Eu gostei muito da premissa. Um casal de físicos geniais desenvolve escondidos uma máquina do tempo. Ela é que praticamente cria tudo. Eles se amam muito, são parceiros, se admiram. Ela é bem ignorada e diminuída por ser mulher pelos homens. Não conheço o México, não sei se é machista como no Brasil, mas Madame Curie (1867-1934) ganhou Nobel de Física em 1903, acho difícil que uma Física renomada em 1966 fosse ignorada no meio acadêmico. Os dois são Lucero e Benny Barra.
A máquina dá certo, eles colocam 15 minutos depois, mas viajam até 2025. Os recursos daí pra frente soam muito falsos. Parece que quiseram simplificar e baratear custos. Mais fácil fazer um filme nos dias de hoje, sem precisar gastar e ajustar o período. Então é uma única viagem no tempo. Em 2025, o filme se arrasta em um romance meloso e cafona. O pior é o marido. Eles se amavam muito, os dois cientistas, ele adorava a genialidade dela. Ele se incomodar que em 2025 ela ficou mais em evidência que ele, eu entendo, mas de repente ele fica um babaca machista e burro. O poema pavoroso que ele lê ao microfone, ele era um homem inteligente. O filme se perde completamente e fica ridículo completamente. O envelhecimento dos dois ao final é constrangedor. Quem gosta de comédia romântica que atenta a sua inteligência pode ser que agrade.
Beijos,
Pedrita




Confesso que não me animou em assistir.
ResponderExcluirbeijos
Lulu on the sky
lulu, faz bem, eu me irritei.
ExcluirNão sabia nada desse filme e até entendo a tua decepção, porém, a partir da tua própria resenha, me pareceu que os criadores dessa obra quiseram mostrar o retrocesso pelo qual estamos passando. Na época da Marie Curie a situação das mulheres era tão difícil, que ela própria foi impedida de cursar o ensino superior. Teve negado o ingresso na academia francesa de ciências e excluída da apresentação das suas próprias pesquisas. Ela só recebeu o prêmio Nobel (duas vezes!) porque era incrivelmente genial (mas o primeiro prêmio ela teve que dividir com o marido). Ela passou a vida inteira lutando para se fazer reconhecida, porque sofria discriminação e preconceito em todos os lugares.Ah, e os mexicanos são tão ou mais machistas que os brasileiros. Mas as mexicanas, nesse momento, estão a lutar bravamente contra isso!
ResponderExcluirBeijo
marly, sim, eu entendo a dificuldade da protagonista em se fazer ouvida em 1966. mas o marido era muito parceiro. ele mudar completamente ficou esquisito pra dizer o mínimo.
ExcluirSimplesmente perfeita sua resenha 👏👏
ResponderExcluirConfesso que até ler eu não tinha conseguido ainda "nomear", cafona é a palavra!
Eu estava muito animada com essa coisa de viagem no tempo, achei que haveria o looping, mas foi tudo tão estranhamente abordado que não rolou nem sci fi, nem relações interpessoais, nem transformação tecnológica ao longo do tempo, o final então foi um soco no estômago 😯
luli, não é? vira um água com açúcar azedo de ruim. e o final é constrangedor.
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