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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Westworld - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada de Westworld (2020) de Jonathan Nolan na HBO e HBO Go. Eu amo essa série e não foi diferente com essa. Sim, é bem diferente e não recebeu boas críticas. Continuo gostando!

Dolores agora abandonou Westworld para destruir a humanidade, pelo menos é isso que muitos acham. Que atriz, Evan Rachel Wood. Eu mesma desconfiei que não era bem esse o intento. Ela vem destruir uma máquina criada pra controlar a humanidade. Essa máquina define os destinos das pessoas com base no seu perfil psicológico. A máquina decide quem ter perfil para atividades, quem tem que ser morto e quem tem que ser afastado da sociedade, baseado em critérios altamente questionáveis. Um personagem fundamental dessa temporada é interpretado por Aaron Paul. Eu gosto demais da filosofia de Westworld, tão próximas do mundo atual. E nesse momento atual já há quem decida sobre a vida de outros baseado em critérios.
Nessa temporada trava-se um embate entre Maeve e Dolores, eu desejava o tempo todo que elas se unissem, mas Maeve une-se a Serac, o verdadeiro vilão dessa temporada, interpretado pelo maravilhoso Vincent Cassel. Amo a Thandie Newton que faz a Maeve. Triste demais quando Maeve descobre que o parceiro dela está preso as narrativas de Westworld e não consegue se libertar daquele mundo. Ele é interpretado pelo belíssimo Rodrigo Santoro.

Serac é um lunático que acha que louco é o seu irmão. Os dois criam uma máquina que controla a humanidade. Quando Serac vê que seu irmão está cada vez mais alucinado pelos seus problemas mentais, o interna. E fica sozinho comandando todos. No meu entender o maior problema dessa temporada é ter luta demais e ser praticamente tudo à noite. Mas como disse a parte filosófica continua incrível. Detestei que o final não tem nada a ver com o que eu queria.
Continuam nessa temporada vários personagens interessantes interpretados por: Tessa Thompson, Ed Harris e Jeffrey Wright.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Westworld - 1ª Temporada

Assisti Westworld - 1ª Temporada (2016) de J. J. Abrams, Jonathan Nolam e Lisa Joy na HBO. O primeiro capítulo não me empolgou. Mas do segundo em diante enlouqueci. Achei que seria sempre em clima de faroeste, mas no segundo é que chegam os laboratórios onde os anfitriões são manipulados e criados. Que tecnologia. A abertura é maravilhosa, a música da Ramin Djawadi também.

Westworld é um parque onde as pessoas vão se divertir, então achei que a série seria só isso. Mas é muito, mas muito filosófica. Quando os convidados chegam ao parque eles são estimulados a entrar em histórias. Podem procurar prostitutas no sallon. Podem ir a caça de algum procurado. Exterminar índios. Roubos. E seguem então inúmeras perversões. Podem por exemplo chegar atirando sem motivo nenhum. Os anfitriões feridos são levados ao laboratório, consertados, reiniciados no seu roteiro e enviados de volta.
Contém spoilers. Cada anfitrião é programado para uma narrativa. O parque cria histórias para entreter os convidados, mas procura não ser óbvio. Percebemos então que os anfitriões não se comportam como robôs, ficamos às vezes na dúvida quem é anfitrião ou convidado tal a precisão.

São várias camadas. Um novo narrador de histórias é contratado. Então ficamos na dúvida se as mudanças de comportamento dos anfitriões foram programados nas mudanças, ou se realmente os anfitriões estão subvertendo seus comandos. Ou se alguém está do laboratório desejas mudanças. Os anfitriões ouvem vozes. Não sabemos se são comandos da base, se são deles, ou de outras pessoas. Essas dúvidas vão fazendo de Westworld fantástico. 

Estranhamente começamos a torcer pelos anfitriões-robôs. Os convidados-humanos que aparecem são tão monstruosos que vamos odiando-os. Sem falar nos que estão no laboratório. Parecem insensíveis. Ficamos sabendo então que eram dois sócios que criaram Westworld. Um quis destruir o parque quando achou que estava criando aberrações e morre. O segundo segue o projeto. É esse que morreu que começou a criar as consciências nos robôs estimulando um aparente livre arbítrio. 
A cada episódio vamos ficando mais confusos sobre o que é realidade ou  é programado. Simplesmente maravilhoso! Soube que só em 2018 terá a continuação, vai ser uma ansiedade absurda aguardar até lá. Amo vários atores da série: Thandie Newton, Anthony Hopkins, Jeffrey Wright, Ed Harris e Rodrigo Santoro.

Eva Rachel Wood está impressionante como Dolores. Também estão ótimos Jimmi Simpson, Leonardo Namm, James Marsden, Ptolomy Slocum, Angela Sarafyan, Sidse Babett Knudsen, Ingrid Bolso Berdal e Tessa Thompson.

Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Westworld - 2ª Temporada

Assisti Westworld - 2ª Temporada (2018) de J. J. Abrams, Jonathan Nolam na HBO. Como ansiei por essa continuação que está mais sombria que nunca, só pelo pôster já é possível perceber. Muito interessante que a série levou dois anos pra ser retomada, foi uma difícil espera e já estou sentindo muita falta de tanto questionamento. O post da primeira temporada está aqui.

A primeira terminou de modo dramático. Os anfitriões mataram os visitantes e seus criadores. A matança continua na segunda. Há muitas perguntas que continuam, inúmeras que surgem e a falta de respostas é o melhor em Westworld. Muito triste a trama da Dolores. Descobrimos que ela é uma das mais antigas do parque, que ia no mundo externo em reuniões para atraírem investidores, então ela tem uma consciência maior do parque e do mundo exterior. Seu amado só viveu no seu script. Quando morria era reprogramado para o mesmo personagem, portanto ele tem dificuldade de acompanhar os raciocínios de Dolores. É muito triste a decepção dela e mais triste ainda o desfecho desse amor. Evan Rachel Wood e James Marsden estão incríveis.
Maeve não quer acompanhar Dolores na busca pela saída do parque. Ela quer ir buscar sua filha. Dolores quer seguir para o portão que leva eles embora do parque. Muito tristes as tramas de Maeve. Ela leva com eles os programadores. E descobre outras narrativas mas que se assemelhavam a sua triste história e de sua filha. Amo Thandie Newton e Rodrigo Santoro aparece bem mais nessa temporada.

Triste demais a história do índio. Há um episódio só com a história dele. Como Maeve, ele tinha uma bela história em uma tribo onde vivia em paz. Como os donos do parque quiseram mais aventuras, ele vira um perverso. Esse índio e Maeve começam a ter consciência e comunicação com os anfitriões sem precisar encontrá-los. Passam a dar comandos pelo cérebro. Zahn MacClarnon está impressionante também.
Mais maluco ainda o homem de preto que cria muitos problemas para todos, anfitriões e visitantes, com raciocínios confusos e muita maldade. Ed Harris continua arrasando. A trama da sua história,  sua esposa e sua filha é muito dolorida. Também incomoda demais o homem cobaia em cativeiro. Descobrimos que o parque não foi criado para divertir visitantes e sim para escanear os visitantes para recriá-los e promover a vida eterna da humanidade.

A trama mais confusa e não menos intrigante é a de Bernard. Há inúmeras idas e vindas no tempo, mas nada claro, nós que vamos tentando unir a ordem cronológica. Ford morreu, mas como ele previa que morreria, criou comandos nos anfitriões para continuar coordenando-os depois de morto, ou não, ou os anfitriões achariam que era Ford, mas seriam suas memórias e consciências. Anthony Hopkins tem então vários diálogos com os personagens. Logo no início descobrimos uma reviravolta, não foi Bernard que criou Dolores, mas sim Dolores que criou Bernard a semelhança de Arnold, um dos fundadores do parque com Ford que na primeira temporada ficamos sabendo que se matou porque não gostou dos rumos do parque e do que tinha criado. Dolores conheceu muito Arnold e preparou Bernard a sua semelhança. Vários Bernards foram descartados e aparecem nessa temporada. Jeffrey Wright está incrível.
Dolores e Bernard travam grandes embates filosóficos por divergências de consciência. Dolores acha que o portal é mais uma enganação dos criadores do parque. Os corpos morrem e só suas mentes seguem para viver em paz no portal e lá ficam presas. Dolores não acredita que isso seja algo bom e sim mais uma mentira do parque. E que essa solução não é o livre arbítrio.

O desfecho é muito interessante e a abertura para a nova temporada simplesmente genial. Ford diz que só um único anfitrião conseguiria viver no mundo lá fora. E é a Dolores, em uma nova forma que consegue. Com os comandos que recebeu ela localiza a casa que Ford preparou para eles, consegue levar as bolas de consciências de outros anfitriões e recria Bernard e Dolores, ficando duas Dolores, ou não. Dolores diz que agora sim há livre arbítrio. Que eles podem escolher como querem viver. Simplesmente genial! A nova Dolores é interpretada pela ótima Tessa Thompson. Mas a verdadeira Dolores também é recriada.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Westworld - 4ª Temporada

Assisti Westworld - 4ª Temporada (2022) de Jonathan Nolan na HBO Go e HBO. A série demorava pra entrar no Now, gravei alguns capítulos, mas na metade um deles não exibiu mais, por sorte nesse momento já estavam os episódios no Now e pude ver. Eu amo essa série, entre as minhas preferidas, volte e meia estava nos trending topics quando passava ao vivo. Os outros episódios que comentei estão aqui.


 

Quando imaginamos que essa série não tem mais a capacidade de nos surpreender, vem mais um roteiro arrebatador. Esse é absolutamente diferente e metafórico. Qual a base da primeira temporada? Humanos criam um parque com anfitriões robôs para que passem os maiores absurdos para entreter os humanos pagantes. São mortos das formas mais absurdas, consertados e voltam ao parque. Qual a base da quarta temporada?  A vingança! Como sofre o personagem do Aaron Paul.

É a temporada das mulheres mais lindas e talentosas que nunca: Tessa Thompson, Thandiwe Newton e Evan Rachel Wood. E surge ainda outra personagem importante da Aurora Perrineau. Angela Sarafayan aparece um pouco. E Ed Harris e Jeffrey Wright também estão no elenco em personagens fundamentais na trama. Mas essa temporada é praticamente essas mulheres e vamos tendo dificuldade de compreender as tramas de tão ilógico que construíram.
E quem é o grande protagonista do começo dessa temporada? Isso mesmo, moscas! Que aflição. Mas essa criação é muito inteligente, choca, aparece, mas depois muda o foco. Não é uma série que exauri as criações, é uma criação atrás da outra, mais inteligente que a outra. E qual o objetivo das moscas? Transformar os humanos em anfitriões, inverter a primeira temporada e se vingar dos humanos. Agora os humanos que passam a ser comandados. E como? Com moscas robôs que entram pelo olho, nariz, boca, se instalam no cérebro e por som comandam todos os movimentos dos humanos. 
Os humanos passam a viver comandados por narrativas criadas por quem? Sim, Dolores que não se chama mais Dolores. É uma revelação mais surpreendente que a outra. De uma profundidade inacreditável. É muita loucura. Com tempos diferentes. Fui ficando em estado de choque a cada revelação. Que série!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016

2016 fui pouco ao cinema, mas vi filmes incríveis. Andam proibitivos os custos dos ingressos. Vários filmes que vi em 2016 falavam de mulheres. As Sufragistas mostrou a força de mulheres lutando pelo direito ao voto, depois de muita violência e luta elas conseguiram e motivar mulheres pelo mundo todo e outros países também tiveram que ceder a pressão delas. Esse filme está disponível no Now agora. Carol também me impressionou muito. A dificuldade de mulheres que se amam a viver esse amor e o quanto as pessoas usaram esse desejo para impedir a mãe de ver a filha. Triste!

Também foi o ano de Nise - O Coração da Loucura onde uma psiquiatra concursada não consegue solicitar choques aos pacientes, nem lobotomia e aceita a função de terapia ocupacional que era a que sobrou para não perder o trabalho. No hospital ela começa a modificar o tratamento aos doentes com escárnio de boa parte da classe médica que hoje nem é lembrada e ela é tão cultuada. Até chegar a pintura e ser reconhecida mundialmente pelo seu trabalho. O próprio Jung trocou correspondências com ela trocando informações. Em uma entrevista o diretor comentou que achavam o filme muito local para circular pelo mundo. Estranho que Jung não achou o trabalho de Nise local, mas os avaliadores mundiais de cinema sim.

O último filme no cinema foi o maravilhoso Deserto de Guilherme Weber com a incrível Magali Biff. Que filme! Vem arrebatando prêmios por onde passa.

Em teatro As Benevolentes - Uma Anatomia do Mal foi muito, mas muito impressionante! Thiago Fragoso visceral, que grande ator. Direção de Ulisses Cruz, iluminação de Caetano Vilela, texto de Jonathan Littell. Que espetáculo! Arrebatou alguns prêmios durante o ano.

Também incrível a Sinal de Vida com texto de Lauro César Muniz com Beto Bellini no papel principal. A peça mistura um pouco ficção e realidade, com fatos da vida do escritor e o triste episódio da ditadura. Que bela montagem!

Foi o ano de espetáculos infantis muito impactantes. Como O Inimigo da República Ativa de Teatro com texto incrível do Davide Cali que mostra o quanto somos tão iguais. Em época de tanta polaridade, ver essa peça tornou-se fundamental.

E o genial Nosferatu do Maravilhoso Teatro Ambulante da Academia de Palhaços. Adoro o filme do Murnau e essa montagem foi inteligente, engraçada e excelente!

Em literatura não foram muitos livros. Acabei pegando livros extensos para ler e não foram em grande número. Mas eu acho que leitura é prazer, então não é quantidade nem agilidade que fazem uma obra ser incrivelmente desfrutada. Foram obras incríveis, mas poucas. Em geral eu alterno livros mais finos, entre os grossos, amo livros grandes, mas alguns que escolhi pareciam finos, como o maravilhoso Dôra Doralina de Rachel de Queiroz. A edição tinha letra muito, mas muito pequena, que pegava quase toda a extensão da página. Sem dúvida o melhor livro de 2016. 

Outro incrível e que não parecia tão extenso foi 12 Anos de Escravidão. Conta a trágica história de Solomon Northup sequestrado de sua família e vendido como escravo nos Estados Unidos. Que livro doloroso!

Em novela foi o ano da incrível Liberdade Liberdade. Que produção, elenco, direção de arte e que roteiro. Mesmo sendo de época foi muito inovadora, com texto ácido. Maravilhosa!

Em exposição, foi o ano de Mondrian e o Movimento de Stijl no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Que exposição!

Em época de crise econômica a tv a cabo é uma grande companheira. Foi o ano de ver grandes séries como Westworld que me deixou muito impactada. 

Concomitantemente a incrível segunda temporada de Magnífica 70 que eu achei que seria difícil ser tão incrível como a primeira e conseguiram subverter tanto e ser tão sensacional.

E a série que foi quase unânime em apreço, Justiça, que mesmo com algumas impossibilidades foi majestosa com interpretações e roteiros destroçantes.
Foram muitos eventos musicais incríveis como o recital com Emmanuelle Baldini e Dana Radu na Biblioteca Mário de Andrade.



Destaque também para o Duo Flutuart com as execuções de obras de Patápio Silva e para a pianista Eliana Monteiro da Silva que interpretou obras de compositoras brasileiras como Eunice Katunda e Nilcéia Baroncelli.

E a do Quarteto Camargo Guarnieri interpretando Dvorak e Borodin.

Filmes na tv a cabo foram muitos, vai ser difícil separar alguns. Impressionante O Duplo baseado no livro o Homem Duplicado. Muito indigesta a história contada em Spotlight.

Muito próximos uns dos outros acabei vendo três filmes incríveis Effie Gray, Uma PromessaTestemunho da Juventude. Três filmes de época, com histórias tão fortes, e algumas reais.


Fiquei muito destroçada por Elena e Meu Amigo Hindu. Gostei demais de Muitos Homens Num Só.


E fechei o ano com chave de ouro vendo A Hora e a Vez de Augusto Matraga. Incrível filme! Apesar que eu deva ver mais algum por esses dias. 



Eu adorei o BBB16 desse ano, principalmente até a saída da Ana Paula. Foi demais! Confesso que não estou apostando nada na escolha do Thiago Leifert, confesso que nem me agradou. Pedro Bial sempre foi respeitoso com todos os participantes, vai ser difícil alguém substituí-lo com qualidade. Talvez o Otaviano Costa me agradaria.

E foi o ano das Olimpíadas e das Paralimpíadas Rio 2016. Confesso que tinha muito receio que tudo saísse de acordo, mas foi emocionante e lindo. E teve um carinho especial porque vários amigos foram voluntários. A Patry do blog Marion foi uma delas e fez lindos relatos.


Um Bom 2017 pra todos!
Pedrita