segunda-feira, 5 de abril de 2021

Rainha de Espadas

Assisti Rainha de Espadas (2019) de Aleksandr Domogarov no TelecinePlay. E mais um dos filmes que amo. É demais esse! Inteligente, bem realizado, amei! Estava dublado, coloquei no som original, mas estava em inglês, parecia também dublado, que pena, o idioma é o russo. Detesto dublagens, perdem demais! Os sons ambientes quase desaparecem nas dublagens ou são forjados em estúdio. Os filmes orientais sempre podem ser ouvidos no som original, nada a ver esse não poder. Só continuei a ver porque queria muito, senão tinha desistido. No Brasil está com A Maldição do Espelho, tanto que achei que já tinha visto, só quando li que é russo que tive certeza que não. O nome oficial, Rainha de Espadas, é muito melhor e mais original. O diretor também tem o mesmo nome de um ator.

A mãe e dois filhos estão viajando. Eles sofrem acidente, a mãe morre. Como o pai do garoto não quer saber do filho, eles vão a um colégio interno. Os dois são muito lindos: Angelina Strechina e Daniil Izotov.  Que locação incrível! Cheguei a achar que iria para um filme adolescente. A jovem vai a um quarto e começa a se reunir com jovens, mas não, é um ótimo filme e roteiro.
O garotinho vai a um lugar estranho em reforma na escola. Era proibido claro. Ingenuidade de internato achar que crianças e adolescentes não explorariam um lugar fechado. Lá eles encontram a Rainha de Espadas. Nossa, o final é muito irritante e surpreendente! Amei!



Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Mussum - Um Filme do Cacilds

Assisti ao documentário Mussum - Um Filme do Cacilds (2019) de Susanna Lira no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme. Essa diretora vem despontando com ótimos filmes e esse não é diferente. Além de contar a história cativante de Mussum, falou de várias questões importantes como o negro na televisão. Lázaro Ramos faz a narração. Há animações, fotos, é muito dinâmico, interessante e ágil. Gostei demais!

A mãe de Mussum era doméstica. Quando estudava, Mussum, que ainda não se chamava Mussum, ensina a mãe a ler. Eu não sabia que Mussum tinha se formado mecânico. O documentário conta a carreira musical antes dos Originais do Samba. Nos grupos que participou viajou pelo mundo.
Depois falaram dos Trapalhões, a fase que mais conheço do Mussum. Dedé Santana conta que viu Mussum no show dos Originais do Samba e sugeriu que o convidassem. Mussum disse que não era comediante. Didi falou que escreveria pra ele falar,  mas logo ele já se tornou esse grande comediante. Didi fala do sucesso com quatro protagonistas fora dos esteriótipos, mas o documentário faz críticas ao racismo do programa, embora não cite o machismo e as mulheres sempre como mercadoria. O doutor em comunicação Joel Zito Araújo faz as análises sobre o papel do negro na televisão, da pouca representatividade. Mussum foi casado, mas teve vários filhos com várias mulheres.

O documentário menciona também o sucesso dos filmes dos Trapalhões que até hoje estão entre os filmes mais vistos no cinema no Brasil.

Beijos
Pedrita

quarta-feira, 31 de março de 2021

As Faces do Demônio

Assisti As Faces do Demônio (2019) de Hong-seon Kim no TelecinePlay. Voltei ao meu gênero favorito! Que delícia de filme coreano! Muito, mas muito violento! Confesso que estranhei a base ser a religião católica. Em geral os filmes de terror orientais falam da cultura oriental, estranho ver falando de uma religião ocidental.

É um filme clássico de exorcismo. No passado um padre tenta tirar o demônio de uma jovem e não consegue. Vem para o presente, para uma família mudando-se para uma casa e coisas estranhas passam a acontecer. O elenco é ótimo: Sung-Woo Bae, Dong-il Sung, Jang Young-Nan, Hye Jun kim e Kang-Hoom Kim.

O filme não economiza catchup, cenas violentas e demoninhos, aqui os meus fantasminhas vem em demoninhos, vários. Muito interessante o familiar estar maluco atacando a família e logo depois aparecer o mesmo parente afetivo de outro lugar muito diferente de onde o outro estava. E não são sempre os mesmos. Nunca sabemos quem é o demoninho da vez, gostei muito. 

Eu ouvi no som original, diferente do trailer.

Beijos,
Pedrita

domingo, 28 de março de 2021

Lucicreide vai pra Marte

Assisti Lucicreide Vai Pra Marte (2021) de Rodrigo César no Now. O roteiro é de Cadu Pereiva, Chico Amorim e Dadá Coelho. Essa semana o filme entrou pra ser alugado nas plataformas. Chegou a estrear no cinema, mas aqui em São Paulo, uns dias depois, todas  as salas foram fechadas.  Finalmente consegui ver. Que delícia de filme! Amei!

Lucicreide trabalha na casa do Arnaldo que trabalha para a Nasa. Ele está muito ocupado em selecionar quem dos cidadãos comuns inscritos irão pra Nasa pra treinamento e um ser escolhido para seguir pra Marte. Ele não olha o desenho do filho.
Lucicreide está enlouquecida com seus cinco filhos. Amo a Fabiana Karla e como nos diverte. Seu marido sumiu e a sogra, que não é fácil, aparece, ela é  interpretada pela ótima Dona Irene. Lucicreide quer sumir e o filho da patroa resolve inscrever Lucicreide no projeto da Nasa. Gostei demais de todas as crianças: Gianlucca Mauad, João Neto, Maria Eduarda Marina Maia, Guiguiba e Isaac Guedes. Uma graça o garoto achar que uma viagem seria bom pra Lucicreide já que a mãe também viajou porque estava nervosa. Gostei muito de mostrar mulheres reais, mães imperfeitas.
E claro que Lucicreide vai pra Nasa. As cenas aéreas da Nasa são deslumbrantes. Eles são apresentados a Nasa, acompanhamos a visita, fascinante. E a gravidade zero? Que delícia!!! Mas acho que eu amei mesmo os sonhos da Lucicreide, nossa, geniais. O elenco todo é ótimo. Interpretam os diretores da Nasa: Lucy Ramos, Isio Ghelman e Leandro da Matta. 

E a equipe que vai para o treinamento tem Adriana Birolli como a vilã. Todos os outros participantes de alguma forma Lucicreide ajuda. Muito lindo como ela consegue ajudar cada um a se encontrar, achar um motivo pra seguir em frente, emocionante. Estão nesse núcleo Cacau Hygino, Fernando Ceilão e Ceronha Pontes. Só depois que assisti que descobri que o diretor faz um repórter estrangeiro. Há muitas cenas de jornalismos de TV contando sobre a seleção de civis pra seguir pra Marte.

Muito bonito mostrar o pai que está com dificuldades de administrar a sua vida pessoal e profissional. Que tudo começa a se acertar quando ele se humaniza. Renato Chocair está muito bem no papel.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 26 de março de 2021

O Almoço sobre a Relva

Assisti O Almoço sobre a Relva (1959) de Jean Renoir no Festival 125 Anos do Cinema no TelecineCult. Sempre vejo o que vai passar no próximo domingo nesse festival e coloco alguns pra gravar. Nem sempre dá certo porque o sistema de gravação oficial da NET Claro é um lixo e nem sempre a grade de programação está correta. Mas consegui gravar e ver alguns. Esse é uma preciosidade! Nossa, que filme! E tão necessário agora! Amei o pôster! Lindo demais!

Só depois que vi o filme se inspira no quadro de mesmo nome de Manet. O filme é uma comédia romântica, linda que só, com muita crítica social como característica do diretor, que fala da ciência. O protagonista estuda a inseminação artificial, então muitos falam do tema e do amor. O texto é muito inteligente. Quando uma personagem diz que o importante é o amor, uma lembra de coisas simples do nosso cotidiano como o fogão e que facilitam tanto a nossa vida. 

Uma jovem de uma família do campo procura o cientista. Ela quer fazer inseminação artificial. Não quer casar, mas sempre quis ter um filho. As cenas do almoço na relva são demais. Muitas cenas surreais divertidíssimas. O vento que leva todo mundo, o calor que dá fogo em todos. Deliciosamente picante!



E amei o romance do cientista com a camponesa, que delicadeza, que pureza. Os dois são interpretados por Catherine Rouvel e Paul Meurisse. O elenco é enorme.


Obra Le déjeuner sur l' herbe (1863) de Édouard Manet

Beijos,
Pedrita