sábado, 4 de julho de 2026

Nossos Tempos

Assisti Nossos Tempos (2025) de Chava Cartas na Netflix. Achei que era filme de viagem no tempo, até é um pouco, mas o filme é mesmo um cafona filme romântico e bem equivocado. Foi uma profunda decepção. As críticas são muito elogiosas, que é um simpático o filme, pelo jeito só eu odiei.

Eu gostei muito da premissa. Um casal de físicos geniais desenvolve escondidos uma máquina do tempo. Ela é que praticamente cria tudo. Eles se amam muito, são parceiros, se admiram. Ela é bem ignorada e diminuída por ser mulher pelos homens. Não conheço o México, não sei se é machista como no Brasil, mas Madame Curie (1867-1934) ganhou Nobel de Física em 1903, acho difícil que uma Física renomada em 1966 fosse ignorada no meio acadêmico. Os dois são Lucero e Benny Barra.
A máquina dá certo, eles colocam 15 minutos depois, mas viajam até 2025. Os recursos daí pra frente soam muito falsos. Parece que quiseram simplificar e baratear custos. Mais fácil fazer um filme nos dias de hoje, sem precisar gastar e ajustar o período. Então é uma única viagem no tempo. Em 2025, o filme se arrasta em um romance meloso e cafona. O pior é o marido. Eles se amavam muito, os dois cientistas, ele adorava a genialidade dela. Ele se incomodar que em 2025 ela ficou mais em evidência que ele, eu entendo, mas de repente ele fica um babaca machista e burro. O poema pavoroso que ele lê ao microfone, ele era um homem inteligente. O filme se perde completamente e fica ridículo completamente. O envelhecimento dos dois ao final é constrangedor. Quem gosta de comédia romântica que atenta a sua inteligência pode ser que agrade.
Beijos,
Pedrita

6 comentários:

  1. Não sabia nada desse filme e até entendo a tua decepção, porém, a partir da tua própria resenha, me pareceu que os criadores dessa obra quiseram mostrar o retrocesso pelo qual estamos passando. Na época da Marie Curie a situação das mulheres era tão difícil, que ela própria foi impedida de cursar o ensino superior. Teve negado o ingresso na academia francesa de ciências e excluída da apresentação das suas próprias pesquisas. Ela só recebeu o prêmio Nobel (duas vezes!) porque era incrivelmente genial (mas o primeiro prêmio ela teve que dividir com o marido). Ela passou a vida inteira lutando para se fazer reconhecida, porque sofria discriminação e preconceito em todos os lugares.Ah, e os mexicanos são tão ou mais machistas que os brasileiros. Mas as mexicanas, nesse momento, estão a lutar bravamente contra isso!

    Beijo

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    1. marly, sim, eu entendo a dificuldade da protagonista em se fazer ouvida em 1966. mas o marido era muito parceiro. ele mudar completamente ficou esquisito pra dizer o mínimo.

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  2. Simplesmente perfeita sua resenha 👏👏
    Confesso que até ler eu não tinha conseguido ainda "nomear", cafona é a palavra!
    Eu estava muito animada com essa coisa de viagem no tempo, achei que haveria o looping, mas foi tudo tão estranhamente abordado que não rolou nem sci fi, nem relações interpessoais, nem transformação tecnológica ao longo do tempo, o final então foi um soco no estômago 😯

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    1. luli, não é? vira um água com açúcar azedo de ruim. e o final é constrangedor.

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