segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Homem, a Besta e a Virtude

Assisti ao espetáculo O Homem, a Besta e a Virtude de Luigi Pirandello no SESC Bom Retiro. Direção de Marcelo Lazaratto. Adaptação do texto de Marcos Caruso. Adoro a Débora Duboc, gosto demais do seu trabalho como atriz e queria muito ver esse espetáculo. Em entrevistas ela disse que queria procurar um texto popular, que falasse com um público maior. O interessante desse texto do Pirandello é que apesar de ser uma comédia rasgada e divertidíssima, o texto é muito inteligente. O elenco todo está ótimo: Thiago Adorno, Gabriel Miziara, Fernando Fecchio e Luiz Alex Tasso. Adorei que eles interpretam vários personagens, algumas caracterizações mudam no próprio palco. Hilário. Débora Duboc interpreta a esposa que engravida do amante. Seu marido, um marinheiro, vem visitá-la pouco porque tem outra famíla, mas a virtude dela será abalada se engravidar sem namorar o marido. São hilárias as artimanhas para o marido voltar a ter interesse na esposa na única noite que passará na cidade. Esse espetáculo já visitou 52 cidades. O Homem, a Besta e a Virtude fica em cartaz até o dia 16 de dezembro, os ingressos custam R$ 16,00 e gratuito para usuários do SESC, professores e maiores de 60 anos.
Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de dezembro de 2012

Lícia Lucas - Recitais Eubiose

Assisti Lícia Lucas nos Recitais Eubiose. Gostei demais do estilo dessa pianista, delicado, preciso e incansável. Ela interpretou um belo programa, acrescentou um Chopin no extenso programa e depois dos sucessivos aplausos, deu três bis. Não economizou música e qualidade em nenhum momento, belíssimo recital.

Programa

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Impressões Seresteiras

Franz Liszt (1811-1886)
Soneto do Petrarca Nº 123
Soneto do Petrarca Nº 104

Johannes Brahms (1833-1897)
Intermezzo Nº2, op. 118

Robert Schumann (1810-1856)


Franz Liszt (1811-1886)
Widmung (Dedicação)

Claude Debussy (1862-1918)
L`isle joyeuse

Sergei  Rachmaninoff (1873-1943)
Prelúdio Nº6, Op. 23
Prelúdio Nº2, Op. 23


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Bruxinha Que Era Boa

Assisti ao espetáculo infantil A Bruxinha Que Era Boa da República Ativa de Teatro no SESC Bom Retiro. Esse é mais um espetáculo da série O Real Imaginário que monta peças baseadas nos belos textos de Maria Clara Machado. É uma graça! E me diverti muito com a criançada interagindo, como gostam desse espetáculo.

A Bruxinha Que Era Boa só queria passar na sabatina para ser a melhor bruxa pra poder ganhar a vassoura supersônica, supersônica acho que é por minha conta, mas era uma vassoura superpotente. A Bruxinha Que Era Boa é interpretada pela Vivi Gonçalves, a lindinha de A Menina e o Vento. Irreconhecível o Leandro Ivo como o Bruxão e a Nathália Neme como o Vice-Bruxo. Os dois estão no elenco do espetáculo Quem Apagou a Luz? que adorei. A direção é do Rodrigo Palmieri. O Pedrinho é interpretado pelo Thiago Ubaldo, ele é engraçadíssimo e já tinha adorado as graças dele também no espetáculo A Menina e o Vento! As outras bruxas hilárias são intepretadas pelas Daniela Diniz, Fernanda Oliveira e Thelma Luz. Como sempre os cenários, figurinos da República Ativa do Teatro são ótimos. Os cenários são de Zé Valdir Albuquerque. Os figurinos são divididos por Nathalia Neme e Thelma Luz.

Esse vídeo é da República Ativa do Teatro, mas de outra montagem, com mudanças no elenco.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Recital de Contrabaixo e Piano

Fui ao Recital de Contrabaixo e Piano no Centro de Música Brasileira no Cultura Inglesa Vila Mariana. Duas musicistas da OSESP se apresentaram. Ana Valéria Poles no contrabaixo e Dana Radu ao piano. Que recital maravilhoso! Que musicistas! E que repertório! Foi emocionante! Elas interpretaram só obras brasileiras, várias compostas especialmente para elas. Queria muito ouvir a obra de Pedro Cameron, belíssima, Reinvenção para contrabaixo solo. Outra obra dedicada especialmente para Ana Valéria Poles foi a Pequena Suíte de Osvaldo Lacerda. Ana Valéria Poles contou que procura sempre apresentar obras compostas especialmente para contrabaixo, mas que como gosta muito da obra Canto do Cisne Negro de Villa Lobos, resolveu fazer a transposição para contrabaixo e piano. Ela disse que o som do contrabaixo é sempre mais escuro e que essa obra iria ficar muito bem e ela tinha razão.

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Eu já conhecia a bela interpretação da Dana Radu, lindas as obras que ela interpretou da Eunice Catunda.  Foi um belíssimo recital que encerrou a Temporada 2012 do Centro de Música Brasileira. A presidente Eudóxia de Barros contou que no ano que vem essas apresentações acontecerão na Cultura Inglesa da rua Ferreira de Araújo em Pinheiros.

Segue o repertório completo desse recital:

Radamés Gnatalli - Canção e Dança para contrabaixo e piano


Pedro Cameron – Reinvenção para contrabaixo solo - 1979 - dedicado a Ana Valéria Poles



Edmundo Villani-Côrtes - Fonte Eterna para contrabaixo e piano


Eunice Catunda - La Dame e la Licorne - petite suite (1982)
                           "La Dame e sasuivante"
                           "Les Lièvres"
                           "La Licorne"
                           "Les Étendards Lunaires"
                           "Les Joyaux e les Fruits"
                           "Le Lion"

Villa-Lobos - Canto do Cisne Negro - transcrição para contrabaixo e piano de Ana Valéria Poles

Osvaldo Lacerda - Choro Seresteiro
                             Chacona
                             Pequena Suíte ( I - Desafio - II - Canção - III - Afro) - dedicada a Ana Valéria Poles 

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quando Eu Estou Amando

Assisti Quando Eu Estou Amando (2006) de Xavier Giannoli no Max. Eu fiquei bastante impactada com esse filme. É sobre um cantor decadente, um "velho cafona" como ele mesmo se intitula que canta em bares para terceira idade. Raramente há jovens no salão, até que ele conhece a bela Marion. Eles tem uma noite de amor, mas ela depois se arrepende. Mesmo assim eles começam a se aproximar e ter uma amizade.

Os dois tiveram perdas amorosas, mas não sabemos muitos detalhes. Quando Eu Estou Amando fala de decadência e da solidão dos dias de hoje. Em bailes todos dançam e conversam, mas em suas casas todos são solitários. Não sei se todos tem a mesma sensação que eu, mas eu achei o filme melancólico e triste. Achei muito triste ver esses cantores que foram jovens e atraentes na juventude, ainda atraírem pessoas, em menor número e mais velhas que eles. O casal é interpretado brilhantemente por Gerárd Depardieu e Cécílle de France. Alguns outros do elenco são: Mathieu Amalric e Christine Citti.  A trilha sonora é toda de canções românticas e melosas.

Beijos,
Pedrita