quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bate Papo com Cristina Pinho

Assisti ao programa Bate Papo com Cristina Pinho na Just TV com Esther Góes e Ariel Borghi. Eles falaram da peça A Coleção de Harold Pinter que comentei aqui. Faz pouco tempo que comecei a ver mais programas de televisão pelo computador. Talvez por falta de hábito, talvez porque antes a minha tecnologia não era tão confortável, atualizei recentemente a minha banda larga o que ficou bem mais gostoso ver televisão pela internet. E também os programas se adaptaram mais. Esse eu vi ao vivo, vi trechos de outros sem ser ao vivo, volte e meia vou lá ver alguma entrevista que me interessa.

Eu gosto muito de ver matérias sobre o que vi, em geral depois que vi, detesto ver antes pra estragar surpresas, ou me direcionar para o que vou ver. Mas depois eu fico sempre procurando matérias para saber como foi feito, as escolhas. Esther Góes contou como foi a escolha dos atores, que alguns foram trazidos de suas relações, de trabalhos anteriores, mas outros pela busca. Ela disse que o que todos têm em comum nesse trabalho é a paixão pelo o que estão fazendo, todos estão na mesma sintonia de entrega, de fazer a cada noite um espetáculo especial. O Bate Papo com a Cristina Pinho vai ao ar ao vivo no Just TV todas as segundas-feiras às 18h, mas depois da página do programa é possível assistir entrevistas anteriores, ou na página do Just TV no youtube.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 22 de maio de 2012

Não Se Pode Viver Sem Amor

Assisti Não Se Pode Viver Sem Amor (2010) de Jorge Durán no Canal Brasil. Eu sempre quis ver esse filme, desde que estreou nos cinemas, gostei muito, é poético, triste e instigante. Entre realidade, fantasia e imaginação, os personagens aparecem e se encontram. A fotografia é linda, o elenco incrível, um filme inspirador. Não ficamos sabendo se é imaginação do garoto, se são delírios do roteiro, só sabemos que aquelas pessoas estão desesperançosas, solitárias, mas também não sabemos se a realidade é mais feliz quando vemos o final.

Não Se Pode Viver Sem Amor começa com a Simone Spoladore e um garoto. Eles interpretam mãe e filho e ele pede para conhecer o pai. Eles moram no interior e viajam para o Rio de Janeiro. Ela passa o filme procurando o pai do menino, ele sempre passou por onde eles vão mas não está mais lá. O menino é uma graça, interpretado pelo Victor Navega Motta.  No Rio de Janeiro, Cauã Reymond está na miséria, não consegue trabalho, nem consegue convencer a moça que ama de viver com ele, ela é interpretada pela Fabiula Nascimento. Ângelo Antônio interpreta um professor que recebeu uma proposta para morar e trabalhar em outro país, mas sua namorada interpretada pela Maria Ribeiro não quer ir. Seu pai é um taxista intepretado pelo Rogério Fróes.  Babu Santana interpreta um homem que vende milho verde em uma praça e ajuda um amigo ex-presidiário interpretado pelo Roney Villela.

Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os Malavoglia

Terminei de ler Os Malavoglia (1881) de Giovanni Verga. Comprei esse livro da coleção Clássicos da Abril Coleções que vendiam em bancas. Esse livro seria do Ciclo dos Vencidos (I Vinti) que teve só mais um volume inacabado posteriormente. Essa obra naturalista é trágica, sem saídas, uma cidade que vive miseravelmente da pesca e parece que a miséria não acaba. Os mais afortunados são ajudados por outros a tirar mais ainda dos mais pobres, mas nem por isso conseguem ter uma vida melhor, sem outros abusos. Parece que todos só prejudicam os outros. No começo até é engraçado com as excessivas fofocas da vida alheia, todo mundo fala de todo mundo, parece que realmente ninguém tem mais o que fazer.

Obra Il Riposo (1887) de Giovanni Fattori

O autor usa várias frases feitas, interessante como no século XIX já existiam várias frases que hoje ainda usamos.

Há um filme sobre esse livro que quero ver.



Obra L´alzaia (1864) de Telemaco Signorini

Trechos de  Os Malavoglia de Giovanni Verga:

“Em outros tempos os Malavoglia tinham sido numerosos como as pedras da estrada velha de Trezza; e deles havia até em Ognina, e em Aci Castello, todos boa e brava gente do mar, bem ao contrário do que parecia pela alcunha, como sói acontecer.”

“- Uma boa bisca a Mangiacarrubbe – continuava -, uma descarada que fez a aldeia inteira passar pela sua janela. “Mulher que vive à janela não merece trela”, e o Vanni Pizzuto levava-lhe de presente figos-da-índia roubador do feito Filippo, o hortelão, e os comiam juntos no vinhedo, debaixo da amendoeira, que ela os tinha visto com seus próprios olhos.”

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 15 de maio de 2012

3 Macacos

Assisti 3 Macacos (2008) de Nuri Bilge Ceylan no Telecine Cult. Eu peguei o nome do filme pelo controle remoto e vim pesquisar, decidi assistir. Esse filme turco é contundente. Começa com um atropelamento. Um homem dirige cansado, atropela uma pessoa, depois se esconde, mas um carro anota a chapa. Ele pede então que um funcionário seu fique com a chave e o carro e assuma o atropelamento no lugar dele. Ele é um político que está em fase de candidatura e não poderia ter esse escândalo. Fico me perguntando o que pode fazer um homem assumir no lugar do outro.Estranhei o quanto esse roteiro pareceu brasileiro.

Enquanto esse homem cumpre na prisão o que não cometeu, sua família se esfacela. Ele acha que seu filho irá prestar vestibular, mas ele não faz nada, só se envolve em encrencas. Sua mulher trabalha em uma cozinha e tenta arrumar um trabalho para o filho. O esfacelamento dessa família só aumenta. Yavuz Bilgon interpreta o homem que vai preso, o político é interpretado por Ercan Kesal. A bela esposa por Hatice Aslan e o filho por Ahmet Rifat Sungar. É belíssima a fotografia em tons sépia, o estilo demorado, a câmera parada. 3 Macacos ganhou Prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes.

Beijos,
Pedrita

domingo, 13 de maio de 2012

Slavianski Bazaar

Assisti a peça Slavianski Bazaar de Beto Bellini no Espaço Satyros Um.Gostei demais, fui na noite de estreia que estava muito badalada. Beto Bellini dirige e escreve o texto crítico, ácido e forte. O espetáculo fala do universo do teatro e da televisão, com muita metalinguagem. Fiquei impactada. Há um triângulo amoroso formado por Gisa Guttervil, Camilla Camargo e Daniel Morozetti. Gisa Guttervil interpreta uma divertida atriz consagrada de televisão que seduz o rapaz com a promessa de sucesso financeiro e de visibilidade na televisão. Ele larga então a namorada, uma jovem atriz de teatro, que está grávida.

Como o texto brinca com o teatro dentro do teatro, há dois diretores que discutem as cenas interpretados por Heitor Saraiva e Ruy Andrade. E há a clown, eu adoro clowns, adorei quando descobri uma peça com clowns. Joana Pegorari está ótima como a clown que interfere nas cenas. 

Há um anjo com textos impactantes truncando cenas interpretada pela linda e talentosa Maria Carolina Mosele. E a participação especial de Ednor Messias. O elenco continua com ótimos atores: Danilo Amaral, Lilian Prado, Mateus Simões e Raquel Rosarouge. Slavianski Bazaar foi um bar na Rússia que reunia intelectuais para discutir a arte, o autor quis fazer um paralelo com a Praça Roosevelt onde está inserido o Espaço dos Satyros.


A produtora é a Faz Centro de Criação, a mesma que produziu a ótima peça Quarto 77 que comentei aqui. Os belos figurinos são assinados por Walério Araújo. Essas lindas fotos são de Demian Golovaty. Slavianski Bazaar fica em cartaz até o dia 31 de junho.



Beijos,

Pedrita