terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Eduardo Monteiro


Fui ao recital de Eduardo Monteiro no encerramento da série Piano Solo de 2007 no Espaço Promom. O repertório era muito bonito. O pianista interpretou de Beethoven, a Sonata nº 23, op. 57, Appassionata, de Villa-Lobos, Hommage à Chopin, Impressões seresteiras e Festa no sertão, de Francisco Mignone, Sonata nº 1, de Leopoldo Miguez, Noturno, opus 10, de Lorenzo Fernandez, Três estudos em forma de sonatina e de Liszt, Après une lecture du Dante – Fantasia quasi sonata.



Na abertura dos recitais dessa série sempre há um jovem pianista. Nesse foi Érika Ribeiro que interpretou de Frederick Chopin, o Noturno op. 55 nº 2 e a Barcarolle, opus 60. Foi um bonito recital.


Bejios,



Pedrita

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Sacrifício

Assisti O Sacrifício (2006) de Neil LaBute no Telecine Premium. É uma co-produção entre Estados Unidos e Alemanha e uma re-filmagem de um filme de 1973. Lixo puro, nunca vi um filme tão ruim. Eu vi que o protagista é o ótimo Nicolas Cage e achei que ruim não seria, realmente, não é ruim, é péssimo. O início do roteiro de Anthony Shaffer até quem tem uma estrutura interessante. Nicolas Cage é um policial, em uma estrada ele pára um carro com uma mulher e uma criança, por vários motivos um caminhão destrói o carro e ele fica traumatizado. Nisso ele recebe uma carta de sua ex-noiva precisando de sua ajuda para localizar sua filha desaparecida.

Sua ex-noiva vive nessas comunidades ligadas a alguma seita fanática, que rompem qualquer vínculo com a civilização e ele suspeita que façam sacrifícios com crianças para melhorar a colheita. O desfecho é tão idiota que eu dizia: -não, não pode ser, isso não vai acontecer. Quando terminou eu não me conformava do desfecho tão idiota. Não sei se a versão de 1973 é tão ruim assim. Fora que O Sacrifício é ambientado nos dias de hoje, mesmo que os celulares não peguem em lugares ermos, ele avisou a polícia que ia investigar o sumiço da criança, ninguém foi com ele e ninguém foi averigüar a demora dele voltar. E no final mostra que haverá uma continuação dos sacrifícios, é tão clichê terminar um filme assim. Realmente o Nicolas Cage deve ter feito um sacrifício enorme pra atuar nesse filme péssimo.
O elenco traz só belas mulheres interpretadas por Kate Beahan, Ellen Burstyn, Frances Conroy, Molly Parker, LeeLee Sobieski, Diane Delano, entre outros.

O Sacrifício foi indicado ao Framboesa de Ouro de Pior Filme, Pior Ator (Nicolas Cage), Pior Dupla (Nicolas Cage e seu casaco de urso), Pior Roteiro e Pior Remake ou Imitação Barata. Uma pena que não ganhou nenhum desses prêmios.




Beijos, Pedrita

sábado, 15 de dezembro de 2007

Retratos de Radamés


Fui ao concerto Retratos de Radamés no auditório do MASP. Era a apresentação de lançamento do CD de mesmo nome, em homenagem a Radamés Gnatalli, patrocinado pela Petrobras. Um belíssimo CD duplo. Estavam presentes vários interpretes. Do Núcleo Hespérides - Música das Américas: Heloisa Petri (Soprano), Andrea Kaiser (Soprano), José Antonio Soares (Barítono), Rosana Civile (Piano) e Paulo Porto Alegre (Violão). E do Trio OPUS 12 de Violões: Edelton Gloeden, Daniel Murray e Paulo Porto Alegre. Só não participou do concerto o flautista Rogério Wolf, mas ele está no CD.

Paulo Porto Alegre conheceu Radamés Gnatalli e acabou ganhando várias composições e fez várias transcrições para o violão, como da obra Suíte Retratos que faz homenagens a vários compositores, Pixinguinha, Ernesto Nazaré, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga. Radamés Gnatalli musicou várias letras e poemas conhecidos, alguns inclusive também foram musicados por vários outros compositores como Villa-Lobos. No repertório do concerto interpretaram: Casinha Pequenina, Prenda Minha, Tayeras e Sonatina. O concerto foi gratuito e achei barato o custo do CD, R$ 25,00, um preço bem razoável para um CD duplo.



Hoje é um dia muito especial, o Mata Hari e 007 completa seis anos de existência. Adoro esse meu cantinho e a possibilidade de dividir com vocês os eventos culturais que presencio. Obrigada a todos por participarem comigo dessa festa!


Esse banner um querido amigo blogueiro me deu de presente há muitos anos. É muito divertido e combina muito com o atual layout do meu blog!


Beijos,
Pedrita

Arte do Sol – Design e Tecnologia da Luz

Fui na exposição Arte do Sol – Design e Tecnologia da Luz no Museu da Energia. É uma mostra com 90 lâmpadas da Fundação Sartirana Arte, um museu em um castelo na Itália. Eu não conhecia o Museu da Energia. É um prédio antigo que pertence ao Governo do Estado de São Paulo, próximo a Sala São Paulo, muito bem restaurado. Também gostei muito da montagem da exposição.

Há lâmpadas de 1933 a 2004 e a mostra está dividida em três momentos. Luzes de Autor, já que a Itália tem o hábito de convidar grandes desingers para criarem obras em suas áreas que ficaram famosas mundialmente, lâmpadas, roupas, sapatos e vidros. Entre os artistas, alguns são Mario Merz, Eugenio Carmi, Ceroli, Roberto Fallani, Marco Lodola e Angelo Rinaldi. Na seleção Luzes em Design estão as lâmpadas criadas para empresas como as famosas Artemide, La Lampe, Flos, FontanaArte, Kartell, La Murrina e Luceplan. E as Luzes Tecnológicas como essa imagem.

Eu gostei muito da exposição. As lâmpadas estão em dois andares. Só me deu aquela sensação de que eu exploro pouco esse universo de lâmpadas na minha casa. Deu vontade de ser mais criativa nas escolhas. A exposição Arte do Sol – Design e Tecnologia da Luz fica em cartaz até fevereiro e é gratuita. Só senti uma certa dificuldade de chegar ao Museu da Energia. Há muitas ruas com uma única mão, o entorno está bem abandonado, mas os dois prédios no Museu da Energia e o próprio museu é muito bonito.

Beijos,


Pedrita

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Vampiros da Alma

Assisti Vampiros de Almas (1956) de Don Siegel no Telecine Cult. Antes de começar o Marcelo Janot fala sobre o filme e o trecho está no blog dele. O roteiro excelente é baseado no livro de Jack Finney, adaptado por Daniel Mainwaring. É um filme incrível, mas se analisarmos com distanciamento, veremos que é a condução e direção da história que faz ser tão angustiante e incrível, porque no fundo o roteiro é um pouco kitsch.

O nosso casal protagonista, interpretado por Kevin McCarthy e Dana Wynter, é muito bonito. Começa com um homem fora de si e o hospital querendo interná-lo. Aí ele começa a contar o que aconteceu ao psiquiatra e vamos ao início de tudo. Ele é um médico, volta a sua cidade depois de uma viagem e descobre que os moradores da cidade andam estranhos. Primeiro eles, de forma histérica, falam que um de seus parentes mudou muito a ponto de acharem não ser mais o seu parente. Depois de um tempo falam que se enganaram. O médico começa a achar estranho e pensar que talvez os pacientes histéricos pudessem ter razão.



O Marcelo Janot comentou que há outras versões, mas que nenhuma teria superado essa inicial. O 007 disse que viu uma dessas, que mudaram inclusive o final, mas que realmente acha essa de 1956 infinitamente melhor. Vou falar detalhes do filme: O mais engraçado é que eu estava meio chateada e tensa nesse dia, e fiquei com muito medo no final do filme e não conseguia dormir. Acho que o que me fez mais rir no dia seguinte é que eu fiquei com medo das vagens gigantes. Fiquei impressionada com o filme que consegue transpor tanta tensão mesmo com baixo orçamento e um roteiro curioso. O orçamento de Vampiros de Almas foi de US$ 417 mil, onde que apenas US$ 15 mil foram utilizados na confecção dos efeitos especiais.


Beijos, Pedrita