terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Uma Aprendizagem ou O O Livro dos Prazeres de Clarice Lispector

Terminei de ler Uma Aprendizagem ou O O Livro dos Prazeres (1969) de Clarice Lispector da Editora Nova Fronteira. Eu quis ler esse livro assim que vi o filme. Sempre fico na dúvida quais livros da Clarice que li, precisei olhar nos meus anotados. Além de ter lido alguns, sempre ouço e leio trechos em matérias, então me confundo sempre. Pedi emprestado a minha vizinha.

Marcador de Livros As Quatro Estações Primavera de Alphonse Mucha

Obra Vênus Rising from the Sea de James McNeill Whistler

 

Obra Envolvimento (1968) de Wanda Pimentel

Lóri está em um período recluso. Ela foi morar no Rio de Janeiro, em um apartamento pequeno, dá aulas, mas seu pai lhe envia mesada. Ulisses quer se aproximar, mas ela leva muito tempo até decidir aceitar. O texto é maravilhoso! Fala de uma mulher livre no seu tempo. 

A edição atual é da Rocco com posfácio da diretora do filme, Marcela Lordy, que fez um mestrado sobre essa obra.


Beijos,
Pedrita

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Minions: A Origem do Gru

Assisti Minions: A Origem do Gru (2022) de Kyle Balda no TelecinePlay. Eu adoro os Minions e esse tem Minions que não acabam mais. Uma graça o Gru criança.

A mãe do Gru é muito distraída e ausente. Ele tem a companhia dos Minions que escondeu no porão e quer entrar pra Liga dos Vilões que ele é fã. Abre uma vaga e ele se candidata. É tudo muito fofo e engraçado!

São inúmeras referências da década de 70, músicos, bandas, a trilha sonora é uma delícia e tem no Spotify. E inúmeros filmes pra percepção dos pais e avós. Tem referência ao filme Prenda-me se for capaz, a série do 
Cyborg, da van do Scooby, quero ver para perceber mais.

Também é divertido ver os personagens que vão aparecer no futuro ainda novinhos.
Beijos,
Pedrita

sábado, 11 de fevereiro de 2023

A Divisão

Assisti A Divisão (2020) de Vicente Amorim no TelecinePlay. Só depois que estava assistindo é que vi que era uma série e compilaram em um filme. Até pensei em parar de ver e ir ver a série, mas eu não sou muito fã do gênero, já comecei a ver vários e acabo largando pelo caminho ou se arrastando por meses até terminar, mesmo sendo excelentes como esse, então continuei a ver. A criação é de José Luiz Magalhães e José Júnior.

O elenco é incrível. A Divisão é inspirada na infinidades de sequestros que aconteceram em 1997. Uma filha de um deputado está em cativeiro, então a polícia une dois grupos de investigadores. Silvio Guindane é um, ele tortura presos pra conseguir informações. O outro grupo faz acordos com bandidos e é liderado com o personagem do Erom Cordeiro, que trabalha junto com os de Thelmo Fernandes e Natália Lage.
O policial que une as equipes é interpretado por Marcos Palmeira. 

O deputado é Dalton Vigh, sua esposa Vanessa Gerbeli e a filha, Hanna Romanazzi. Alguns outros do elenco são Osvaldo Mil, Bruce Gomlesvsky, Rafaella Mandela, Marcelo Gonçalves, Cinara Leal, Paulo Reis, Nill Marcondes e Augusto Madeira. Eu discordo do texto final. Eu ouvi um especialista em crimes que disse que os bandidos agem no que está dando certo, se os sequestros passaram a dar errado, eles vão escolher outro crime mais lucrativo.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

O Alegre Canto da Perdiz de Paulina Chiziane

Terminei de ler O Alegre Canto da Perdiz (2008) de Paulina Chiziane da Dublinense. Eu queria muito ler esse livro pelas críticas que vinha recebendo. A autora moçambicana ganhou Prêmio Camões. Que escritora! Daqueles livros que queremos que todos leiam! Foi o primeiro que peguei pra ler da última compra na Feira do Livro da USP.
 

O marcador de livros é um detalhe da obra Le Matin Clair Aux Saules de Monet.

O quadrinho de ponto cruz foi bordado por uma amiga.

Obra A Imperatriz III (2018) de Maimuna Adam

O livro é ambientado em Moçambique, no período colonial, quando há homens escravizados. Começa falando de Maria das Dores, mas conta a história das mulheres da família dela, alternando no tempo. Eu fiquei tão impactada, não parava de anotar trechos. Chiziane tem um texto poético e narrativas secas, da vida dura, de quem não teve a chance de escolha e para poder escolher, acaba destroçando tragicamente quem amam.

Obra Lembrança Fugaz de Carmen Maria Muianga

A mãe de Maria das Dores, Delfina, era de uma beleza estonteante, então sua mãe prepara a filha para ser prostituta. Com isso todos podem ter uma vida melhor, mais dinheiro e dar conforto aos pais. Mas ela se apaixona por um negro. É uma vida toda conturbada, de amor, dor. Sobre a tragédia que colônias promovem em seus viventes, tirando a paz e a vida digna. Confundindo a lógica, levando negros a atitudes insanas pra melhorar de vida, porque como Delfina diz, dignidade só aos brancos que tudo tem.

Obra de Malangatana

O livro é tão forte, me revirou tanto por dentro que eu não parava de anotar trechos. Vou trazer alguns poucos aqui, o bom mesmo é ler a obra toda.

Trechos de O Alegre Canto da Perdiz  de Paulina Chiziane:

“As pessoas gostam muito de identidades. Chegam a exigir uma certidão de nascimento para uma pessoa presente. Haverá melhor testemunha do que a presença para confirmar que nasceu”?

“Lembra-se de tudo, da terra e do mundo. Onde a cultura dita normas entre homens e mulheres. Onde o dinheiro vale mais que a vida. Onde o mulato vale mais que o negro e o branco vale mais que todos eles. Onde a cor e o sexo determinam o estatuto de um ser humano. Onde o amor é uma abstração poética e a vida se tece com malhas de ódio”.

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Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

A Esposa

Assisti A Esposa (2017) de Björn Runge no TelecinePlay. Eu adiava ver esse filme porque me confundi com a sinopse. É excelente! E bem o gênero de filme que gosto. O filme é baseado no livro de Meg Wolitzer que quero muito ler.

O marido é um grande escritor e ganha o Prêmio Nobel de Literatura, o casal segue para a Suécia para ele receber o prêmio. Que filme genial! Eles são perseguidos sistematicamente por um homem (Christian Slater) interessado em escrever a biografia do autor, mas o casal se recusa sempre. O marido é bem grosseiro, além de ser muito, mas muito promíscuo. A esposa sempre fingiu não ver ou relevou as traições. Glenn Close simplesmente arrasa, gosto muito também do Jonathan Pryce. Gostei de uma crítica que diz que apesar de ser o marido o escritor, só pelo título entendemos que é nela que devemos prestar atenção. Exato, é isso mesmo!
Em um momento o ego do pai fica mais evidente. Eles vão conhecer o ganhador de Nobel de Física e a família dele. Esse vencedor é muito orgulhoso dos filhos, em cada apresentação enaltece a capacidade de cada um. Uma vai descobrir a cura do Alzheimer e para cada um dá poderes inacreditáveis para suas profissões. O escritor diz que o filho (Max Irons) é um escritor em aperfeiçoamento.
Beijos,
Pedrita