Assisti
A Bela Criatura Que Mora Nessa Casa Sou Eu (2016) de
Oz Perkins na
Netflix. Novamente querendo fugir da pesada realidade fui ver filmes de fantasminha. Esse é bem sutil, um pouco mais que gostaria, mas é um bom filme do gênero.

De baixo orçamento, o filme é todo realizado em uma belíssima casa. Há uma narração da protagonista interpretada pela Ruth Wilson, de repente essa atriz tem invadido as publicações, ok, os algoritmos devem enviar obras com atores que acabei de ver, mas alguns foram na HBO e outros por aqui na Netflix. Ela é cuidadora e vai cuidar de uma idosa em uma belíssima casa afastada. A narradora fala que é uma casa velha, não parece velha a casa, achei muito bonita e bem conservada. Há telefone fixo e fita cassete, então temos uma certa ideia do período, mesmo assim, achei estranho uma única mulher assumir tudo na casa, serviços domésticos, cozinhar, cuidar da idosa 24 horas, sem folga. Só mesmo pra poder contar o filme. Tem que abstrair. Inclusive a protagonista tem tempo de sobra, não sei como consegue em uma casa tão grande, com uma idosa que precisa de tudo, ela ter tempo de limpar e deixar a idosa sozinha em outro andar. Não vemos inclusive nunca ela fazendo faxina, acho que esqueceram que uma casa precisa ser limpa, acho que quem fez o roteiro não tem a mínima ideia que uma idosa não pode ficar sozinha e que uma casa desse tamanho dá muito trabalho na limpeza, sem falar em fazer as refeições, lavar a louça, realmente quem escreveu não entende nada de cuidadores e muito menos não entende nada de serviços domésticos.

Meses depois, por uma infiltração, a cuidadora chama o responsável pelos bens da idosa (
Bob Balaban) para pedir a reforma e tem um diálogo com ele. Uma hora vemos um caminhão de compras indo na casa. A protagonista fala ao telefone com uma amiga e conta um pouco dela, mas no geral quase não há diálogos e só sensações. A idosa fala muito pouco, ela chama a cuidadora, seria melhor chamá-la de faz tudo, de Polly e é interpretada por
Paula Prestiss. Quando ela aparece jovem é interpretada por
Erin Boyes. Ela é uma famosa escritora de livros de terror, como diz a narradora, daqueles que vendem em aeroportos. A cuidadora não gosta de ler, mas pela insistência da idosa chamá-la de Polly e por saber com o responsável da administração dos bens da idosa que era uma personagem de um livro, ela resolve ler o livro. Ela morre de medo de livros do gênero, lembrou umas amigas que me visitam no blog.
A escritora relata no início do livro que o que escreveu foi Polly que contou, ela só escreveu. Polly então seria interpretada por Lucy Boynton e pouco aparece. Vem mais em vulto e mal a enxergamos e quando a cuidadora lê mostra a história do livro. Bem interessante essa dúvida se há mesmo o mistério ou só a cuidadora ficou sugestionável.