quinta-feira, 16 de junho de 2022

A Feiticeira de Florença de Salman Rushdie

Terminei de ler A Feiticeira de Florença (2008) de Salman Rushdie da Companhia das Letras. Comprei esse livro em um sebo perto de casa. Essa capa de Victor Burton é maravilhosa. Eu adoro esse autor, mas esse livro eu não me identifiquei tanto.

O marcador de livros é da Estação Liberdade.


 

 Jalāl ud-Dīn Muhammad Akbar

O livro é ambientado no Império de Akbar, terceiro imperador mongol da Índia que viveu entre 1542 a 1605. São várias historias fantásticas ou não, com texto elaborado, complexo e repletos de informações nas 395 páginas. O autor inspirou-se nas Mil e Uma Noites. Há uma extensa bibliografia ao final da pesquisa para a realização dessa obra ficcional.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 15 de junho de 2022

A Hora Mais Escura

Assisti A Hora Mais Escura (2012) de Kathryn Bigelow no Paramount+. O roteiro é de Mark Boal. Os dois estavam juntos no premiado Guerra ao Terror. Estava adiando ver esse filme mesmo que quisesse. Sabia que não seria fácil. O filme fala da investigação, nem sempre humana, para encontrar os mandantes aos ataques de 11 de setembro, que culminaram no paradeiro e morte de Osama Bin Landen.

O filme foca na personagem da excelente Jessica Chastain. Não é um filme fácil de assistir, muito pelo contrário. O começo beira o insuportável, as próprias conversas futuras questionam os interrogatórios. O filme passa-se por anos. A personagem começa a perceber um nome recorrente e começa a achar que ele é o elo entre Bin Laden e os terroristas.

A execução do filme incomodou tanto que passou a ser investigado. Começaram a achar que informações sigilosas estavam sendo vazadas para o filme. Concordo com um texto que li, sobre a importância de filmes que falem de momentos dramáticos históricos. Após o 11 de setembro começou uma caçada quase insana para achar culpados, desumana muitas vezes, nem sempre correta e nem sempre realista. A ira e perseguição a terroristas foi muito questionada e o filme tem momentos assim. O filme é muito bem executado, muito realista. Foi criticado por ser filmado na Índia, mas é fácil imaginar que por motivos óbvios não poderia ser realizado no Paquistão.

O eixo é a protagonista, mas aparecem muitos personagens e vários atores incríveis: Kyle Chandler, Jason Clark, Edgar Ramirez, Jennifer Ehle, Fares Fares, Mark Strong, Greg Shapiro, Harold Perrineau, Mario Van Peebles, Jason Barrowman, James Gandolfini, Jeremy Strong, Joel Edgerton e Chris Patt.
Beijos,
Pedrita

domingo, 12 de junho de 2022

Entre a Estrela e a Serpente

Fui na mostra Entre a Estrela e Serpente na Galeria Leme. A curadoria é de Galciani Neves. É uma exposição coletiva com 23 artistas.

Enlouqueci com essa parede e pretensiosamente fiquei imaginando na minha sala. Que obras, que artistas. Participam da exposição: Adriano Machado, Aislan Pankararu, Aldemir Martins, Aline van Langendonck, Ana Amorin, Ana Elisa Egreja, Eleonore Koch, Felipe Seixas, Fernanda Galvão, Helio Fervenza, Heloisa Hariadne, Ilana Tzirulnik,Julia Gallo, Marta Jourdan, Mayana Redin, Neves Torres, Raquel Garbelotti, Regina Vater, Selva de Carvalho, Simone Moraes, Susanne Schirato, Tiago Mestre e Tiago Sant’Ana.

Obra Natureza morta com produtos e objetos (2016) de Ana Elisa Egreja

Sim, Ana Elisa Egreja também está na mostra. Interessante que pelo site dá pra ver que as obras estão a venda. As duas da Egreja já foram vendidas e muitas outras. Muito bom ver pessoas consumindo arte. E ainda mais nesses tempos tão difíceis.

Obra Procurando a Raiva que Preciso Sentir dos Outros em Mim (2022) de Heloisa Hariadne

Lindíssima essa obra, entre as minhas preferidas, também já foi vendida. Adoro obras coloridas.

Obra Estudos sobre Natureza-Morta de Adriano Machado

Também gostei muito das obras do Adriano Machado.
A mostra é gratuita e vai até 16 de julho.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Orphan Black - 3ª Temporada

Assisti a Terceira Temporada da série Orphan Black (2015) de Graeme Manson e John Fawcett no Paramount +.

Agora existem os Castors (Ari Millen). Eles também são clones, mas eles são mais violentos. Eles também tem problemas graves de saúde.

Eu adoro os personagens. Allisson (Tatiana Maslany) e Donnie (Kristian Brunn) parecem um casal tradicional, mas eles aprontam muitas, mas muitas loucuras nessa temporada.

E novas clones aparecem. Amo essa série, vou pra quarta. Comentei as anteriores aqui.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Ópera Aída

Assisti a ópera Aída de Verdi no Theatro Municipal de São Paulo. Era a ópera preferida da minha mãe! A ótima regência foi de Roberto Minczuk a frente da Orquestra Sinfônica Municipal. Pela imponência da obra dois coros participaram, o Coral Lírico e o Coral Paulistano.

Fotos de Stig de Lavor

Eu adoro o trabalho da Bia Lessa. Logo no início, uma movimentação de caixas me lembraram muito a peça Orlando e seus jogos de cadeiras. Orlando está entre os melhores espetáculos que já vi na vida. Os cenários impactantes são de Liliane de Grammont, a iluminação de Paulo Pederneiras e os belos figurinos de Sylvie Leblanc e Maira Himmelstein. Lindos os figurinos dourados.
Em tempos de guerra, a montagem buscou mostrar os horrores de matar outros seres humanos por poder, posse, ganância e uma infinidade de sentimentos monstruosos. A Marcha Triunfal que deveria comemorar a vitória do Rei do Egito sob a Etiópia mostrou os horrores da guerra. Não há o que comemorar quando se destrói um povo, o mata e escraviza os sobreviventes. 
De forma contundente a ópera mostrou os abusos da guerra. Os animais espetados por lanças. Os soldados traziam os inimigos caracterizados por bonecos de cobertor que eram violentados, espancados, mortos em um show de horrores. Me lembrei muito do livro da Svetlana, A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, que comentei aqui. Ficando clara a concepção da direção por uma mulher.

Aída e Amneris foram interpretadas pelas maravilhosas Marly Montoni e Andreia Souza, que cantoras e intérpretes, viscerais. Contundente o texto onde Amneris se diz amiga de Aída que temos muita identificação. Uma rainha dizendo a uma escrava que é amiga, mas a mantém cativa. Paulo Mandarino cantou o primeiro ato, mas por estar em recuperação de covid, foi substituído por Marcello Vannucci que fez um intenso Radamés. A covid se alastrou nos ensaios, então a orquestra e os coros estavam muito reduzidos. Coro e orquestra se apresentavam de máscaras. Os solistas eram testados diariamente. O ótimo Orlando Marcos interpretou o Faraó. Belíssima a cena quando Radamés e Aída na cripta para serem enterrados vivos cantam seu belíssimo dueto. Lindo colocar Amneris em sofrimento ao lado da rocha que fechou a cripta.
Como é bonita a ária da sacerdotisa interpretada lindamente pela Elayne Caser. O sacerdote de Savio Sperandio também estava incrível. A ópera mostra o horror de um religioso vingativo e perverso. Eu adoro o Douglas Hahn e gostei muito dele como o pai de Aída.
 
Como costuma acontecer em óperas, os ingressos esgotaram muito rapidamente, mesmo tendo preços salgados entre R$ 150,00 a R$ 30,00. As récitas vão até 11 de junho.

Foram dois elencos, o vídeo é do outro elenco.

Beijos,
Pedrita