segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Uma Dobra no Tempo

Assisti Uma Dobra no Tempo (2018) de Ava DuVernay da Disney no Telecine Premium. Tinha ouvido muitos elogios. Esse filme foi dirigido por uma mulher e teve muita bilheteria. Ouvi vários comentaristas dizerem que há poucas mulheres dirigindo filmes, ainda mais filmes com grande bilheteria. Eu gostei do filme, mas achei que tem uma infinidade de clichês de auto-ajuda chatos e fórmulas de bolo dos filmes americanos medíocres. O roteiro é da obra de Madeleine L´Engle que não tenho vontade de conhecer. Achei o roteiro superficial e óbvio.

Quando começa a parte da fantasia o filme fica bem bonitinho. O pai some, ele e a mãe são cientistas, tem dois filhos. Uma biológica e um garotinho adotado. Os pais são interpretados por Gugu MBatha-Raw e Chris Pine.

Na viagem para procurar o pai um colega da escola da garota se junta aos irmãos. Seguem na busca a menina, o irmãozinho e esse amigo. Uma graça a menina interpretada por Storm Reid. O irmãozinho dela também é um fofo, interpretado por Deric Mccabe. O garoto por Levi Miller.

As três bruxas lindíssimas são interpretadas por Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Mindy Calling. O filme procurou mesclar bastante as origens de cada personagem. Só uma bruxa me incomodou, a que falava frase e citava os autores. Me incomoda muito esse costume recente de ficar que nem papagaio dizendo frases de efeito fora de seu contexto. Vários amam, mas ler um livro na íntegra que é bom não leem. Também achei o final meio arrastado. Na verdade tem algumas cenas um pouco longas e cansativas como nas pedras balançantes, na escuridão e no começo. Uma edição encurtando um pouco as cenas ficaria bem mais dinâmico. As cenas no colégio são muito clichê.
Outro clichê de filme americano é transformar alguém em herói.
Esse artifício no filme menosprezou dois personagens, o irmãozinho e o amigo do colégio para que fosse só a protagonista a heroína. Transformaram em fracos os dois outros personagens. Esses recursos velhos empobreceram muito a trama. Deveriam ter buscado caminhos mais originais. Os três sendo fortes e desbravadores seria bem mais interessante. A música é muito bonita.

Beijos,
Pedrita

sábado, 19 de janeiro de 2019

CD Cria - Vol 1 por Karin Fernandes

Ouvi o CD Cria vol I de Karin Fernandes. No CD, obras da nova música brasileira para piano de  Sergio Kafejian, Felipe Lara, Tatiana Cantazaro, Arrigo Barnabé e Leonardo Martinelli. Belo CD, obras e interpretação!

Gosto muito dessa pianista e tenho o mesmo gosto em explorar obras novas, sons, estilos de compositores. A obra de Tatiana Cantazaro tem a tradução do nome Quando a árvore da vida cresce no deserto de Yahi. O CD pode ser encontrado pra comprar ou em streaming.

Faixas:


1.Nó
Interprete: Karin Fernandes
Autor: Sergio Kafejian

2.Sonata de Desintoxicação - Oração (1o Movimento)
Interprete: Karin Fernandes
Autor: Felipe Lara

3.Sonata de Desintoxicação - As Cores dos Sonhos (2o)
Interprete: Karin Fernandes
Autor: Felipe Lara

4.Andma Shajarat Al-hayah Tanmow Fi Al-sahra Yahi
Interprete: Karin Fernandes
Autor: Tatiana Catanzaro

5.Sonata para Piano
Interprete: Karin Fernandes
Autor: Arrigo Barnabé

6.Peça para Piano II (Schackleton, Worsley e Crean D...
Interprete: Karin Fernandes
Autor: Leonardo Martinelli

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O Destino de uma Nação

Assisti O Destino de uma Nação (2017) de Joe Wright no TelecinePlay. Só descobri esse filme quando vi no Now. Gary Oldman está irreconhecível como Winston Churchill. O nome original é Darkest Hour. O roteiro é de Anthony McCarten.

Fico pensando se esse é mais um filme para enaltecer a Inglaterra como vários que tem aparecido. Winston Churchill é escolhido para ser o Primeiro Ministro. Os políticos da Inglaterra estão em embates. A oposição não aceita o Primeiro Ministro e Winston Churchill parece ser o único que a oposição aceitaria. Mas nem o Rei gosta da escolha. O rei é interpretado por Ben Mendelsohn. Winston bebe muito, é anti-social e tem dificuldade para a diplomacia. Tem alto índice de rejeição. Sua esposa é interpretada por Kristin Scott Thomas.

Hitler ataca a França, a Bélgica e Holanda se renderam. Alguns parlamentares querem que a Inglaterra negocie com Hitler através de Mussolini um acordo de Paz. Winston Churchill é contra, mas está quase cedendo pela pressão. É de Winston Churchill a ideia de pedir aos civis que sigam para Dunkirk para salvar os soldados na ilha retratada no outro filme. Realmente beira o insuportável imaginar uma nação negociando com dois ditadores monstruosos como Mussolini e Hitler. Muitos parlamentares achavam que um acordo de paz protegeria melhor os ingleses, principalmente do massacre que vinham sofrendo os outros países. Lily James interpreta a secretária de Churchill.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Três Anúncios de um Crime

Assisti Três Anúncios de um Crime (2017) de Martin McDonagh no TelecinePlay. Eu achava que eram três avisos de um crime, mas são anúncios mesmo, mais especificamente outdoors. Uma mãe, cansada da inoperância da polícia, resolve colocar perguntas em três outdoors sobre a morte da filha. De vítima a mãe passa a ser a vilã para a cidade intolerante e violenta.

Mas a mãe também vem de lares violentos. O marido batia nela. No filme mostra uma discussão bem grosseira dela com a filha, palavras que eu não diria a ninguém, mas ela continua sendo vítima. A cidade passa a se incomodar mais com os cartazes e com a mãe do que com quem matou a filha. A filha foi estuprada e morta, portanto qualquer outra mãe pode passar por isso na cidade, mas todos só se preocupam com a cobrança da mãe. Frances McDormand está impressionante. Adoro essa atriz. O policial desequilibrado é interpretado brilhantemente por Sam Rockwell. Eu achei a redenção dele muito rápida. Uma carta faz ele se tornar uma pessoa melhor. Seria muito bom que as transformações das pessoas se dessem tão rápido.
Woody Harrelson faz o policial. Outros do elenco são: Lucas Hedges, Caleb Landry Jones, Abbie Cornish, John Hawkies, Sandy Martin, Brenda Sexton e Peter Dinklage. O filme fala muito de violência, preconceito, intolerância. Segue bem a regra de "violência gera violência".

Beijos,
Pedrita

sábado, 12 de janeiro de 2019

Red Sparrow

Assisti Red Sparrow (2018) de Francis Lawrence no TelecinePlay. Não sabia muito desse filme, gostei bastante. O roteiro é do inglês Jason Mattheus, o diretor é austríaco. É bem pesado, sobre espionagem entre Rússia e Estados Unidos. Em alguns momentos tenta demonizar a Rússia, mas no geral mostra que ser agente secreto é sempre péssimo para qualquer pessoa. Vira-se um instrumento do país que o aliciou, sofre muitas violências, fica prisioneiro de um sistema que não se acredita, não importa o lado.

 A protagonista é a primeira bailarina na Rússia. Um acidente a faz abandonar a profissão. A dor dela por ser fisicamente impedida de seguir a profissão dos seus sonhos é de cortar o coração. Atualmente a tecnologia permite com quase perfeição juntar os movimentos de uma grande bailarina com a da atriz. Ficou muito bom. A protagonista sempre teve uma vida difícil, mesmo amando o balé, além dos exaustivos ensaios, ela cuida da mãe doente. Jennifer Lawrence está incrível. Ela é uma mulher forte, determinada. Logo no começo há um momento de insinuação de assédio. É um filme muito atual e feminino. 

O tio percebe a vulnerabilidade da sobrinha. Sem trabalho, ela tinha o apartamento pago pelo balé e os tratamentos da mãe. Ele oferece então a possibilidade dela se tornar agente secreta. Não há muito opção. O treinamento é monstruoso, a treinadora é interpretada pela incrível Charlotte Rampling.

Os filmes recentes de espionagem são bem mais próximos da realidade e podem ser muito violentos. Da metade pro fim beira quase o insuportável, mas vale a insistência, ótimo roteiro. É muito intrincado, difícil mesmo de acompanhar tantos desdobramentos, mas muito bom.  Gostei do texto do Jeremy Irons sobre o poder que os sistemas fazem das pessoas, ele fala dos russos, mas a espionagem americana não é menos violenta. E igualmente manipula as pessoas. Ela passa a contracenar com o personagem de Joel Edgerton. O elenco todo é muito bom: Jeremy Irons, Matthias Schoenaerts, Mary Louise Parker, Ciáran Hinds, Joely Richardson, Bill Camp e Douglas Hodge.

Beijos,
Pedrita