O marcador de livro também foi outro presente desse amigo querido, Achei muito lindo. E o ursinho da querida Patry do Marion e Sua Vida. E a toalha de Natal da minha mãe, que saudade.
Obra Fada Azul e Pinóquio (1995) de Paula Rego
Um homem encontra uma menina, ela diz que está a procura do seu pai. É uma menina com trissomia 21. Ele tem dificuldade de conseguir informações com ela que só sorri. O livro tem muita surrealidade que é minha paixão. Ele começa então a procurar informações pelos objetos que ela traz, uma caixa de fichas com instruções de sobrevivência, que servem mais para quem encontrá-la do que pra ela, e um outro objeto.
São tantos detalhes, cada frase é mágica. O protagonista repara que a relação das pessoas com ele mudam com a companhia de Hanna, sempre sorridente. As pessoas o tratam melhor, são mais solícitas, porque Hanna sempre sorri. Tudo é fascinante! O encontro com um colador de cartazes, de uma família coladora de cartazes, que deixa mensagens por onde passam. O hotel sem nome. O contraponto entre o Terezín e o dono do antiquário. O Terezín acha que os objetos não são importantes e vai esvaziando o seu quarto ficando com o mínimo que acha necessário. O do antiquário, mais o meu estilo, dá um jeito de ter objetos mágicos em cada canto de seu minúsculo apartamento. O autor diz que o dono do antiquário, como eu, parece se interessar mais pelas histórias de quem passou pelos objetos do que pelos objetos. Que sonho seria eu poder ir nesse antiquário, mas morreria de medo das escadas. Eu ficava me perguntando onde o livro chegaria, como seria quando o protagonista achasse o pai da Hanna. O desfecho é espantosamente surpreendente! Que livro!
Beijos,
Pedrita



























