pedrita