quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ritual

Assisti Ritual (2011) de Mikael Hafström na HBO. Eu gosto desse gênero de filme, tem o Anthony Hopkins e a Alice Braga no elenco, resolvi ver. É um bom filme, funciona, mas não chega a ser incrível, até se arrasta um pouco. O roteiro de Matt Baglio é bom e gostei bastante dos questionamentos iniciais. Nosso protagonista é filho de um preparador de mortos. Seu pai prepara os mortos em casa, nos Estados Unidos, e o garoto, desde criança convive com os mortos. O destino do rapaz será o mesmo. Por ser de uma família sem recursos, sem possibilidade de cursar uma faculdade pelo custo, ele resolve ser seminarista para poder estudar e ter um destino diferente. Ele também decide que sairá do seminário antes de concluir os votos.

Quando ele decide abandonar o seminário, um padre sugere que ele antes faça um curso de exorcismo em Roma e se mesmo assim depois desistir, que o padre não interferirá mais. O que mais me incomodou é que como não tenho filosofia católica, o filme tenta levar a sério o exorcismo, parece que o autor Matt Baglio acredita realmente em exorcismos e o filme fala que perder a fé é estar aberto ao mal que eu acho uma visão preconceituosa e intolerante. Ritual é bastante maniqueísta. E também me incomodei bastante com o preconceito aos gatos no filme, que eles só gostavam dos possuídos, porque são do mal, isso me irritou profundamente. Os sapinhos também sofrem do mesmo preconceito. Ritual é assistível. O rapaz é interpretado por um jovem ator irlandês, Colin O´Donoghue e ele se sai muito bem. Agora que vi que o Rutger Hauer estava no elenco, ele faz o pai do rapaz.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Amor Eterno Amor

Assisti Amor Eterno Amor (2012) de Elizabeth Jhin na TV Globo. Eu gostei demais dos primeiros capítulos, aí exageraram nos fantasminhas e como não tenho a filosofia espírita, vi bem pouco, praticamente abandonei. Quando começou a ser bem mais próximo dos filmes de fantasminhas que gosto, aí quis ver, gostei muito da ideia de ter em um passado uma trama meio capa e espada. E como ficava mais inverosímel, aí voltei a gostar.

Logo no começo achei que a Elisa poderia mesmo ser uma fantasminha e que poderia ter encarnado na Miriam, ou que a Miriam poderia ser adotada. Mas quando a Elisa realmente apareceu achei que tinha me enganado. Adorei vários casais da trama. Adoro o Gabriel Braga Nunes, tinha amado a Letícia Persiles na minissérie Capitu, gosto dessas novas mocinhas, decididas, uma exímia jornalista, uma mulher corajosa. 

E gostei muito de vários casais da novela, gosto dessa modernidade nos casais, mais realistas, e as novelas da seis tem inovado muito no formato dos casais e de todas as idades. Adoro a atriz Daniela Fontan, já tinha adorado o trabalho dela na novela Eterna Magia. E ela estava incrível em Amor Eterno Amor, ela fazia um par romântico muito atrapalhado com o Pedro Fonseca, personagem do André Gonçalves. Adorava os figurinos coloridos dela, o amor dela por Copacabana. Também achei lindo o casamento dos personagens dos Nica Bonfim e Tony Tornado
Adorava o casal dos personagens do Felipe Camargo e da Carolina Kasting. Ele médico, ela psicóloga, os dois com filhos, e no final fizeram uma homenagem ao filme Os Meus, Os Seus, Os Nossos. E as histórias dos filhos e avós dos filhos também foi muito bonita. Outro casal que gostava muito eram dos personagens da Carol Castro e do Erom Cordeiro. Gosto dessa ideia atual da TV Globo de trazer atores do teatro para compor personagens, além de mudar mais e reciclar mais, dá um frescor e ritmo diferente as tramas. Então nos núcleos encontramos ótimos atores não tão conhecidos da televisão: Denise Weinberg arrasou como Angélica, Chico Expedito como Laudelino, Otávio Martins como Gil. E outros que vem fazendo sucesso nos cinemas, Sandra Corveloni como Solange, Flávio Bauraqui como Hamilton e Hermylla Guedes como Marlene.


Adorei a trama da Jáqui, Suzy Rêgo, e da Valdirene, Rosane Gofman. No começo a personagem da Jáqui era bem chata, mas a reviravolta foi muito bonita. Estimulada por sua auxiliar, ela acaba se tornando uma empresária, ainda somada a ajuda da filha, Adelaide de Castro, na administração. Uma trama de três mulheres fortes. A Valdirene inclusive tinha uma trama muito forte, já que sua nora não queria que a neta tivesse contato com a avó por ser uma má influência, já que a avó trabalhava como doméstica. Jáqui também teve uma trama afetiva engraçado do meio para o final. Engraçado o quarteto amoroso. Giulia Gam namorava o editor da revista interpretado por Murilo Grossi, era a melhor amiga do Gil que era irmão da Jáqui. O elenco jovem também era muito bonito e talentoso, Mariana Ruy Barbosa, Mariana Molina, Miguel Rômulo, Olivia Torres e Jéssika Alves. Linconl Tornado em papel cômico estava muito, nesse núcleo estava também o Nuno Leal Maia e a Camilla Amado. Outro casal cômico era dos atores Raphael Viana, Josué, e Andréa Horta, Valéria. As crianças eram interpretadas por Klara Castanho, Julia Gomes, Rafael Gevú, Caio Manhente, Luiza Gonzales e Luis Augusto Formal.


Os vilões da trama estavam muito bem. Cássia Kiss arrasou, seus figurinos eram maravilhosos e gostei muito da troca de perucas, tinham muito a ver com a personagem. E gostava da inteligência da vilã. Adoro o Luís Melo, gostei que ele meio que se redime no final, mas ele não consegue o amor dos outros, nem se integrar aos grupos, foi uma mudança interna que não gerou frutos sociais, gostei de não ficar bonzinho e todos se compadecerem. Essa realidade da trama foi algo que gostei muito. Carmo Della Vechia também estava muito bem como o  perturbado Fernando. Osmar Prado arrasou também como o oportunista Virgílio. Outros grandes atores da trama foram: Rosi Campos, Ana Lúcia Torre, Pedro Paulo Rangel, Reginaldo Faria, Othon Bastos, Carlos Vereza e Suely Franco. Alguns outros atores que gosto que estavam na trama foram: Laila Zaid, Maria Clara Matos, Gilberto Torres, Lucci Ferreira, Vera Mancini e Mayana Neiva. A trilha sonora também era muito bonita com a belíssima Ainda Bem interpretada pela Marisa Monte

Gostei da novela abordar o desaparecimento de crianças, falar da importância da carteira de identidade desde criança e de mostrar fotos de crianças desaparecidas ao final da novela pela FIA. Duas crianças foram localizadas durante a novela.

Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de setembro de 2012

Bons Costumes

Assisti Bons Costumes (2008) de Stephan Elliot na HBO Plus. Fazia tempo que eu via esse filme na programação, vi que é um filme de época que gosto, mas nunca dava para assistir. Finalmente consegui! É um bom filme, não incrível, mas bom. Tratam como comédia, mas confesso que não ri muito. Bons Costumes é baseado na peça do inglês Noel Coward de 1925. O diretor do filme é australiano e Bons Costumes é uma co-produção entre Reino Unido e Canadá.

 Uma exímia corredora de carros americana se apaixona por um playboy inglês. Eles se casam e vão para a casa da família dele onde pela tradição inglesa ele deveria morar. Bons Costumes aborda então o confronto entre a tradição exagerada inglesa com o preconceito a liberdade americana. Kristin Scott Thomas, atriz que adoro, interpreta a matriarca da família que exagera na possessão e controle de todos. Jessica Biel a bela e jovem americana. Elas entram literalmente em guerra. O playboy está bem fraquinho, interpretado por Ben Barnes. O marido é interpretado pelo ótimo Colin Firth. A ambientação da época, os carros, os figurinos são belíssimos!

Beijos
Pedrita

sábado, 8 de setembro de 2012

Um Vestido para Lia

Assisti ao curta Um Vestido para Lia (2009) de Regina Barbosa e Hermano Figueiredo na TV Brasil. Descobri por um acaso que a TV Brasil passa curtas do projeto Curta Criança que gosto tanto. O Curta Criança é um projeto do Ministério da Cultura que patrocina curtas infantis e infanto-juvenis. Essa produção é de Alagoas. A Lia quer um vestido novo para a festa tradicional de sua cidade. Sua mãe é costureira e está lotada de vestidos para entregar para a mesma festa e não tem tempo para fazer um para a sua filha. Em pouco tempo o curta aborda muitas questões, inclusive da valorização e divulgação de festas tradicionais brasileiras. A mãe explica para a colega de trabalho que não quer que a sua filha ache que a vida é fácil, e que a prioridade são as encomendas para por a comida na mesa. Depois a menina se encontra com a turma que faz as roupas da festa, ela fala que as roupas são novas, e um diz que não, que não há patrocinador para a festa, que as roupas são dos anos anteriores, só com apliques novos, mas que não há dinheiro para o novo. Ela leva então fitas e a amiga e a mãe colocam fuchicos e fitas em um vestido branco que a menina já tinha e vocês não imaginam como ficou lindo.

Li que é o dia da Padroeira da cidade de Massagueira. A diretora lançou um livro, que vi imagens, que é uma graça com essa história. A menina é interpretada pela Fabrícia Avelino. Os outros do elenco são: Diva Gonçalves, Ane Oliva, Bete Miranda e Naeliton Santos, além da participação especial do Mestre Benon e do Guerreiro Treme Terra. Um Vestido par a Lia ganhou Melhor roteiro na Mostra Sururu, realizada pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas,  AL, outubro de 2011 e no 5º Festival de Cinema de Triunfom, Pernambuco, na categoria de curtas. Adorei saber que a TV Brasil para os curtas do Curta Criança, vou tentar ver outros.

Beijos,
Pedrita


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Gala Lírica

Assisti a Gala Lírica no Theatro Municipal de São Paulo com os cantores italianos Fabio Amiliato e Daniela Dessi, com a Orquestra Sinfônica Municipal sob regência de Abel Rocha. O tenor é o que cantava no chuveiro no filme do Woody Allen que não vi. Eles são casados e interpretaram árias de ópera.Foi um belo concerto!

Programa:

G. Verdi: La Forza del Destino - Abertura 
U. Giordano: Fedora – “Amor ti vieta” 
G. Puccini: Madama Butterfly - “Un bel di vedremo” 
G. Puccini: Tosca - “E lucevan le stelle” 
G. Puccini: Tosca - “Vissi d’arte” 
V. Bellini: Norma – Abertura 
V. Bellini- Norma - “ In mia man…” 
G. Verdi: Otello - “Già nella notte densa” 
G. Puccini: La Fanciulla del West - “Ch’ella mi creda”
G.Puccini: Gianni Schicchi – “O’ mio babbino caro” 
G.Verdi: Otello - “Dio mi potevi scagliar” 
G. Verdi: La Forza del Destino - “Pace mio Dio”
G. Puccini: Manon Lescaut - Intermezzo
G. Puccini: Tosca - “Mario, Mario...”

Beijos,
Pedrita